Enfermeiros de posto de saúde são investigados por aplicar canetas emagrecedoras ilegais; saiba como agia quadrilha

Piemonte Escrito em 28/05/2026


Operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras prende duas pessoas no ES Servidores públicos, entre enfermeiros e técnicos em enfermagem, estão sendo investigados por aplicarem canetas emagrecedoras ilegais em postos de saúde na Grande Vitória. Eles são suspeitos de integrarem uma quadrilha que, além da aplicação, fazia o anúncio e a venda dos medicamentos nas redes sociais, e falsificava receituários médicos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O esquema foi revelado durante a Operação Efeito Colateral, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (28). Na ação, o homem apontado como maior contrabandista de canetas emagrecedoras do Espírito Santo foi preso na Serra. O delegado Rafael Correa, superintendente de Polícia Especializada, explicou que os servidores adquiriam o medicamento de forma ilegal com o fornecedor, faziam a revenda e usavam o local de trabalho para realizar a aplicação. “Essa organização criminosa tinha a participação de servidores que trabalham em postos de saúde. Eles usavam o local de trabalho para realizar a aplicação, dando a sensação de legalidade dentro dessa transição ilegal”, disse o delegado. Além das canetas emagrecedoras, as investigações encontraram medicamentos que aparentam terem sido subtraídos de farmácias públicas. Na casa de um dos servidores, foram apreendidos dois carimbos de médicos que não são alvos da ação e atestados ainda não preenchidos. Agora, a polícia deve investigar como esse material foi parar na casa do profissional. Segundo o superintendente, a atuação é classificada como organização criminosa porque as pessoas tinham tarefas específicas no procedimento de venda. As investigações apontam que a quadrilha atuava de maneira diferente da que a Polícia está habituada. "São pessoas de classe média, que têm seus empregos, alguns servidores públicos. Naturalmente essa investigação vai ser aprofundada e podemos ter novas etapas dessa operação", pontuou o delegado. A Polícia Civil não informou em quais postos de saúde os criminosos atuavam. O esquema era organizado. Tinha a pessoa que anunciava e vendia os medicamentos ilegais; a pessoa que fazia as entregas delivery; os profissionais que falsificavam receitas médicas; e os servidores que aplicavam os remédios. Operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras prende duas pessoas na Grande Vitória Reprodução/Sesp LEIA TAMBÉM: EM DECOMPOSIÇÃO: Mulher é encontrada morta em apartamento de Guarapari; namorado é preso ao tentar atear fogo no próprio corpo IGREJA NÃO É CINEMA: Padre do ES dá bronca em fiéis por lixo no chão LINHARES: Anta é resgatada após ficar presa em buraco de lama no ES O delegado Eduardo Passamani, titular da Delegacia Especializada do Consumidor (Decon), alertou para os riscos da compra desses medicamentos. "São substâncias que estão em fase de testes. Elas têm resultados promissores, mas ainda não foram aprovadas no mundo todo. Não temos comprovação de eficácia e que são seguras para o consumo humano", acrescentou. Segundo ele, as substâncias ilegais não têm comprovação de origem, manuseio, transporte e armazenamento, e podem trazer riscos para a saúde. Operação Efeito Colateral O maior contrabandista de canetas emagrecedoras do Espírito Santo, segundo a Polícia Civil, foi preso na manhã desta quinta (28) durante a Operação Efeito Colateral. As investigações miram um grupo suspeito de atuar no contrabando de medicamentos para emagrecer. Durante a ação, o principal alvo da investigação foi preso na Serra, na Grande Vitória. Com ele, os policiais apreenderam uma arma de fogo. Uma segunda prisão também foi realizada no bairro Araçás, em Vila Velha. Cerca de 50 policiais participaram da operação, distribuídos em 15 viaturas. Operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras prendeu duas pessoas no Espírito Santo Reprodução/Sesp Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo