Chefe do PCC foragido há seis anos e preso na Bolívia será expulso do país, afirma comandante da polícia boliviana

Piemonte Escrito em 26/05/2026


Gerson Palermo será expulso da Bolívia O traficante Gerson Palermo, um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), será expulso da Bolívia, conforme afirmado pelo comandante da Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, David Gómez. Palermo foi preso nesta terça-feira (26), no país vizinho, após seis anos foragido. "Em virtude das trocas de informações, neste momento a Força de Combate ao Narcotráfico da Bolívia está conversando com as equipes de migração para conceder a ordem de saída obrigatória e, posteriormente, expulsá-lo de nosso país e entregá-lo à polícia brasileira", disse o comandante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Palermo foi preso na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Ele havia deixado o presídio de segurança máxima, em Campo Grande, após conseguir prisão domiciliar em abril de 2020. Segundo apurado pelo g1, a prisão ocorreu em uma ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana especializada no combate ao narcotráfico. A prisão ocorreu após o Fantástico mostrar os bastidores da soltura do traficante pelo desembargador Divoncir Maran. De acordo com o comandante da polícia boliviana, o traficante brasileiro foi encontrado após uma longa investigação e a partir de informações da polícia brasileira. "Ele [Palermo] não tinha nenhum processo aqui na Bolívia, mas estava se escondendo, estava fugindo da justiça brasileira no nosso país", enfatizou. LEIA TAMBÉM ESQUEMA: Troca de mensagens expõe manobra de desembargador para libertar chefe do PCC condenado a 126 anos ENTENDA: A ligação entre o chefe do PCC condenado a 126 anos e o desembargador punido pelo CNJ PUNIÇÃO: Divoncir Maran: quem é o desembargador punido pelo CNJ que soltou chefe do PCC condenado a 126 anos em 40 minutos A fuga Condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo estava foragido desde abril de 2020, quando conseguiu um habeas corpus durante um plantão judicial em Mato Grosso do Sul. A decisão, assinada pelo então desembargador Divoncir Maran, foi concedida em menos de 40 minutos e autorizava que o traficante deixasse o presídio para cumprir prisão domiciliar. Cerca de cinco horas após ser solto, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. O criminoso estava na lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública. Divoncir Maran foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em fevereiro de 2026, com aposentadoria compulsória por autorizar a prisão domiciliar de Gerson Palermo. Histórico criminal Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp. O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem. A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão. Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In para desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas. Ele foi apontado como um dos chefes do grupo. Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados. A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos da droga. Pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos. Gerson Palermo foi preso na Bolívia após ficar seis anos foragido. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: