Secretário de Santa Luzia é exonerado do cargo após suspeita de comandar esquema de fraudes em licitações

Piemonte Escrito em 11/07/2024


Segundo o Ministério Público, há evidências de que o secretário usava o poder de gestor para obter vantagens indevidas. O ex-secretário de obras Bruno Márcio Moreira Almeida, de Santa Luzia. Reprodução/TV Globo O secretário municipal de Obras de Santa Luzia, na Grande BH, foi exonerado do cargo após ser alvo de uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) suspeito de comandar um esquema de fraudes em licitações na prefeitura. Além do secretário Bruno Márcio Moreira Almeida, o servidor Edson Espínola Xavier, que atuava como fiscal da secretaria, é investigado pelo MPMG. Nesta quarta-feira (10), o órgão cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos dois e em empresas que ganharam licitações para obras na cidade. O Ministério Público pediu o afastamento cautelar dos investigados das funções na prefeitura porque existem indícios robustos de que eles integram uma associação criminosa destinada ao desvio de recursos da Secretaria Municipal de Obras. Há evidências de que o secretário usava o poder de gestor para obter vantagens indevidas, decorrentes de contratos celebrados com empresas de engenharia e construtoras vencedoras de licitações. Secretário de obras de Santa Luzia é exonerado por suspeita de comandar esquema de fraudes na cidade Patrimônio incompatível Ainda de acordo com o MPMG, antes de ser secretário, Bruno Márcio Moreira Almeida era policial penal. A evolução patrimonial dele é incompatível com os rendimentos declarados. As investigações apontaram que ele é dono de um haras no município de Taquaraçu de Minas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Há vestígios de reformas recentes na propriedade com materiais idênticos aos usados em obras públicas. Os documentos mostram também que Bruno passou a investir em equinos de alto valor. Além disso, segundo o MPMG, o secretário é dono de uma empresa do ramo de conservação, que presta serviço para algumas construtoras que venceram licitações para obras na cidade. Seria por meio desse negócio que o dinheiro seria repassado ao investigado. A investigação apura a prática dos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em nota, a Prefeitura de Santa Luzia diz que "lamenta o ocorrido e repudia qualquer ação criminosa contra o erário público e os princípios constitucionais". Completa que está "a disposição para colaborar com órgãos de controle" e informa que "acionou a Controladoria Geral e a Procuradoria Municipal para auditar contratos da Secretaria de Obras, afastando servidores e proibindo acessos". Por fim, diz que seguirá comprometida com a ética e a transparência, punindo ações irresponsáveis. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos. Vídeos mais vistos no g1 Minas: