'Não desaparecer': post de loja com requisitos para vaga de emprego viraliza no interior de SP

Piemonte Escrito em 22/10/2026


Loja compartilha requisitos ‘básicos’ para contratar funcionários em Presidente Prudente (SP) Reprodução/Redes sociais Chegar no horário, avisar caso precise faltar, não "desaparecer" e tratar os colegas e os clientes “igual gente” são alguns dos requisitos para se candidatar a vagas em uma loja de roupas e calçados de Presidente Prudente (SP). O detalhe é que, além de parecer como um anúncio de vagas de emprego, a postagem feita em 5 de outubro deste ano viralizou na internet após outros comerciantes e até mesmo candidatos se sentirem representados, compartilhando relatos nos comentários. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ao g1, a proprietária da loja de Presidente Prudente (SP), Suellen Mendonça, relembra que o post foi inspirado em outra empresa e que, após a publicação, recebeu diversos currículos. “Eu vi esse post feito por outra empresa no Instagram e me identifiquei com as dores dela, que, aliás, é uma das grandes queixas de empresários de vários ramos de atividade diferentes que eu converso, a enorme dificuldade de encontrar mão de obra comprometida com o trabalho”, afirma. Outros pontos importantes para se candidatar, conforme anunciado no post, são que o/a funcionário(a) trabalhe durante o horário de trabalho e não desapareça no meio do expediente. LEIA TAMBÉM Presidente Prudente é a única cidade do interior paulista que alterou local de votação no 2º turno Justiça proíbe ‘psicoterror’ contra funcionários de cooperativa no interior de SP Mãe transforma luto por filho de 3 anos em festa para 200 crianças no interior de SP: 'Manter a alegria' Loja compartilha requisitos ‘básicos’ para contratar funcionários em Presidente Prudente (SP) Reprodução/Redes sociais “Quando postei, não imaginei que fosse gerar tanta repercussão; nunca recebi tantos currículos em tão pouco tempo. O engajamento também me surpreendeu positivamente, com muitas pessoas comentando que também enfrentam a mesma dificuldade e outras criticando o post”, continua Suellen. A loja localizada no Jardim Eldorado, bairro de Presidente Prudente, existe há quase 30 anos, sendo que Suellen a administra há 13 anos, desde quando a comprou do antigo responsável. Neste período, ela afirma que já viveu casos inusitados na hora da contratação ou durante a experiência, que contribuíram para a inspiração do post. “Colaborador que não chega no horário, uma me perguntou se eu gostaria de fazer o trabalho no lugar dela porque eu estava orientando como eu gostaria que fosse a execução de determinada tarefa…”, lembra. Outro exemplo descrito por Suellen foi o caso de pessoas que desistem durante o treinamento. “Já aconteceu inclusive de a pessoa fazer o exame admissional e, com o registro pronto, não aparecer no primeiro dia de trabalho e nem se dar o trabalho de justificar o porquê”, continua. Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  Candidatos para ramo do varejo Atualmente, a loja conta com cinco colaboradoras com funções de vendedoras, assistente de loja e assistente de marketing. O tempo máximo que uma funcionária ficou na loja foi de 11 anos e que continua no local, enquanto o mínimo foi de dois dias, segundo a empresária. “Tenho amigos empresários em ramos de atividades diferentes e todos têm a mesma queixa: mão de obra é uma das maiores dificuldades hoje”, continua. Por se tratar de uma loja de varejo com escalas aos sábados e horários estendidos próximos a datas especiais, como Dia das Mães e Natal, Suellen reforça que há muita rotatividade entre o quadro de funcionários. “Mesmo com remuneração diferenciada de acordo com a convenção coletiva do sindicato para essas datas, já escutei muito essa queixa”, explica. A escala de trabalho na loja é de 40h a 44h semanais, dependendo da função, no momento. No entanto, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada na quarta-feira (14), que prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana, a situação pode mudar. A administradora da loja afirma que vai aguardar o posicionamento do sindicato da categoria para fazer as devidas adequações. “Vou seguir as regras e leis trabalhistas como sempre”, afirma. No caso do post, Suellen afirma que a equipe apoiou o conteúdo: “Até porque, quando contrato alguém que não é colaborativo, o time todo sofre. Quando um integrante não contribui, toda a equipe paga o preço porque fica sobrecarregada e ninguém quer isso.” “Não excluí nenhum comentário, inclusive os negativos. Acredito que cada um tenha sua opinião e respeito. Isso, o objetivo do post foi conseguir divulgar a vaga e foi alcançado com sucesso!”, completa. Loja compartilha requisitos ‘básicos’ para contratar funcionários em Presidente Prudente (SP) Reprodução/redes sociais Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM