Ex-funcionário é investigado por desviar R$ 8,7 milhões em carros de montadora de Anápolis

Piemonte Escrito em 01/10/2026


Ex-funcionário desvia 54 carros de montadora para vender a desmanche, diz polícia Um ex-funcionário de uma montadora de Anápolis é investigado por participar de um esquema que desviou 54 veículos, causando um prejuízo de R$ 8.775.844,52, segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO). Os desvios teriam ocorrido entre o fim de 2023 e o início de 2025. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MPGO), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo e São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Segundo as investigações, o plano era arquitetado e executado por um ex-funcionário da montadora. Conforme o MPGO, ele teria usado uma função que exercia e a confiança interna para desviar os veículos. Como o nome do ex-funcionário não foi divulgado o g1 não consegiu contato com a defesa dele. LEIA TAMBÉM: R$ 90 milhões de impostos sonegados: operação prende suspeitos de fraudes na venda de grãos em Goiás e mais quatro estados Contas de adolescentes e empresas de fachada: Operação contra o Comando Vermelho bloqueia R$ 28 milhões e apreende bens de luxo Falso delegado dá golpe de R$ 165 mil em idosa Carcaças de carros apreendidos em São Paulo durante operação Divulgação/ MPGO Como funcionava Para isso, eram emitidas notas fiscais falsas com a natureza de remessa para industrialização por encomenda. Esse tipo de documento era destinado ao envio temporário de veículos para serviços como blindagem ou instalação de acessórios antes da venda. Ainda de acordo com a investigação, para burlar os sistemas e justificar a movimentação dos carros, o investigado criou o perfil de um analista de marketing fictício e gerou solicitações fraudulentas por e-mail. Os veículos eram retirados da fábrica em Anápolis e transportados para São Paulo. No estado os carros eram recebidos e redistribuídos por comerciantes de autopeças e sucatas. Os veículos novos eram adquiridos pelos receptadores por valores muito abaixo do mercado. Depois, eram desmontados e as peças comercializadas em lojas físicas e perfis nas redes sociais. Segundo o Ministério Público, havia anúncios de peças de “carros zero quilômetro”. Foram denunciados o mentor do esquema e empresários apontados como adquirentes dos veículos. Eles respondem pelos crimes de associação criminosa, furto mediante fraude e abuso de confiança continuado e receptação qualificada no exercício de atividade comercial. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.