MP denuncia namorada e sogra de Pedro Turra à Justiça por coagirem vítima de suposta tortura no DF

Piemonte Escrito em 02/07/2026


Vídeo mostra Pedro Turra e amigos tentando dar vodca a jovem menor de idade em festa O Ministério Público do Distrito Federal denunciou a namorada do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso e a mãe dela pelo crime de coação no curso do processo. ➡️️Turra está preso preventivamente e é réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Ele aguarda decisão sobre um eventual júri popular, após o andamento da audiência de instrução ser adiada. Após a repercussão do caso, uma ex-amiga de Turra — a mesma que diz ter sido obrigada a ingerir bebida alcoólica (veja o vídeo acima) — procurou a polícia e disse ter sido torturada pelo ex-piloto. Segundo a investigação do MP, Lauanny Faria Braier Borges (namorada de Turra) e a mãe, Moara Guimarães Faria, ameaçaram divulgar vídeos íntimos da jovem caso ela não retirasse a denúncia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O caso foi mostrado pelo g1 em março. Segundo o processo, Lauanny e Moara enviaram parte desses vídeos íntimos à mãe da vítima (veja print abaixo). Lauanny Faria Braier Borges teria enviado vídeos íntimos e ameaçado expor vítima após denúncia contra Turra. Reprodução A acusação afirma ainda que, após o envio das mensagens, elas utilizaram a função "apagar para todos" do WhatsApp na tentativa de eliminar provas. Ainda de acordo com a denúncia, meses depois, mãe e filha passaram a publicar conteúdos nas redes sociais para descredibilizar a vítima. Dessa vez, o material incluía ofensas e até uma imagem manipulada que sugeria uma "proximidade" entre a denunciante e Pedro Turra. O Ministério Público entendeu que há provas suficientes para o início da ação penal e pediu o recebimento da denúncia pela Justiça. O órgão também pediu que, em caso de condenação, Lauanny e Moara tenham de pagar uma indenização mínima de R$ 5 mil à vítima. O g1 tenta contato com as defesas de Lauanny Faria Braier Borges e Moara Guimarães Faria. Relembre o caso Justiça rejeita mais um pedido de habeas corpus de Pedro Turra Pedro Turra virou réu por homicídio após agredir Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em 23 de janeiro, em Vicente Pires. O adolescente morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo. Com a repercussão da briga, outras supostas vítimas de Turra em agressões anteriores também procuraram a Polícia Civil para registrar ocorrência. Entre esses denunciantes, está a jovem que diz ter sido torturada por Pedro Turra e forçada a ingerir bebida alcoólica. A adolescente disse à polícia que é "ex-amiga" de Turra e Lauanny. Em um dos episódios, a jovem diz ter sido agredida com um taser — arma de choque elétrico — dentro de um carro. Em outro, afirma que foi empurrada de uma lancha no Lago Paranoá pelo ex-piloto. Polícia prende Pedro Turra, jovem piloto que brigou com um adolescente de 16 anos, internado em coma. Empurrão em passeio de lancha Um dos boletins de ocorrência foi registrado como perigo para a vida e omissão de socorro. O caso aconteceu em setembro de 2025, durante um passeio de lancha no Lago Paranoá, no Setor de Clubes Sul. Em depoimento, a jovem contou que estava com Pedro Turra e outro amigo quando foi empurrada por ele e caiu na água. Segundo o registro policial, a lancha não tinha escada para facilitar a volta à embarcação — ela diz que pediu ajuda para subir, mas Turra e o amigo apenas riram da situação. Ainda de acordo com o boletim, a jovem precisou nadar até um deck para conseguir sair da água e sofreu arranhões nas pernas. Choques com taser Pedro Turra, em vídeo divulgado pela defesa Arquivo pessoal/Reprodução A outra ocorrência foi registrada como crime de tortura. Segundo o depoimento, o episódio ocorreu no Park Way. À polícia, a jovem relatou que estava no banco traseiro de um carro, acompanhada por Pedro Turra, a namorada dele e outros amigos, quando um deles teria trancado as portas do veículo. Ao tentar sair, afirmou que foi impedida pela namorada de Pedro. “Pedro Turra pegou a arma de choque e pediu para desferir alguns choques na declarante, mas esta começou a chorar e disse que não queria receber as descargas elétricas. Mesmo contra sua vontade, Pedro Turra começou a lhe dar choques nos seios, na barriga e nas pernas”, diz o boletim de ocorrência. Ainda segundo o registro policial, o aparelho só parou quando descarregou completamente. A vítima relatou que as agressões teriam durado cerca de 10 minutos. O boletim informa ainda que a jovem foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, uma vez que relatou ainda ter ficado com marcas dos choques. No depoimento, ela afirmou que ficou com dores pelo corpo e abalada emocionalmente após o episódio. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.