Edinho Silva, presidente do PT, discursa em evento do partido Anderson Barbosa/PT O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta terça-feira (10) que o diálogo em curso com líderes de partidos como União Brasil e Progressistas (PP) ocorre por serem partidos que participam do atual governo por mais que haja, no caso de alguns membros destas siglas, "contradições e discordâncias". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A declaração foi dada durante entrevista ao GloboNews Em Ponto, da GloboNews. "É natural que na democracia se tenha essa divergência. Eles fazem parte. Vamos debater projeto nacional e disputas nos estados. Há aliança nacional e aliança estado por estado. Temos que enxergar realidade política de cada estado brasileiro", afirmou Edinho Silva. O presidente do PT fez esta defesa pelo diálogo com siglas do Centrão quando questionado sobre a recente reaproximação do presidente do PP, Ciro Nogueira, senador pelo Piauí e que deve disputar a reeleição ao cargo neste ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nogueira foi ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL) e, após deixar o cargo, tornou-se um crítico ferrenho do atual governo. Todavia, em governos anteriores do PT, o parlamentar piauense, um dos mais poderosos líderes partidários do Centrão, foi próximo do presidente Lula. A ideia da cúpula do PT em se reaproximar de Ciro Nogueira é a tentativa de afastar o Progressistas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), primogênito do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República. Edinho Silva disse, no entanto, que a reaproximação com Ciro Nogueira não envolve como contrapartida um apoio do PT à sua campanha à reeleição para senador. Pesquisas no Piauí não garantem a reeleição de Nogueira caso a eleição fosse disputada hoje. O Piauí é governado pelo petista Rafael Fonteles, que têm um índice de aprovação à sua gestão apontada como confortável para ele garantir, em outubro, mais quatro anos de mandato. "Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida: governador Rafael à reeleição e ao Senado é o Marcelo e o Julio Cesar. Não vamos alterar tática eleitoral no Piauí de forma alguma. Isso não impede que nós possamos estar na mesma mesa dialogando com o PP e com o União Brasil um projeto para o país", disse Edinho. Papel de Alckmin na eleição O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou também que, na avaliação do PT, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disputará neste ano o cargo que desejar. "Se ele entender que nas eleições de 2026 o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice, nós respeitaremos", disse Edinho Silva. "Nós temos pelo vice-presidente um respeito imenso. O partido tem, no ato em Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Partido mostrou e demonstrou muito carinho pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Eu tenho dito que o vice-presidente será candidato ao cargo que ele quiser. E, claro, nós queremos apoio de todos os partidos que pertencem à base do presidente Lula", disse o presidente do PT.
Diálogo com partidos do Centrão 'não é contraditório', diz presidente do PT
Piemonte Escrito em 10/02/2026
Edinho Silva, presidente do PT, discursa em evento do partido Anderson Barbosa/PT O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta terça-feira (10) que o diálogo em curso com líderes de partidos como União Brasil e Progressistas (PP) ocorre por serem partidos que participam do atual governo por mais que haja, no caso de alguns membros destas siglas, "contradições e discordâncias". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A declaração foi dada durante entrevista ao GloboNews Em Ponto, da GloboNews. "É natural que na democracia se tenha essa divergência. Eles fazem parte. Vamos debater projeto nacional e disputas nos estados. Há aliança nacional e aliança estado por estado. Temos que enxergar realidade política de cada estado brasileiro", afirmou Edinho Silva. O presidente do PT fez esta defesa pelo diálogo com siglas do Centrão quando questionado sobre a recente reaproximação do presidente do PP, Ciro Nogueira, senador pelo Piauí e que deve disputar a reeleição ao cargo neste ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nogueira foi ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL) e, após deixar o cargo, tornou-se um crítico ferrenho do atual governo. Todavia, em governos anteriores do PT, o parlamentar piauense, um dos mais poderosos líderes partidários do Centrão, foi próximo do presidente Lula. A ideia da cúpula do PT em se reaproximar de Ciro Nogueira é a tentativa de afastar o Progressistas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), primogênito do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República. Edinho Silva disse, no entanto, que a reaproximação com Ciro Nogueira não envolve como contrapartida um apoio do PT à sua campanha à reeleição para senador. Pesquisas no Piauí não garantem a reeleição de Nogueira caso a eleição fosse disputada hoje. O Piauí é governado pelo petista Rafael Fonteles, que têm um índice de aprovação à sua gestão apontada como confortável para ele garantir, em outubro, mais quatro anos de mandato. "Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida: governador Rafael à reeleição e ao Senado é o Marcelo e o Julio Cesar. Não vamos alterar tática eleitoral no Piauí de forma alguma. Isso não impede que nós possamos estar na mesma mesa dialogando com o PP e com o União Brasil um projeto para o país", disse Edinho. Papel de Alckmin na eleição O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou também que, na avaliação do PT, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disputará neste ano o cargo que desejar. "Se ele entender que nas eleições de 2026 o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice, nós respeitaremos", disse Edinho Silva. "Nós temos pelo vice-presidente um respeito imenso. O partido tem, no ato em Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Partido mostrou e demonstrou muito carinho pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Eu tenho dito que o vice-presidente será candidato ao cargo que ele quiser. E, claro, nós queremos apoio de todos os partidos que pertencem à base do presidente Lula", disse o presidente do PT.
