Santarém amanheceu encoberta por muita fumaça no feriado de Finados Waldiney Ferreira/TV Tapajós O município de Santarém, no oeste do Pará, amanheceu encoberta por uma densa camada de fumaça nesta segunda-feira (2). Apesar do cenário cinzento que chamou a atenção dos moradores, o Índice de Qualidade do Ar (IQAr) registrou uma melhora e marcou 57 pontos por volta das 8h, o que classifica o ar na categoria "moderada", segundo a estação de monitoramento FioAres (Fiotec), do Ministério do Meio Ambiente. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O principal poluente no ar é o material particulado fino (MP2,5), que tem capacidade de penetrar profundamente no sistema respiratório. Embora os índices tenham melhorado em relação à tarde de domingo (1º), quando a poluição chegou perto do nível considerado "ruim", médicos orientam que grupos sensíveis — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios — evitem esforço físico prolongado ao ar livre. A fumaça na cidade é reflexo das queimadas que atingem a região, especialmente o grande incêndio que consumiu parte da savana da Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter do Chão nos últimos dias. Após um exaustivo trabalho de bombeiros, brigadistas e voluntários, todos os focos ativos na APA foram controlados na tarde de domingo. Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) continuam em campo para monitorar a área e levantar os danos ambientais. Além das equipes em solo, o combate às chamas contou com reforço aéreo. Em publicação nas redes sociais, o brigadista João Romano destacou a importância da atuação das aeronaves Air Tractor durante o enfrentamento do incêndio de nível 3 na APA Alter do Chão. Os aviões realizaram lançamentos de água em pontos estratégicos, ampliando a capacidade de resposta das equipes terrestres e contribuindo para conter o avanço do fogo. A operação contou com apoio do Governo Federal e integração entre Governo do Estado do Pará, Corpo de Bombeiros, brigadas florestais e sociedade civil. A atuação conjunta entre recursos aéreos e equipes em terra foi apontada como fundamental diante da dimensão dos incêndios. Órgãos e brigadistas atuam para combater incendios em Alter do Chão, em Santarém, e Mojui Tecnologia contra o fogo Para agilizar o combate aos incêndios florestais na APA, a Associação de Moradores e Amigos de Lago Verde (Amalago Verde) colocou em operação uma Central de Monitoramento baseada em geoprocessamento e pilotagem de drones. O projeto começou a atuar efetivamente no dia 26 de outubro e recebe alertas de satélite em tempo real por meio do software Pantera. Segundo a presidente da associação, Egry Maia, o objetivo da central não é o combate direto, mas sim a identificação rápida das chamas para avisar os órgãos responsáveis. Em um incêndio recente no Igarapé do Camarão, a equipe levou apenas seis minutos para detectar o fogo com o drone e acionar a Brigada de Alter do Chão e o Corpo de Bombeiros, agilizando o resgate da floresta. Apesar da eficiência, a entidade alerta que o volume de incêndios simultâneos tem sobrecarregado o sistema de monitoramento comunitário. Os voluntários cobram uma presença mais forte das forças de segurança pública para investigar e punir as queimadas suspeitas de serem criminosas no território.
Santarém volta a amanhecer encoberta por fumaça, mas qualidade do ar é considerada moderada
Piemonte Escrito em 02/11/2026
Santarém amanheceu encoberta por muita fumaça no feriado de Finados Waldiney Ferreira/TV Tapajós O município de Santarém, no oeste do Pará, amanheceu encoberta por uma densa camada de fumaça nesta segunda-feira (2). Apesar do cenário cinzento que chamou a atenção dos moradores, o Índice de Qualidade do Ar (IQAr) registrou uma melhora e marcou 57 pontos por volta das 8h, o que classifica o ar na categoria "moderada", segundo a estação de monitoramento FioAres (Fiotec), do Ministério do Meio Ambiente. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O principal poluente no ar é o material particulado fino (MP2,5), que tem capacidade de penetrar profundamente no sistema respiratório. Embora os índices tenham melhorado em relação à tarde de domingo (1º), quando a poluição chegou perto do nível considerado "ruim", médicos orientam que grupos sensíveis — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios — evitem esforço físico prolongado ao ar livre. A fumaça na cidade é reflexo das queimadas que atingem a região, especialmente o grande incêndio que consumiu parte da savana da Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter do Chão nos últimos dias. Após um exaustivo trabalho de bombeiros, brigadistas e voluntários, todos os focos ativos na APA foram controlados na tarde de domingo. Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) continuam em campo para monitorar a área e levantar os danos ambientais. Além das equipes em solo, o combate às chamas contou com reforço aéreo. Em publicação nas redes sociais, o brigadista João Romano destacou a importância da atuação das aeronaves Air Tractor durante o enfrentamento do incêndio de nível 3 na APA Alter do Chão. Os aviões realizaram lançamentos de água em pontos estratégicos, ampliando a capacidade de resposta das equipes terrestres e contribuindo para conter o avanço do fogo. A operação contou com apoio do Governo Federal e integração entre Governo do Estado do Pará, Corpo de Bombeiros, brigadas florestais e sociedade civil. A atuação conjunta entre recursos aéreos e equipes em terra foi apontada como fundamental diante da dimensão dos incêndios. Órgãos e brigadistas atuam para combater incendios em Alter do Chão, em Santarém, e Mojui Tecnologia contra o fogo Para agilizar o combate aos incêndios florestais na APA, a Associação de Moradores e Amigos de Lago Verde (Amalago Verde) colocou em operação uma Central de Monitoramento baseada em geoprocessamento e pilotagem de drones. O projeto começou a atuar efetivamente no dia 26 de outubro e recebe alertas de satélite em tempo real por meio do software Pantera. Segundo a presidente da associação, Egry Maia, o objetivo da central não é o combate direto, mas sim a identificação rápida das chamas para avisar os órgãos responsáveis. Em um incêndio recente no Igarapé do Camarão, a equipe levou apenas seis minutos para detectar o fogo com o drone e acionar a Brigada de Alter do Chão e o Corpo de Bombeiros, agilizando o resgate da floresta. Apesar da eficiência, a entidade alerta que o volume de incêndios simultâneos tem sobrecarregado o sistema de monitoramento comunitário. Os voluntários cobram uma presença mais forte das forças de segurança pública para investigar e punir as queimadas suspeitas de serem criminosas no território.
