Após ser solto pela Justiça, homem ligado ao PCC vira foragido em Governador Valadares Eric Bezerra/MPMG Um homem apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como líder de uma organização criminosa ligada ao PCC é considerado foragido após ter sido solto pela Justiça e ter a prisão preventiva restabelecida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Governador Valadares. A prisão havia sido revogada no último dia 20, após decisão de primeira instância que considerou haver excesso de prazo na tramitação do processo. Dois dias depois, no sábado (22), o MPMG recorreu da decisão. Na terça-feira (25), o TJMG acolheu o recurso e determinou novamente a prisão preventiva do acusado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Quando as autoridades foram cumprir a nova ordem de prisão, porém, ele não foi localizado. Segundo informações do processo, o homem é considerado foragido. Investigado teria ligação com ‘coiotes’ Ao restabelecer a prisão, o desembargador José Luiz de Moura Faleiros destacou a existência de risco concreto de fuga. Segundo a decisão, há indícios de que o investigado mantinha contato com redes de imigração ilegal conhecidas como “coiotes”. Agora no g1 O relator também apontou que o homem teria condições de comandar a organização criminosa mesmo à distância, em uma espécie de “home office”. Por isso, segundo o TJMG, medidas alternativas à prisão, como monitoramento eletrônico ou recolhimento domiciliar, poderiam não ser suficientes para impedir a continuidade das atividades criminosas. A decisão também cita risco de coação de testemunhas e de interferência na investigação, que ainda não havia começado a fase de instrução. Organização teria movimentado mais de R$ 87 milhões Segundo o MPMG, o homem é apontado como líder de uma organização criminosa interestadual ligada ao PCC e responsável pela movimentação de mais de R$ 87 milhões em operações de lavagem de dinheiro. O processo investiga uma estrutura criminosa com diversos envolvidos. De acordo com o Tribunal de Justiça, a complexidade do caso e o número de réus exigiram a realização de medidas investigativas mais sofisticadas, motivo pelo qual a demora na tramitação já havia sido analisada anteriormente pela própria Corte. O MPMG afirmou que chegou a pedir três vezes o desmembramento do processo em relação ao acusado, medida que poderia ter reduzido o tempo de tramitação do caso. Para a Promotoria, esses fatores deveriam ser considerados antes de uma eventual soltura, principalmente diante da posição de liderança atribuída ao réu e dos riscos apontados no processo. A promotora de Justiça Samira Rezende Trindade Roldão afirmou que o recurso foi apresentado imediatamente após a decisão de soltura para evitar que ela produzisse efeitos até uma análise definitiva do caso. "O objetivo foi reverter, com a máxima celeridade, uma decisão judicial que, pelas circunstâncias concretas do caso, poderia produzir consequências sociais extremamente graves", afirmou. O desembargador também considerou que a decisão de primeira instância havia se baseado exclusivamente na alegação de excesso de prazo, embora o próprio TJMG já tivesse analisado e rejeitado anteriormente esse argumento. Com a decisão da segunda instância, a prisão preventiva foi restabelecida. O homem, porém, ainda não foi encontrado pelas autoridades e permanece na condição de foragido. LEIA TAMBÉM: PF investiga esquema de migração ilegal de brasileiros para o Canadá e cumpre mandado em Ipatinga Mulher morre soterrada após desabamento de laje em Timóteo Motociclista fica gravemente ferida após acidente com caminhonete em Itaobim Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.
Após ser solto pela Justiça, homem ligado ao PCC vira foragido em Governador Valadares
Piemonte Escrito em 28/08/2026
Após ser solto pela Justiça, homem ligado ao PCC vira foragido em Governador Valadares Eric Bezerra/MPMG Um homem apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como líder de uma organização criminosa ligada ao PCC é considerado foragido após ter sido solto pela Justiça e ter a prisão preventiva restabelecida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Governador Valadares. A prisão havia sido revogada no último dia 20, após decisão de primeira instância que considerou haver excesso de prazo na tramitação do processo. Dois dias depois, no sábado (22), o MPMG recorreu da decisão. Na terça-feira (25), o TJMG acolheu o recurso e determinou novamente a prisão preventiva do acusado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Quando as autoridades foram cumprir a nova ordem de prisão, porém, ele não foi localizado. Segundo informações do processo, o homem é considerado foragido. Investigado teria ligação com ‘coiotes’ Ao restabelecer a prisão, o desembargador José Luiz de Moura Faleiros destacou a existência de risco concreto de fuga. Segundo a decisão, há indícios de que o investigado mantinha contato com redes de imigração ilegal conhecidas como “coiotes”. Agora no g1 O relator também apontou que o homem teria condições de comandar a organização criminosa mesmo à distância, em uma espécie de “home office”. Por isso, segundo o TJMG, medidas alternativas à prisão, como monitoramento eletrônico ou recolhimento domiciliar, poderiam não ser suficientes para impedir a continuidade das atividades criminosas. A decisão também cita risco de coação de testemunhas e de interferência na investigação, que ainda não havia começado a fase de instrução. Organização teria movimentado mais de R$ 87 milhões Segundo o MPMG, o homem é apontado como líder de uma organização criminosa interestadual ligada ao PCC e responsável pela movimentação de mais de R$ 87 milhões em operações de lavagem de dinheiro. O processo investiga uma estrutura criminosa com diversos envolvidos. De acordo com o Tribunal de Justiça, a complexidade do caso e o número de réus exigiram a realização de medidas investigativas mais sofisticadas, motivo pelo qual a demora na tramitação já havia sido analisada anteriormente pela própria Corte. O MPMG afirmou que chegou a pedir três vezes o desmembramento do processo em relação ao acusado, medida que poderia ter reduzido o tempo de tramitação do caso. Para a Promotoria, esses fatores deveriam ser considerados antes de uma eventual soltura, principalmente diante da posição de liderança atribuída ao réu e dos riscos apontados no processo. A promotora de Justiça Samira Rezende Trindade Roldão afirmou que o recurso foi apresentado imediatamente após a decisão de soltura para evitar que ela produzisse efeitos até uma análise definitiva do caso. "O objetivo foi reverter, com a máxima celeridade, uma decisão judicial que, pelas circunstâncias concretas do caso, poderia produzir consequências sociais extremamente graves", afirmou. O desembargador também considerou que a decisão de primeira instância havia se baseado exclusivamente na alegação de excesso de prazo, embora o próprio TJMG já tivesse analisado e rejeitado anteriormente esse argumento. Com a decisão da segunda instância, a prisão preventiva foi restabelecida. O homem, porém, ainda não foi encontrado pelas autoridades e permanece na condição de foragido. LEIA TAMBÉM: PF investiga esquema de migração ilegal de brasileiros para o Canadá e cumpre mandado em Ipatinga Mulher morre soterrada após desabamento de laje em Timóteo Motociclista fica gravemente ferida após acidente com caminhonete em Itaobim Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.
