Moda circular: mulheres negras reciclam e transformam retalhos em negócios

Piemonte Escrito em 09/05/2026


Moda circular: mulheres negras reciclam e transformam retalhos em negócios A moda faz parte do nosso cotidiano, mas quando o assunto é moda circular, mulheres negras protagonizam caminhos de sustentabilidade e transformação. Retalhos viram negócios, geram renda, sustentam famílias e impulsionam sonhos. O g1 entrevistou três empreendedoras que atuam na Região Metropolitana de Goiânia e fazem a diferença quando o assunto é produção responsável. Elas trabalham para combater a sensação que muitas mulheres enfrentam: ter o guarda-roupa cheio de roupas, mas sentir que não tem nada para vestir. Com o avanço da internet e das plataformas de compra e venda online, as promoções aparecem a todo momento e em qualquer lugar. Em meio a esse montante de tecidos diários, algumas perguntas acabam passando despercebidas: quem faz as minhas roupas? do que elas são feitas? para onde elas vão quando são descartadas? ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp 🔎 A moda circular é uma abordagem que procura prolongar ao máximo a vida útil de roupas e tecidos, reduzindo o descarte e os impactos ambientais. Ela estimula a reutilização, o reparo e a reciclagem, assegurando que os recursos retornem à cadeia produtiva em vez de serem jogados fora. Em entrevista ao g1, a coordenadora de diversidade do Comitê Racial do Fashion Revolution Brasil, Ana Fernanda Souza, explicou que a moda circular começa desde a concepção da roupa. “Desde o design, eu já penso em matérias-primas e em fibras que sejam facilmente recicláveis, ou que possam ser consertadas e trocadas, para que aquela roupa não estrague rapidamente e vá para o lixo. E, caso a peça chegue ao fim de sua vida útil, que possa retornar completamente ao ciclo, sendo inteiramente reciclada e sem gerar resíduos”, afirmou. 🌍 Esse pensamento responsável vai ao contrário do fast fashion, um modelo de produção que prioriza a quantidade e o baixo custo de mão de obra. Quanto mais peças são produzidas em um curto espaço de tempo, maior é a pressão sobre os recursos naturais e o aumento da poluição em toda a cadeia — desde o uso intensivo de água e energia até a geração de resíduos têxteis. Atualmente, a indústria da moda responde por cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE) e pelo consumo de bilhões de litros de água todos os anos. Conforme o relatório Fashion on Climate, elaborado pela Global Fashion Agenda em parceria com a McKinsey & Company, somente em 2018, a indústria global da moda foi responsável por aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de emissões de GEE. 🛍️👗 Perfil da mulher negra empreendedora Mulheres negras estilistas em Goiás Yanca Cristina/g1 Goiás No oposto das grandes empresas, há as mulheres que atuam em pequena escala. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae-GO), as mulheres negras são maioria e correspondem a 53% das empreendedoras de Goiás. No entanto, desafios ainda permeiam a trajetória dessas mulheres, que buscam no empreendedorismo uma forma de expressar suas raízes. O Sebrae é uma ponte para que elas possam impulsionar os seus negócios. Umas das iniciativas destinada a esse grupo é o Programa Plural, voltado para mulheres, indígenas, negros, quilombolas, comunidade LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. O Plural tem como objetivo promover o empreendedorismo como mecanismo de transformação social e ampliar negócios liderados por pessoas de grupos historicamente sub-representados na sociedade. 🧵 Em entrevista ao g1, a gestora do programa, Thais Oliveira, abordou o levantamento do perfil da mulher empreendedora em Goiás: 33% dos empreendedores negros são mulheres; Elas apresentam um maior nível de escolaridade em comparação aos homens negros; Ganham em média 58% menos que homens brancos donos de pequenos negócios e 34% menos que homens negros; Delas, 34% possuem CNPJ. “Quando a gente olha essa mulher negra nessas condições no segmento da moda, observamos que houve um crescimento de atuação, mesmo que a formalização ainda seja pequena. Muitas delas atuam ainda na informalidade”, afirmou. A gestora ressaltou que a maioria das mulheres atua na moda afro, uma vertente dentro da moda autoral. O segmento realoca os traços identitários da cultura negra e transfere isso para a modelagem das peças, seja na paleta de cor ou até mesmo na forma de comunicação. Nirce costurando em casa, em Aparecida de Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Para Thais, as possibilidades são grandes por intermédio da moda, mas os desafios persistem. “A gente observou dificuldade de acesso a mercados maiores, às vezes elas atuam somente no mercado local da cidade ou na rede própria de amigos; baixo acesso a crédito; uma inserção limitada em eventos de grande expressão; e uma necessidade muito grande do fortalecimento da marca”, destacou. “A nossa atuação ocorre no sentido de valorizar a moda autoral, orientar quanto ao crédito e mostrar para essas mulheres que elas não estão sozinhas”, completou. Confira abaixo as formas de apoio oferecidas pelo Sebrae: Consultorias gratuitas, disponíveis de forma presencial e online em todo o estado de Goiás; Acesso a capacitações e orientações especializadas para quem deseja empreender ou fortalecer o negócio; Atendimento aberto nos canais do Sebrae para solicitação de serviços e suporte contínuo. De CLT à estilista Nirce Pereira dos Santos, de 54 anos, em Aparecida de Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Em Aparecida de Goiânia, uma mulher negra encontrou na costura uma forma de sobrevivência. Nirce Pereira dos Santos, de 54 anos, trabalhava no regime CLT e cursava pedagogia quando precisou mudar de bairro. A distância e a necessidade de estar perto dos filhos fez com que a venda de roupas se tornasse uma possibilidade de emancipação e esperança. Ela começou vendendo roupas no salão da irmã até começar a ter clientes fiéis e surgir a necessidade de fabricar as peças. No entanto, Nirce tinha um empecilho: ela não sabia costurar. Isso não foi o suficiente para que desistisse. No início, ela precisava contar com o trabalho de outras mulheres em facções para poder dar vida aos modelos que vendia. Com o passar do tempo, Nirce se tornou protagonista da própria história. Cansada de ter que esperar as peças ficarem prontas, ela resolveu aprender a colocar a linha na máquina e colocar no mundo suas criações. “Uma amiga minha, que fazia facção para mim, um dia se ofereceu para me ajudar. Ela disse: ‘Se você quiser, eu te ensino’. Eu respondi: ‘Sério? Você me ensina?’. Comecei a ir para a casa dela duas vezes por semana. Eu chegava umas três horas antes do horário marcado e ficava lá. Quando aprendi, juntei um dinheirinho, comprei as máquinas e comecei a fabricar sozinha: comecei a costurar”, relembrou. Etiqueta da Njinga Moda Afro Yanca Cristina/g1 Goiás O que era uma forma de sobrevivência se transformou em uma marca de moda afro, assim nasceu a Njinga, um sonho materializado. O nome que as etiquetas estampam faz referência a uma rainha africana que liderou a resistência aos portugueses em Angola, um país localizado na zona intertropical da África Austral, conhecida por ser uma guerreira valente e símbolo do anticolonialismo. Em meados de 2014, com apoio da filha, a empreendedora social e gestora cultural Erika Santos, a marca ganhou forma, logo e cores. As roupas vendidas não eram mais uma peça e conquistaram um significado relacionado à ancestralidade africana. Atrelado à representatividade, outra questão fundamental para a Njinga diz respeito ao reaproveitamento de retalhos. “A gente sempre aproveitava os tecidos, porque havia muitas sobras. Para que não fossem para o lixo, também pensamos na reaproveitação desses materiais. Foi aí que fomos desenvolvendo: começamos a fazer turbantes, faixas de cabelo, fizemos necessaires, bolsinhas para guardar óculos… Tudo a gente aproveita”, relatou Nirce. Nirce Pereira dos Santos, de 54 anos, em Aparecida de Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Aquilo que não é reaproveitado, vira doação, volta a circular e não vai parar no lixo. Contribuir com o meio ambiente se tornou parte da identidade da marca. Para além da responsabilidade pelo lixo produzido, a produção consciente também gera lucro. “Com o reuso dos retalhos, isso gera mais lucro para a gente. São as peças que têm um valor menor, que são mais vendáveis. A gente também coloca como brinde para os clientes”, destacou. Em um corredor atrás da cozinha de casa, Nirce encontrou um lugar para pensar nas suas coleções e costurar. Atualmente, ela aprendeu a otimizar a rotina de trabalho para priorizar a saúde e não passa mais dias e noites em frente à máquina de costura – uma realidade que ainda faz parte do dia a dia de milhares de mulheres negras no Brasil. “Tenho um tempo para cuidar de mim, que eu faço minha atividade física. Eu procurei priorizar isso pela minha saúde. A parte da manhã é dedicada para mim, para que eu possa também produzir”, afirmou. Confira fotos do ateliê e peças da Njinga Moda Afro Com a otimização do tempo, ela se desdobra entre as etapas de pesquisa, modelagem e criação. A Njinga é sua principal fonte de renda, mas ela ainda realiza serviços de costura por fora para complementá-la. Mãe de três filhos, hoje o principal desafio de Nirce é competir com os grandes polos comerciais. “A competição ficou muito grande, a questão de valores é desigual. As pessoas acham que, só porque uma roupa é feita em casa, vale menos”, ressaltou a estilista. A afroempreendedora já assistiu a sua marca participar de desfiles estaduais e marcar presença no figurino do filme “Levanta, Regiane!”, uma produção da TV Globo. Mesmo diante de conquistas, Nirce ainda sonha com voos maiores e deseja um dia ver as peças da Njinga em uma loja própria. LEIA TAMBÉM: Dia da Consciência Negra: conheça mulheres negras que fazem a diferença na cultura, na política e na ciência, em Goiás Médica quilombola inicia carreira em hospital onde avó trabalhou na limpeza durante quase 20 anos Mais de 260 mil hectares e 39 comunidades: quilombo Kalunga celebra tombamento histórico pelo Iphan Da herança familiar à negócio Milleide Lopes e Eurides Lopes, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás No Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia, mãe e filha dividem a paixão pela costura. Milleide Lopes, de 35 anos, cresceu vendo Eurides Lopes, de 75, em frente a uma máquina de costura criando colchas e tapetes — uma forma de colocar comida na mesa da família. Criada por uma mulher originária e de origem humilde, Milleide possui uma trajetória de vida marcada pela escassez de recursos financeiros. Aos nove anos, ela começou a contribuir com o sustento da família. Ao lado da mãe, Dona Eurides, a menina trabalhava em facções e ganhava apenas centavos em troca do seu serviço. “Eu cresci trabalhando em facções, bordando. São trabalhos análogos à escravidão. Eu recebia centavos para bordar vestidos de festa, pedraria. Minha mãe também trabalhava. Só que não está tudo bem você receber 10 centavos para fechar uma blusa. Isso é absurdo”, relembrou. Eurides chegou a Goiânia em 1979. Ela descreve a própria vida como um milagre após perder a mãe quando tinha apenas três anos de idade. A costura foi a sua porta de entrada para o mercado de trabalho, mesmo sem ter uma formação acadêmica. Milleide Lopes e Eurides Lopes, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Hoje em dia, a filha montou na parede de casa uma exposição com peças feitas pela mãe para homenageá-la (veja acima). “Ela é minha maior referência dentro da área têxtil. Toda essa ideia do reaproveitamento, de reciclar, recriar, usar o que se tem, foi ela que me passou. As referências que ela traz nas imagens que vai costurando são totalmente originárias e africanas. Isso é inegável e a gente foi tomando essa consciência juntas”, disse Milleide. A estilista viu Eurides usando técnicas como upcycling sem antes saber que havia um nome para o processo de transformar resíduos em novos produtos, sem destruir o material original. “A gente fala muito sobre isso, que as mulheres negras, originárias e outras dissidentes, já estavam ali utilizando dessa técnica muito antes de se tornar conhecida, com as roupas que passavam dos irmãos mais velhos para os mais novos. Era uma forma de reutilização”, afirmou. Na juventude, o sonho de Milleide de cursar moda foi impedido devido a falta de pagamento das mensalidades da faculdade particular após a morte do pai. Ela foi convidada a se retirar da instituição e precisou focar no trabalho. A Novelo Moda surgiu dessa necessidade. A marca nasceu nas comunidades do antigo Orkut e se formalizou como Microempreendedor Individual (MEI) em 2011. O nome “Novelo” foi escolhido como analogia ao fio de lã que se desdobra em várias vertentes e reflete a diversidade do negócio. “Desde a escola eu já reaproveitava, pegando referências do que via em casa. Fazia peças e vendia para poder complementar a renda e ajudar a família. Comecei de forma muito simples usando materiais descartados e de reuso”, relatou. Milleide Lopes é proprietária da Novelo Moda Yanca Cristina/g1 Goiás Atualmente, a Novelo trabalha com retalhos, miçangas e o que mais for possível. A estilista também brinca com o tingimento e a estamparia com modelagens amplas. Para ela, a moda está atrelada a um processo de memória, ancestralidade e pertencimento. Esse cenário condiz com o movimento slow fashion, que promove o consumo ético e uma moda responsável. “Como eu parto desse processo familiar e pessoal, ele é muito pequeno. O impacto de resíduo que eu tenho no solo que eu uso é minúsculo perante uma indústria”, ressaltou. Veja fotos do ateliê e peças da Novelo Moda Entre as coleções mais afetivas de Milleide está “Dindinha”, criada como um tributo à madrinha Maria Conceição — mulher negra, costureira e símbolo de força em sua trajetória. Foi ela quem, após a chegada da família a Goiás, presenteou a mãe da estilista com a primeira máquina de costura, gesto que não apenas ajudou a construir um caminho profissional, mas também alimentou sonhos e heranças entre as gerações. A marca já participou como figurinista de filmes e foi vendida durante a São Paulo Fashion Week. “O que a gente faz hoje é um grande milagre para manter a dignidade. Muitas das vezes dá certo, mas aos trancos e barrancos, reinvestindo aquilo que faturou. Hoje já tem 8 anos que eu vivo só da Novelo”, ressaltou a proprietária. De Goiás para o mundo Theodora Alexandre, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás No centro de Goiânia, uma marca autoral emerge como um suspiro de perseverança. Com peças atemporais e feitas de fibras naturais, a Thear foi a primeira marca do Centro-Oeste a participar da Casa dos Criadores, em 2020, e esteve nas passarelas da São Paulo Fashion Week, representando Goiás no evento de moda mais importante da América Latina. Recetemente, a marca foi responsável por criar o vestido de noiva da personagem Agrado, da novela da TV Globo Coração Acelerado, interpretada pela atriz Isadora Cruz. Em 2025, a Thear também realizou a sua primeira estreia internacional, na Holanda. “Tem uma energia que eu nunca vou poder explicar que é a de um desfile. É muito interessante quando você vê tantas pessoas, convidados, a equipe de backstage e modelos, estando ali porque eu sonhei um dia. Isso não tem lugar de explicação. Eu só consigo sentir essa grandiosidade e é isso que me movimenta. Fazer moda é o lugar que me transforma”, contou a estilista Theodora Alexandre. A trajetória dela com a moda começou há duas décadas atrás. Fruto de uma família simples e com poucos recursos, ela foi a primeira pessoa da sua linhagem a entrar em uma universidade. No entanto, havia um empecilho: a faculdade era particular e ela não tinha dinheiro para conseguir se manter. Com a venda de uma moto e a ajuda de amigos, o sonho foi se tornando realidade aos poucos. Em 2005, a jovem conseguiu transferência para a Universidade Federal de Goiás (UFG), quando precisou enfrentar outros desafios: não sabia desenhar, costurar e nem modelar. Para realizar o sonho, precisou aprender a arte do desenho aos 25. Era necessário se reinventar mais uma vez. Para além da faculdade, Theo herdou a experiência com o processo criativo a partir do trabalho em confecções de Campinas e na 44 quando atuava como cortadora. No entanto, a trajetória da jovem iniciou antes disso, ainda na infância, das roupas herdadas, do hábito de frequentar brechós e da curiosidade em transformar o que já existia. Vestidos da Thear Yanca Cristina/g1 Goiás A customização sempre esteve presente em sua vida. Nessa época, surgiu um incômodo que mais tarde se tornaria eixo de sua criação: o desperdício. “Eu sempre me angustiava muito com aquele processo de descarte. Não é jogar fora. Você joga no meio ambiente”, afirmou. Em 2016, Theodora fez uma pós-graduação na Universidade Estadual de Goiás (UEG) que a encorajou a dar vida à marca. “Eu queria que o nome tivesse história, que tivesse profundidade, que as pessoas se conectassem”, disse. A partir dessa premissa, a Thear nasceu com uma alusão ao verbo tecer e o “H” de Theo. “Eu nasci Eleotério Alexandre, na vida adulta eu assumi Theo Alexandre. Aos 42, me entendi como uma mulher trans, desde então uso Theodora Alexandre”, afirmou. Atualmente, Theo é o rosto de uma marca composta por muitas mãos. Esse número varia conforme a necessidade e a coleção envolvida, podendo chegar a mais de 20 pessoas. “Eu gosto muito de lidar com pessoas e ver potencialidades. Acho que minha grande expertise é gerenciar e orquestrar todo mundo por trás”, disse. Confira fotos do ateliê e peças da Thear Um dos pontos mais marcantes da trajetória da Thear está atrelado à Penitenciária Feminina Consuelo Nasser, em Aparecida de Goiânia. Durante a pandemia, enquanto o mundo precisou se isolar, Theo criou uma coleção à distância com a ajuda de presidiárias. “Elas começaram a produzir um tear direcionado para a nossa coleção. Normalmente, elas só faziam tapetes e jogos de jantar e fizemos esse processo criativo à distância. A diretora do presídio mandava imagens para a gente. Foi um grande desafio”, recordou. Theodora prefere tratar a moda que produz como responsável, ao invés de sustentável. “Eu trabalho com fibras naturais e coloco o mínimo de material sintético na minha produção. O porquê disso? Quando a minha roupa vai pro meio ambiente, ela tem um processo de decomposição completo mais rápido. Uma fibra sintética demora mais de 100 anos, uma fibra natural em dois anos ela finaliza esse ciclo”, afirmou. O sonho da estilista é um dia poder transformar a Casa Thear em uma escola e poder passar para frente os seus saberes. “Aqui pode ser um lugar de produzir talentos também, eu acho que faz muito sentido. Entendi que a moda também é capaz de transformar vidas”, relatou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás