Festival reúne jovens para debater preservação ambiental em Rio Branco: 'Futuro sem devastação da natureza'

Piemonte Escrito em 07/09/2026


Festival em Rio Branco reúne jovens para debater preservação ambiental A Praça Povos da Floresta, em Rio Branco, recebeu nesse domingo (6) a 7ª edição do Festival Jovens do Futuro, evento organizado pelo Comitê Chico Mendes que une música, dança, empreendedorismo e debates sobre os extremos climáticos e a preservação da Amazônia. A programação reuniu pessoas de diferentes idades em uma tarde de atividades culturais e de discussão sobre os desafios ambientais da região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp O festival surgiu em 6 de setembro de 2020, ainda durante a pandemia, com a primeira edição em formato virtual. Desde então, a proposta é aproximar a juventude acreana de temas relacionados ao meio ambiente e ao futuro da Amazônia. A escolha da data também está ligada à história de Chico Mendes, seringueiro, sindicalista e ambientalista acreano que se tornou símbolo da luta pela preservação da Amazônia. No documento, escrito em 1988, Chico cita 6 de setembro de 2120 como a data do centenário de uma revolução. Festival Jovens do Futuro reuniu música, dança e debates sobre clima e preservação da Amazônia em Rio Branco nesse domingo (6) Reprodução/Comitê Chico Mendes LEIA MAIS: Com vegetação fragilizada devido a estiagem, áreas verdes podem sofrer durante campanhas em Rio Branco: 'Período crítico' Autorizações para queima controlada são suspensas devido emergência ambiental no Acre Com mais de 700 espécies, Parque Zoobotânico é 'laboratório vivo' no coração de Rio Branco Saiba quem foi Chico Mendes, líder seringueiro morto por fazendeiros no interior do Acre De acordo com Angélica Mendes, neta do ambientalista, a carta deixada pelo avô é a inspiração para o festival e representa uma mensagem para as novas gerações. “Na carta deixada pelo meu avô, ele fala que no dia 6 de setembro de 2120 haveria o centenário de uma revolução. Então, em 6 de setembro de 2020, a gente começou a primeira edição. Desde então, todo ano, a gente tem falado sobre essa carta pra juventude. Uma carta onde ele sonhou, onde mirou que a gente teria um futuro sem a devastação da natureza, sem pessoas que defendem o meio ambiente sendo assassinadas'', explicou. Ainda segundo Angélica, levar o debate sobre as mudanças no clima para um ambiente de convivência ajuda a aproximar o tema da juventude, sobretudo diante dos efeitos percebidos na região. “A gente tá vendo esses extremos climáticos, num ano com o El Niño extremo chegando, e a gente já tá vendo sinais da fumaça, a gente já tá vendo a seca. Então cada vez mais a gente precisa sair de casa pra falar sobre clima, pra falar sobre o meio ambiente. E nada melhor do que fazer isso dançando, ouvindo música, vendo vários produtos legais na feira, saindo e vivendo Rio Branco'', ressaltou. Festival Jovens do Futuro reuniu música, dança e debates sobre clima e preservação da Amazônia em Rio Branco nesse domingo (6) Reprodução/Comitê Chico Mendes Entre os participantes do evento também estava a professora de canto Mariana Ravena, que foi prestigiar a programação. Para ela, o encontro também representa uma oportunidade para que jovens conheçam diferentes perspectivas e tenham espaço para falar sobre questões que fazem parte da realidade amazônica. “Esse é o momento onde a gente reúne esses jovens para falar sobre isso, mas principalmente que eles tenham voz e que eles pesquisem um pouco mais sobre as coisas que estão acontecendo, principalmente porque nós vivemos na Amazônia. A questão agora é a gente manter e preservar esse lugar onde nós já moramos e nós fazemos parte'', completou. VÍDEOS: g1