A menos de um ano para as eleições de 2026, nomes conhecidos da política nacional nos últimos anos articulam o retorno ao cenário eleitoral. Após períodos de afastamento, derrotas nas urnas ou atuação nos bastidores, essas lideranças voltaram a ser citadas em conversas partidárias, pesquisas internas e movimentações públicas, reacendendo disputas e redesenhando alianças. O fenômeno não é novo na política brasileira, mas ganha força em um contexto de polarização, reorganização partidária e busca por nomes conhecidos do eleitorado. Veja abaixo os ‘figurões’ que devem se candidatar: Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil; Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará; Joao Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal; Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Eduardo Cunha Entre os nomes que já anunciaram retorno à vida política está o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Que aceitou a abertura do processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) quando esteve à frente da Câmara. Em uma publicação nas redes sociais, Cunha disse que escolheu disputar a eleição de deputado federal por Minas Gerais e que o estado é a “síntese do Brasil” pela diversidade e a divisa com demais estados. Cunha presidiu a Câmara de fevereiro de 2015 a meados de 2016. Ele renunciou à presidência da Casa em julho de 2016 e foi cassado, após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras quando negou ser titular de contas no exterior. Também em 2016 ele foi preso pela operação Lava Jato, que apurou desvios na Petrobras. Ele ficou preso em Curitiba e no Rio de Janeiro. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal anulou uma condenação do ex-deputado federa. Natural do Rio de Janeiro, o ex-deputado transferiu o domicílio eleitoral e tentou, nas eleições de 2022, uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo, mas não se elegeu. Ex-ministro de Lula Outro grande nome da política que deve concorrer às eleições é José Dirceu (PT), ex-ministro da Casa Civil. Dirceu foi cassado pela Câmara em 2005, após ser condenado pelo mensalão e em desdobramentos da Operação Lava Jato. Em 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes anulou todos os atos processuais do ex-juiz Sergio Moro contra o ex-ministro José Dirceu no âmbito da operação Lava Jato. Com isso, Dirceu voltou a ter condições de disputar funções eletivas. O ex-ministro já sinalizou que deve concorrer ao cargo de deputado federal neste ano. José Dirceu voltou ao Congresso após 19 anos e participou de uma sessão solene para celebrar a democracia brasileira Geraldo Magela/Agência Senado Ex-governadores Ex-governadores que tiveram protagonismo nacional também aparecem como possíveis candidatos em 2026. Longe do cenário político há cerca de 15 anos depois de declarado inelegível, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) se lançou como pré-candidato ao governo do Distrito Federal em 2026. Embora tenha intenções declaradas de candidatura, Arruda ainda enfrenta um cenário político e jurídico incerto. No fim de outubro, o Superior Tribunal de Justiça manteve uma condenação por improbidade administrativa que, em tese, torna o ex-governador inelegível. Arruda, no entanto, afirma que, em seu entendimento, está plenamente elegível para 2026. Ciro Gomes também deve tentar o governo estadual. O ex-governador do Ceará se filiou ao PSDB no fim do ano passado a fim e deve ser o candidato do partido ao governo do estado. Ciro Gomes integrou o PSDB na década de 1990 e, durante esse período, foi eleito governador do Ceará pela sigla. O ex-governador já foi candidato à presidência da República quatro vezes. Antes, Ciro era filiado ao PDT, que no final do ano passado se aliou ao governo cearense do petista Elmano de Freitas, de quem Gomes é crítico. Com isso, o ex-governador entregou ao presidente do partido uma carta se desfiliando ao partido. Ciro Gomes. Thiago Gadelha/SVM Aliados de Gomes disseram que a situação já estava insustentável e já esperavam a desfiliação dele da legenda diante das declarações contrárias à aliança local com o PT. Em 4 de outubro de 2026, os brasileiros irão às urnas escolher o próximo presidente da República, assim como governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais no primeiro turno das eleições. O eventual segundo turno para presidente e governadores será em 25 de outubro. Os registros dos nomes escolhidos serão recebidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. Já João Paulo Cunha (PT), ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, tentarão uma vaga de deputado federal.
'Figurões' da política planejam retorno ao cenário nas eleições de 2026; veja lista
Piemonte Escrito em 24/01/2026
A menos de um ano para as eleições de 2026, nomes conhecidos da política nacional nos últimos anos articulam o retorno ao cenário eleitoral. Após períodos de afastamento, derrotas nas urnas ou atuação nos bastidores, essas lideranças voltaram a ser citadas em conversas partidárias, pesquisas internas e movimentações públicas, reacendendo disputas e redesenhando alianças. O fenômeno não é novo na política brasileira, mas ganha força em um contexto de polarização, reorganização partidária e busca por nomes conhecidos do eleitorado. Veja abaixo os ‘figurões’ que devem se candidatar: Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil; Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará; Joao Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal; Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Eduardo Cunha Entre os nomes que já anunciaram retorno à vida política está o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Que aceitou a abertura do processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) quando esteve à frente da Câmara. Em uma publicação nas redes sociais, Cunha disse que escolheu disputar a eleição de deputado federal por Minas Gerais e que o estado é a “síntese do Brasil” pela diversidade e a divisa com demais estados. Cunha presidiu a Câmara de fevereiro de 2015 a meados de 2016. Ele renunciou à presidência da Casa em julho de 2016 e foi cassado, após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras quando negou ser titular de contas no exterior. Também em 2016 ele foi preso pela operação Lava Jato, que apurou desvios na Petrobras. Ele ficou preso em Curitiba e no Rio de Janeiro. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal anulou uma condenação do ex-deputado federa. Natural do Rio de Janeiro, o ex-deputado transferiu o domicílio eleitoral e tentou, nas eleições de 2022, uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo, mas não se elegeu. Ex-ministro de Lula Outro grande nome da política que deve concorrer às eleições é José Dirceu (PT), ex-ministro da Casa Civil. Dirceu foi cassado pela Câmara em 2005, após ser condenado pelo mensalão e em desdobramentos da Operação Lava Jato. Em 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes anulou todos os atos processuais do ex-juiz Sergio Moro contra o ex-ministro José Dirceu no âmbito da operação Lava Jato. Com isso, Dirceu voltou a ter condições de disputar funções eletivas. O ex-ministro já sinalizou que deve concorrer ao cargo de deputado federal neste ano. José Dirceu voltou ao Congresso após 19 anos e participou de uma sessão solene para celebrar a democracia brasileira Geraldo Magela/Agência Senado Ex-governadores Ex-governadores que tiveram protagonismo nacional também aparecem como possíveis candidatos em 2026. Longe do cenário político há cerca de 15 anos depois de declarado inelegível, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) se lançou como pré-candidato ao governo do Distrito Federal em 2026. Embora tenha intenções declaradas de candidatura, Arruda ainda enfrenta um cenário político e jurídico incerto. No fim de outubro, o Superior Tribunal de Justiça manteve uma condenação por improbidade administrativa que, em tese, torna o ex-governador inelegível. Arruda, no entanto, afirma que, em seu entendimento, está plenamente elegível para 2026. Ciro Gomes também deve tentar o governo estadual. O ex-governador do Ceará se filiou ao PSDB no fim do ano passado a fim e deve ser o candidato do partido ao governo do estado. Ciro Gomes integrou o PSDB na década de 1990 e, durante esse período, foi eleito governador do Ceará pela sigla. O ex-governador já foi candidato à presidência da República quatro vezes. Antes, Ciro era filiado ao PDT, que no final do ano passado se aliou ao governo cearense do petista Elmano de Freitas, de quem Gomes é crítico. Com isso, o ex-governador entregou ao presidente do partido uma carta se desfiliando ao partido. Ciro Gomes. Thiago Gadelha/SVM Aliados de Gomes disseram que a situação já estava insustentável e já esperavam a desfiliação dele da legenda diante das declarações contrárias à aliança local com o PT. Em 4 de outubro de 2026, os brasileiros irão às urnas escolher o próximo presidente da República, assim como governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais no primeiro turno das eleições. O eventual segundo turno para presidente e governadores será em 25 de outubro. Os registros dos nomes escolhidos serão recebidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. Já João Paulo Cunha (PT), ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, tentarão uma vaga de deputado federal.
