Prédio comercial desaba e deixa feridos no Brás, SP Buscas por possíveis vítimas continuam mais de 24 horas depois do desabamento de um prédio de quatro andares na Rua Maria Joaquina no Brás, no Centro de São Paulo, na noite de sexta-feira (6). Segundo a capitã Karol Magalhães, as buscas com cães farejadores seguem no local, com duas equipes atuando na ocorrência. De acordo com Karol, os trabalhos continuarão enquanto houver entulho para ser removido e vistoriado. A chance de haver vítimas é pequena. Segundo a responsável pelo imóvel, as 35 pessoas que estavam no local foram retiradas ou saíram por conta própria. A chance de haver vítimas é pequena. Trabalhadores relataram à Polícia Civil que o imóvel vinha recebendo cargas intensas de tecidos nos dias que antecederam o acidente. O desabamento ocorreu na área do mezanino do prédio que funcionava como comércio e local de armazenagem de tecidos. No momento do acidente, funcionários estavam no interior do estabelecimento, fazendo o descarregamento da carga. Segundo o responsável pela contratação dos trabalhadores, a loja recebeu cerca de quatro cargas nos 15 dias anteriores ao desabamento. Cada uma delas teria entre 1,2 mil e 1,5 mil bobinas de tecidos. Ele afirmou à polícia que cada rolo pesava entre cinco e oito quilos. Considerando essas estimativas, cada carga poderia representar de 6 a 12 toneladas de tecidos. Já um homem que atuava como auxiliar na operação relatou à polícia que, no dia do desabamento, havia entre 1,6 mil e 1,8 mil bobinas no local, com peso estimado entre 10 e 15 quilos cada. Ele também contou que cada trabalhador costumava carregar de dois a três rolos por vez. O prédio não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O documento atesta que uma edificação atende às condições de segurança contra incêndio e pânico exigidas por lei. De acordo com a Prefeitura, o prédio também não tinha alvará de funcionamento vigente. Três imóveis vizinhos foram interditados devido ao risco de colapso estrutural. Prédio de quatro andares desaba no Brás, no Centro de São Paulo. Arquivo pessoal Resgate das vítimas Além dos 35 trabalhadores, duas mulheres, mãe e filha, responsáveis pela loja, também estavam no estabelecimento no momento do desabamento. Funcionários relataram ainda a presença de um homem que teria entrado no comércio para usar o banheiro. Do total, 27 pessoas foram retiradas pelas equipes de resgate, e as demais conseguiram sair antes da chegada dos bombeiros. Quatro pessoas foram socorridas e levadas para a UPA da Mooca em estado estável, mas com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. As vítimas permaneciam internadas neste sábado (7). Prédio de quatro andares desaba no Brás, no Centro de São Paulo. Reprodução/TV Globo LEIA MAIS: Vídeo mostra momento em que prédio desaba no Centro de SP 'Minha alma saiu e voltou pro corpo', diz carregador que estava em prédio que desabou no Brás, em SP Feridos nas lonas Reprodução/TV Globo Causas ainda serão investigadas As causas do desabamento ainda não foram informadas. A capitã afirmou que a perícia será responsável por determinar o que provocou o colapso estrutural. Questionada se o peso dos tecidos poderia ter contribuído para o acidente, ela disse que essa análise não fazia parte do trabalho dos bombeiros naquele momento. "A perícia fará todo o trabalho minucioso do porquê colapsou, quais são os motivos, se estava ou não [com] peso excedido. Isso não é uma preocupação do Corpo de Bombeiros neste momento, e sim buscar por vidas", afirmou. Um engenheiro passou a analisar o local para verificar se havia risco para estruturas vizinhas. De acordo com Karoline, os prédios próximos poderiam ser interditados caso fosse identificado risco de colapso. Até aquele momento, porém, os imóveis estavam isolados por segurança durante o atendimento da ocorrência, mas não havia informação de que estivessem impedidos de ser frequentados. Prédio desaba no Brás, Centro de SP, e deixa feridos
Buscas por vítimas continuam nos escombros de prédio no Brás mais de 24 horas depois de desabamento
Piemonte Escrito em 08/11/2026
Prédio comercial desaba e deixa feridos no Brás, SP Buscas por possíveis vítimas continuam mais de 24 horas depois do desabamento de um prédio de quatro andares na Rua Maria Joaquina no Brás, no Centro de São Paulo, na noite de sexta-feira (6). Segundo a capitã Karol Magalhães, as buscas com cães farejadores seguem no local, com duas equipes atuando na ocorrência. De acordo com Karol, os trabalhos continuarão enquanto houver entulho para ser removido e vistoriado. A chance de haver vítimas é pequena. Segundo a responsável pelo imóvel, as 35 pessoas que estavam no local foram retiradas ou saíram por conta própria. A chance de haver vítimas é pequena. Trabalhadores relataram à Polícia Civil que o imóvel vinha recebendo cargas intensas de tecidos nos dias que antecederam o acidente. O desabamento ocorreu na área do mezanino do prédio que funcionava como comércio e local de armazenagem de tecidos. No momento do acidente, funcionários estavam no interior do estabelecimento, fazendo o descarregamento da carga. Segundo o responsável pela contratação dos trabalhadores, a loja recebeu cerca de quatro cargas nos 15 dias anteriores ao desabamento. Cada uma delas teria entre 1,2 mil e 1,5 mil bobinas de tecidos. Ele afirmou à polícia que cada rolo pesava entre cinco e oito quilos. Considerando essas estimativas, cada carga poderia representar de 6 a 12 toneladas de tecidos. Já um homem que atuava como auxiliar na operação relatou à polícia que, no dia do desabamento, havia entre 1,6 mil e 1,8 mil bobinas no local, com peso estimado entre 10 e 15 quilos cada. Ele também contou que cada trabalhador costumava carregar de dois a três rolos por vez. O prédio não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O documento atesta que uma edificação atende às condições de segurança contra incêndio e pânico exigidas por lei. De acordo com a Prefeitura, o prédio também não tinha alvará de funcionamento vigente. Três imóveis vizinhos foram interditados devido ao risco de colapso estrutural. Prédio de quatro andares desaba no Brás, no Centro de São Paulo. Arquivo pessoal Resgate das vítimas Além dos 35 trabalhadores, duas mulheres, mãe e filha, responsáveis pela loja, também estavam no estabelecimento no momento do desabamento. Funcionários relataram ainda a presença de um homem que teria entrado no comércio para usar o banheiro. Do total, 27 pessoas foram retiradas pelas equipes de resgate, e as demais conseguiram sair antes da chegada dos bombeiros. Quatro pessoas foram socorridas e levadas para a UPA da Mooca em estado estável, mas com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. As vítimas permaneciam internadas neste sábado (7). Prédio de quatro andares desaba no Brás, no Centro de São Paulo. Reprodução/TV Globo LEIA MAIS: Vídeo mostra momento em que prédio desaba no Centro de SP 'Minha alma saiu e voltou pro corpo', diz carregador que estava em prédio que desabou no Brás, em SP Feridos nas lonas Reprodução/TV Globo Causas ainda serão investigadas As causas do desabamento ainda não foram informadas. A capitã afirmou que a perícia será responsável por determinar o que provocou o colapso estrutural. Questionada se o peso dos tecidos poderia ter contribuído para o acidente, ela disse que essa análise não fazia parte do trabalho dos bombeiros naquele momento. "A perícia fará todo o trabalho minucioso do porquê colapsou, quais são os motivos, se estava ou não [com] peso excedido. Isso não é uma preocupação do Corpo de Bombeiros neste momento, e sim buscar por vidas", afirmou. Um engenheiro passou a analisar o local para verificar se havia risco para estruturas vizinhas. De acordo com Karoline, os prédios próximos poderiam ser interditados caso fosse identificado risco de colapso. Até aquele momento, porém, os imóveis estavam isolados por segurança durante o atendimento da ocorrência, mas não havia informação de que estivessem impedidos de ser frequentados. Prédio desaba no Brás, Centro de SP, e deixa feridos
