Foto expõe delegada do PCC ao lado do namorado apontado como integrante da facção no dia da posse

Piemonte Escrito em 17/01/2026

Presa em São Paulo delegada que tinha sido empossada em dezembro A polícia de São Paulo prendeu uma delegada recém-empossada. Ela é suspeita de defender integrantes do PCC, incluindo o namorado. A foto do casal foi tirada em frente ao Palácio do Governo de São Paulo, em 19 de dezembro de 2025. O dia marcou a posse dos novos delegados. Em outro registro, Layla Lima Ayub aparece assinando o documento para assumir o cargo. O companheiro dela, Jardel Neto Pereira da Cruz, estava em liberdade condicional, cumprindo pena por tráfico de drogas e organização criminosa. Na ficha prisional do estado de Roraima ele declarou em 2021 pertencer ao PCC. Segundo polícia, ele é um dos chefes da organização no norte do país. Em fotos e vídeos anexados ao processo, ele aparece fazendo gestos e falando códigos que são associados à facção. A polícia começou a investigar a ligação entre Layla Ayub e o PCC depois de receber uma denúncia. Layla tinha participado como advogada de uma audiência de custódia no Pará. Isso aconteceu nove dias depois de tomar posse como delegada. Exercer as duas funções não é permitido. A audiência virtual era de um traficante de drogas, que segundo o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Pará, é ligado ao PCC. Assim como outros 40 presos que Layla Ayub visitou como advogada no estado. "Nós conseguimos juntar todas as visitas carcerárias de janeiro de 2024 até janeiro de 2026, onde as pessoas às quais ela agendou visita, são ligadas ao Primeiro Comando da Capital", diz Danillo Maués, coordenador do Gaeco/PA. No mesmo dia da audiência no Pará, Layla Ayub entrou com um processo no Tribunal de Justiça de São Paulo, atuando como advogada do namorado. Nesta sexta-feira (17), o casal foi preso em São Paulo por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Layla não chegou a assumir nenhuma delegacia. O que os investigadores querem saber agora é por que essa relação com a facção não foi descoberta antes da posse, já que todos os candidatos a vagas na polícia são submetidos a uma checagem para garantir que a conduta deles é compatível com o cargo. "Estamos trabalhando para isso, para não deixar contaminar o serviço público, os agentes públicos com o crime organizado", afirma Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública/SP.