Irã ameaça e dá ultimato após Israel dizer que não deixará o Líbano

Piemonte Escrito em 25/06/2026


Israel mostra ataques a terroristas do Hezbollah no sul do Líbano O Irã fez uma ameaça a Israel nesta quinta-feira (25) após o governo israelense afirmar que não irá se retirar do sul do Líbano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Esmaeil Qaani, chefe da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana dedicada a operações de inteligência e ações militares secretas no exterior, afirmou em pronunciamento na mídia estatal: "Se Israel não se retirar voluntariamente do sul do Líbano hoje será forçado a fugir derrotado amanhã". Esmail Qaani, o novo líder da força Quds do Irã Khamenei.IR/AFP Um dia antes, nesta quarta-feira (24), o ministro da Defesa de Israel declarou que as tropas israelenses não sairão do sul do Líbano, mesmo que os Estados Unidos exijam. A declaração é mais um desafio direto do governo israelense ao presidente dos EUA, Donald Trump, que vem fazendo duras críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por causa dos ataques ao território libanês. Em teoria, há quase uma semana, está em vigor um cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista Hezbollah, que atua no Líbano e é apoiado pelo Irã. O fim dos bombardeios e da ocupação israelense ao Líbano é uma das exigências feitas pelo Irã na minuta de entendimento assinada pelo país e pelos EUA. Ao postar um vídeo na rede social X nesta quarta, Netanyahu declarou: "Não me renderei". Mais cedo, nesta quinta, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, que falou sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters, disse que Israel havia se retirado de parte da zona-tampão no território do sul do Líbano em "uma demonstração significativa de boa fé para com o governo legítimo" do país. No entanto, pouco depois, tanto autoridades israelenses como libanesas afirmaram à agência que isso não é verdade. A zona-tampão mencionada pelo funcionário norte-americano é a uma área na fronteira entre os dois países, com uma distância de cerca de 10 km, intitulada por Israel como Zona de Segurança. De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, Israel e Líbano negociam um projeto piloto apoiado pelos Estados Unidos que prevê a transferência do controle de parte do território no sul do Líbano das tropas israelenses para as Forças Armadas libanesas. Porém, até o momento, não parece haver consenso e, na terça-feira (23), duas pessoas morreram no sul do Líbano ao serem atingidas por militares israelenses. O Exército israelense confirmou que atingiu "terroristas armados" que representavam uma ameaça iminente a seus soldados operando em uma região de Nabatieh. Minutos após a notícia do ataque, o grupo terrorista libanês Hezbollah acusou Israel de ter violado a trégua no conflito entre eles. Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros em ataque israelense no sábado (20). Mohammed Zaatari/AP Photo O incidente desta terça foi o primeiro ataque no Líbano reivindicado por Israel desde domingo e também as primeiras mortes no país envolvendo tropas israelenses nos últimos três dias. Agora no g1