Veja como foi sabatina da Globo com Paula Belmonte, candidata ao governo do DF

Piemonte Escrito em 16/09/2026


Paula Belmonte fala ao 'DF1' Reprodução/TV Globo Paula Belmonte (PSDB), Candidata ao governo do Distrito Federal, passou por sabatina no DF1, na manhã desta quarta-feira (15). Na entrevista, Belmonte falou sobre a candidatura, escolha do partido, saúde e a crise envolvendo o BRB. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Na segunda-feira, a Globo entrevistou Leandro Grass (PT); clique aqui e veja como foi. Já na terça-feria, foi a vez de Celina Leão (PP) , veja aqui. Os entrevistados são os candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto, divulgada pelo Datafolha na sexta (11). Na quinta-feira (16), será a vez de José Roberto Arruda (PSD). Candidatura A primeira pergunta foi sobre a mudança de cargo de deputada distrital para governadora. Paula Belmonte respondeu que, como deputada distrital, fez parte de comissões importantes na Câmara Legislativa (CLDF) e, por esse motivo, conhece o orçamento do Brasil e de Brasília. “Infelizmente, o que a gente vê em Brasília hoje é a má utilização dos recursos. Às vezes políticas sobrepostas, mas também corrupção. E nós sempre fomos bastante atuantes no combate à corrupção. Então aqui eu tenho certeza absoluta que nós estamos bem preparados e sabendo exatamente o que acontece no DF”, disse. Paula Belmonte disse que a função de chefe do Executivo não a “amedronta”. Afirmou ainda que pretende priorizar o cuidado com a educação da capital. “Eu sou fruto de escola pública daqui do Distrito Federal. Então eu acredito na escola pública. Tanto é que eu como deputada, fui a que mais coloquei dinheiro na educação. [...] A gente vê um professor, uma professora muito aguerrida, mas ao mesmo tempo é muito triste, porque a estrutura da escola não existe. Então isso me deixa triste. Nós vamos vencer para que a gente possa mostrar que a capital do país é uma capital de esperança, de possibilidade de alegria, de sonhar”, declarou. Escolha do partido Questionada sobre a decisão da federação PSDB-Cidadania de apoiar outro nome na disputa pelo Governo do Distrito Federal em 2022, após ela se apresentar como pré-candidata ao Palácio do Buriti e classificar o episódio como "machista", Paula Belmonte afirmou que aquele foi um momento "muito triste" de sua trajetória política. Sem responder diretamente se ainda considera a decisão uma atitude machista, a candidata disse que ela e o então senador Reguffe foram impedidos pelos partidos de disputar a eleição e afirmou que agora considera ter chegado o momento de concorrer ao Palácio do Buriti. "Naquela época, infelizmente, os partidos não nos deixaram vir candidata. [...] Mas eu sou uma pessoa cristã e acredito que tudo tem seu tempo. Agora chegou o tempo de eu vir como governadora e vencer as eleições", afirmou. Saúde Com relação à saúde pública do DF, a candidata foi perguntada sobre o que fará para fortalecer a atenção básica, integrar prontuários eletrônicos e reorganizar os fluxos de atendimento, e respondeu que a situação da capital "é vergonhosa". "As UBS's têm que estar próximo de casa. Então no nosso governo, a gente tem uma meta de nós construirmos mais 40 UBS's para estar dentro da cidade, dentro das regiões administrativas, para fazer a saúde preventiva, Saúde na veia, saúde dentro de casa. Não existe hoje nenhuma UBS que tem uma equipe completa atuando. Infelizmente nós não temos 111 médico da retaguarda. Então nós vamos fortalecer essa UBS's", diz. "Nós vamos trazer a digitalização do governo, para trazer oportunidade para as pessoas saberem aonde elas estão na consulta, aonde está a marcação dela para a cirurgia, organizar a fila de cirurgia, fazer com que os agentes comunitários estejam dentro da casa das pessoas para poder acompanhar, inclusive violações de direito", completou a candidata. Iges-DF Perguntada sobre qual o plano que a candidata tem para mudança no Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF), Paula Belmonte disse que pretende fazer uma auditoria no Iges para mudar o modelo de livre nomeação e defendeu a nomeação de servidores concursados. Ela afirmou que pretende fortalecer o SUS, mas disse ser contra a expansão do Iges. “Hoje, eu não posso falar para acabar com o Iges, mas eu quero fortalecer o SUS. O SUS fortalecido consegue chegar na casa das pessoas, fazer cirurgia na casa das pessoas e saber a realidade. Então o Iges não pode expandir. [...] Precisamos retomar o que foi tirado do SUS. Internação involuntária Sobre internação involuntária, a candidata disse que pretende manter o programa com a perspectiva da família: "Cada um que está dentro da rua, ele tem uma família, mas precisamos trazer primeiramente a segurança das pessoas". "Eu quero falar da vulnerabilidade de uma pessoa que está em vulnerabilidade na cidade. Essas pessoas, tem senhores que estão com Alzheimer... Então a gente precisa olhar para a perspectiva da família e retornar essa pessoa para a família. Também não tem internação involuntária, se você não tem um programa habitacional. Um dos pontos do nosso plano de governo é oferta habitacional para as pessoas, tanto social quanto para que a gente possa empreender. Brasília tem uma falta de oferta de habitação de mais de 105 mil pessoas", diz. BRB [Esta reportagem está em atualização]. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.