Quem é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso em nova operação da PF O Banco Central afirmou em nota que já havia identificado indícios de 'vantagens indevidas' recebidas por dois servidores da instituição que foram alvos da operação da Polícia Federal (PF) que prendeu Daniel Vorcaro, dono do banco Master, nesta quarta-feira (4). "O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master", disse o BC. O BC disse que afastou os servidores imediatamente do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas. Além disso, instaurou procedimentos administrativos para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal. Os afastados são Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária. Ambos são investigados por suspeita de atuação inadequada na supervisão do Master antes da liquidação do banco, ocorrida após o agravamento da crise da institução, no fim de 2025. Na decisão que autoriza a operação da PF, Mendonça descreve os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados que trabalhavam como empregados de Vorcaro. Segundo as investigações, os servidores: davam orientações estratégicas sobre processos administrativos e regulatórios do BC que envolviam o Master; revisavam e sugeriam alterações em documentos que o Master mandava ao Banco Central; vazavam informações para que Vorcaro se antecipasse a eventuais medidas adotadas pelo BC; usavam sua influência interna para favorecer o Master em análises de processos e para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição; recebiam vantagens indevidas (propina) em troca dos serviços prestados, e o dinheiro era pago por terceiros e por meio de contratos simulados. Além do afastamento de suas funções, Mendonça determinou que os funcionários do BC sejam proibidos de acessar as dependências da instituição e usem tornozeleira eletrônica. Ambos estão proibidos de manter contato com outros investigados na Operação Compliance Zero e terão que entregar seus passaportes à Polícia Federal. As defesas de Paulo Sérgio Neves de Sousa e Bellini Santana não foram localizadas. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução Nova fase da Operação Compliance Zero A terceira fase da Compliance Zero apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre as suspeitas estão venda de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro e corrupção. A operação é a primeira sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu o caso no mês passado. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, segundo a Polícia Federal. O banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master, foi preso. Também há mandado contra o cunhado dele, Fabiano Zettel. Outros dois alvos de prisão não tiveram os nomes divulgados. Leia a íntegra da nota do Banco Central: "A respeito da deflagração da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, o Banco Central declara sua convicção de que o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal representa um passo essencial para o pleno esclarecimento dos fatos. O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal. Esclarece o Banco Central que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei."
Caso Master: BC diz que identificou indícios de 'vantagens indevidas' a servidores alvos da operação da PF que prendeu Vorcaro
Piemonte Escrito em 04/03/2026
Quem é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso em nova operação da PF O Banco Central afirmou em nota que já havia identificado indícios de 'vantagens indevidas' recebidas por dois servidores da instituição que foram alvos da operação da Polícia Federal (PF) que prendeu Daniel Vorcaro, dono do banco Master, nesta quarta-feira (4). "O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master", disse o BC. O BC disse que afastou os servidores imediatamente do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas. Além disso, instaurou procedimentos administrativos para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal. Os afastados são Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária. Ambos são investigados por suspeita de atuação inadequada na supervisão do Master antes da liquidação do banco, ocorrida após o agravamento da crise da institução, no fim de 2025. Na decisão que autoriza a operação da PF, Mendonça descreve os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados que trabalhavam como empregados de Vorcaro. Segundo as investigações, os servidores: davam orientações estratégicas sobre processos administrativos e regulatórios do BC que envolviam o Master; revisavam e sugeriam alterações em documentos que o Master mandava ao Banco Central; vazavam informações para que Vorcaro se antecipasse a eventuais medidas adotadas pelo BC; usavam sua influência interna para favorecer o Master em análises de processos e para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição; recebiam vantagens indevidas (propina) em troca dos serviços prestados, e o dinheiro era pago por terceiros e por meio de contratos simulados. Além do afastamento de suas funções, Mendonça determinou que os funcionários do BC sejam proibidos de acessar as dependências da instituição e usem tornozeleira eletrônica. Ambos estão proibidos de manter contato com outros investigados na Operação Compliance Zero e terão que entregar seus passaportes à Polícia Federal. As defesas de Paulo Sérgio Neves de Sousa e Bellini Santana não foram localizadas. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução Nova fase da Operação Compliance Zero A terceira fase da Compliance Zero apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre as suspeitas estão venda de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro e corrupção. A operação é a primeira sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu o caso no mês passado. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, segundo a Polícia Federal. O banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master, foi preso. Também há mandado contra o cunhado dele, Fabiano Zettel. Outros dois alvos de prisão não tiveram os nomes divulgados. Leia a íntegra da nota do Banco Central: "A respeito da deflagração da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, o Banco Central declara sua convicção de que o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal representa um passo essencial para o pleno esclarecimento dos fatos. O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal. Esclarece o Banco Central que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei."
