O secretário de Saúde do Quênia, Aden Duale, discursa em uma coletiva de imprensa em Nairóbi, em 6 de outubro de 2026. SIMON MAINA / AFP O Quênia confirmou nesta terça-feira (6) seu primeiro caso de ebola e também a primeira morte provocada pela doença no país. O paciente era um cidadão queniano que vivia na República Democrática do Congo (RDC), onde está em curso uma epidemia que já deixou mais de 4 mil mortos. O homem estava doente havia cerca de um mês antes de deixar o Congo. Ele viajou por terra até Kampala, capital de Uganda, e depois embarcou em um voo com destino a Nairóbi, onde chegou no sábado (3), segundo o ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale. Após desembarcar no aeroporto internacional da capital queniana, o paciente passou por uma triagem de saúde. Mais tarde, foi levado por um familiar a um hospital de Nairóbi, onde foi internado com febre, calafrios e sangramento sob a pele e rapidamente colocado em isolamento. Ele morreu na noite de segunda-feira (5). Segundo Patrick Amoth, diretor-geral do Ministério da Saúde, uma das hipóteses é que o homem tenha conseguido passar pela triagem no aeroporto porque medicamentos teriam mascarado seus sintomas. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Entenda o Ebola em 7 pontos Familiares e passageiros que estavam no mesmo avião serão colocados sob observação pelas autoridades de saúde. “Quero tranquilizar a população e evitar que se instale o pânico, porque todos os dispositivos estão ativos para limitar a propagação da doença”, afirmou Duale. Quênia estava em alerta desde o início do surto De acordo com o ministro da Saúde, o país mantinha um alto nível de vigilância para a doença desde o início da epidemia no Congo, em maio. “Continuamos a manter, como país, um alto nível de alerta para o Ebola desde que o surto começou em maio”, disse Duale. O paciente deveria ser enterrado ainda nesta terça-feira, seguindo protocolos destinados a impedir a transmissão do vírus. Com a confirmação, o Quênia se tornou o terceiro país a registrar um caso relacionado à atual epidemia no leste do Congo. Uganda registrou 20 casos e duas mortes no início do ano, mas foi declarado livre do ebola em agosto. Epidemia no Congo já matou mais de 4 mil pessoas A República Democrática do Congo enfrenta uma epidemia de ebola que já infectou mais de 8 mil pessoas e provocou mais de 4 mil mortes. Um dos textos aponta 8,3 mil casos registrados e 4 mil óbitos. O surto foi declarado em meados de maio, embora possa ter começado meses antes. Segundo as informações disponíveis, trata-se da 17ª epidemia de ebola enfrentada pelo país e da mais mortal de sua história. Na segunda-feira (5), a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para um “aumento preocupante” de casos em Kivu do Norte, região congolesa que faz fronteira com Uganda. A atual epidemia é causada pela variante Bundibugyo do vírus ebola, considerada rara, e ainda não há vacina nem tratamento comprovado para essa variante. Como o ebola é transmitido O vírus ebola pode ser transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, tanto vivas quanto mortas. Entre as manifestações da doença estão febre, vômito e diarreia. Nos casos mais graves, os pacientes podem apresentar hemorragias internas e externas. No caso confirmado no Quênia, o paciente apresentava febre, calafrios e sangramento sob a pele quando foi internado. Agora, as autoridades quenianas acompanham familiares do homem e passageiros que viajaram no mesmo avião para identificar rapidamente uma eventual transmissão e tentar impedir que o vírus se espalhe pelo país.
Quênia registra primeiro caso e primeira morte por ebola; paciente veio do Congo
Piemonte Escrito em 06/10/2026
O secretário de Saúde do Quênia, Aden Duale, discursa em uma coletiva de imprensa em Nairóbi, em 6 de outubro de 2026. SIMON MAINA / AFP O Quênia confirmou nesta terça-feira (6) seu primeiro caso de ebola e também a primeira morte provocada pela doença no país. O paciente era um cidadão queniano que vivia na República Democrática do Congo (RDC), onde está em curso uma epidemia que já deixou mais de 4 mil mortos. O homem estava doente havia cerca de um mês antes de deixar o Congo. Ele viajou por terra até Kampala, capital de Uganda, e depois embarcou em um voo com destino a Nairóbi, onde chegou no sábado (3), segundo o ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale. Após desembarcar no aeroporto internacional da capital queniana, o paciente passou por uma triagem de saúde. Mais tarde, foi levado por um familiar a um hospital de Nairóbi, onde foi internado com febre, calafrios e sangramento sob a pele e rapidamente colocado em isolamento. Ele morreu na noite de segunda-feira (5). Segundo Patrick Amoth, diretor-geral do Ministério da Saúde, uma das hipóteses é que o homem tenha conseguido passar pela triagem no aeroporto porque medicamentos teriam mascarado seus sintomas. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Entenda o Ebola em 7 pontos Familiares e passageiros que estavam no mesmo avião serão colocados sob observação pelas autoridades de saúde. “Quero tranquilizar a população e evitar que se instale o pânico, porque todos os dispositivos estão ativos para limitar a propagação da doença”, afirmou Duale. Quênia estava em alerta desde o início do surto De acordo com o ministro da Saúde, o país mantinha um alto nível de vigilância para a doença desde o início da epidemia no Congo, em maio. “Continuamos a manter, como país, um alto nível de alerta para o Ebola desde que o surto começou em maio”, disse Duale. O paciente deveria ser enterrado ainda nesta terça-feira, seguindo protocolos destinados a impedir a transmissão do vírus. Com a confirmação, o Quênia se tornou o terceiro país a registrar um caso relacionado à atual epidemia no leste do Congo. Uganda registrou 20 casos e duas mortes no início do ano, mas foi declarado livre do ebola em agosto. Epidemia no Congo já matou mais de 4 mil pessoas A República Democrática do Congo enfrenta uma epidemia de ebola que já infectou mais de 8 mil pessoas e provocou mais de 4 mil mortes. Um dos textos aponta 8,3 mil casos registrados e 4 mil óbitos. O surto foi declarado em meados de maio, embora possa ter começado meses antes. Segundo as informações disponíveis, trata-se da 17ª epidemia de ebola enfrentada pelo país e da mais mortal de sua história. Na segunda-feira (5), a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para um “aumento preocupante” de casos em Kivu do Norte, região congolesa que faz fronteira com Uganda. A atual epidemia é causada pela variante Bundibugyo do vírus ebola, considerada rara, e ainda não há vacina nem tratamento comprovado para essa variante. Como o ebola é transmitido O vírus ebola pode ser transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, tanto vivas quanto mortas. Entre as manifestações da doença estão febre, vômito e diarreia. Nos casos mais graves, os pacientes podem apresentar hemorragias internas e externas. No caso confirmado no Quênia, o paciente apresentava febre, calafrios e sangramento sob a pele quando foi internado. Agora, as autoridades quenianas acompanham familiares do homem e passageiros que viajaram no mesmo avião para identificar rapidamente uma eventual transmissão e tentar impedir que o vírus se espalhe pelo país.
