Trump assina nova estratégia antiterrorismo com foco em ameaças no hemisfério

Piemonte Escrito em 06/05/2026


O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington AP/Jacquelyn Martin O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que foca, em parte, na “neutralização” de ameaças no hemisfério e na incapacitação das operações de cartéis, afirmou nesta quarta-feira (6) o principal assessor da Casa Branca, Sebastian Gorka. Gorka, diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, disse a repórteres que Trump assinou o documento na terça-feira (5), “guiado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida”. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Gorka afirmou que a nova estratefia contra terrorismo tem foca em cartéis de drogas, grupos de terrorismo islâmico, grupos com ideologias "anti-americanas, radicalmente pró-gênero ou anaquistas", , segundo a rede de notícias norte-americana CBS News. Para a revista Times, a nova estratégia amplia a definição tradicional norte-americana de terrorismo para além de grupos islâmico, ao incluir organizações criminosas trasnacionais, como cartéis, e o que o governo Trump chama de "grupos políticos seculares violentos", como o movimento antifascimo, conhecido como Antifa. “Estamos levando ideologia e contraideologia muito a sério”, disse Gorka a jornalistas na manhã desta quarta-feira. “Seja contra a civilização ocidental, os Estados Unidos, a Constituição americana, nossos amigos, nossos aliados, a paz em geral.” Apesar disso, uma análise realizada em 2025 pelo Centro de Estudos Estratégios Internacionais (CSIS) citada pela Times mostrou que, na última década, extremistas de direita mataram 112 pessoas em comparação as 13 mortes atribuídas a extremistas de esqueda. Além disso, segundo a rede de notícias norte-americana CBS News, Gorka disse que os EUA vão buscar mais apoio de países aliados que desejam ser vistos como "nações sérias". "Temos uma métrica muito simples: se vocês querem ser considerados uma nação séria, seja protegendo petroleiros no Estreito de Ormuz ou combatendo ameaças jihadistas no Sahel africano, esperamos mais de vocês", afirmou durante uma coletiva de imprensa.