Filmes sobre Aldir Blanc, Belchior, Elza Soares, Maria Alcina e Ney Matogrosso estreiam em outubro no Festival do Rio

Piemonte Escrito em 28/08/2026


Imagem de Aldir Blanc (1946 – 2020) no cartaz do documentário de Marcus Fernando e Hugo Sukman Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Quatro documentários sobre grandes nomes da música brasileira – Aldir Blanc (1946 – 2020), Belchior (1946 – 2017), Elza Soares (1930 – 2022), Maria Alcina e Ney Matogrosso – estreiam na 28º edição do Festival do Rio, programada para acontecer de 1º a 11 de outubro na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A Première Brasil Documentário exibirá “Alucinação” e “Elza” na mostra competitiva. Filme de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, “Alucinação” molda um retrato do Brasil repressor dos anos 1970 a partir da reprodução do álbum mais celebrado e significativo de Belchior. Lançado em 1976, o álbum “Alucinação” (Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil) completa 50 anos sem perda da expressividade. O filme amplia o sentido das músicas do álbum ao confrontá-las com imagens da época. Já “Elza” (Globo Filmes e GloboNews), filme de Eryk Rocha, perfila Elza Soares pela voz da própria artista, uma das cantoras mais importantes da música brasileira, projetada em 1959 e em cena até 2022, ano em que faleceu aos 91 anos. Na Mostra Retratos da Première Brasil, o Festival do Rio exibirá “Aldir Blanc – Resposta ao tempo”, filme batizado com o nome do bolero de Aldir Blanc e Cristovão Bastos imortalizado na voz de Nana Caymmi (1941 – 2025) em gravação de 1998. Inicialmente intitulado “Aldir Blanc – Ourives do palavreado”, o documentário dirigido e roteirizado por Marcus Fernando e Hugo Sukman foi feito com a intenção de desvendar o universo criativo de Aldir Blanc, compositor carioca – parceiro de João Bosco e Guinga em obras fundamentais – que faria 80 anos na próxima quarta-feira, 2º de setembro. O filme foca a obra situada por Aldir na geografia carioca do subúrbio e da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, epicentro das histórias narradas pelo compositor em letras músicas, crônicas e conversas de botequim. Outro filme da Mostra Retratos é “Alegria Brasil – Estrelando Maria Alcina”, filme escrito e dirigido pela cineasta Elizabete Martins Campos sobre a vida de Maria Alcina, cantora mineira revelada em festival de 1972 e alvo de ações da censura ao longo da década de 1970 pelo comportamento esfuziante e libertário, percebido como afrontoso pelo governo ditatorial da época. Fora de competição, o festival promove exibição do documentário "Ney por trás das máscaras", de Esmir Filho, diretor do blockbuster “Homem com H” (2025), cinebiografia sobre a vida de Ney Matogrosso. No documentário, coprodução da Globo Filmes, o cineasta expõe os bastidores do processo criativo do desfile da escola de samba Imperatriz Leopoldinense em homenagem a Ney e, de quebra, procura mostrar o cantor fora dos holofotes, por trás da fantasia da cena. Imagem de Belchior (1946 - 2017) na capa do álbum 'Alucinação', mote do documentário de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano Divulgação