Caso Master: Haddad diz que esse pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil

Piemonte Escrito em 14/01/2026

Caso Master: Haddad diz que esse pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil No Brasil, o ministro da Fazenda Fernando Haddad declarou que o caso Master pode ser a maior fraude bancária da história. Fernando Haddad, afirmou que os órgãos públicos estão unidos para identificar e punir os responsáveis pela fraude bilionária: "Eu tenho falado com o presidente do Banco Central quase diariamente, dando todo o respaldo institucional da Fazenda para o Banco Central. Eu penso que temos feito um trabalho conjunto muito importante, que envolve a Fazenda também. Falei com o presidente do TCU algumas vezes por telefone durante a semana passada. Eu penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados. Então eu penso que as coisas vão caminhar para o canto certo, para o lado certo", diz Fernando Haddad, ministro da Fazenda. E disse que o caso do Master pode ser a maior fraude bancária do Brasil. "O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. E temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo, evidentemente, todo o espaço para defesa se explicar. Mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público. Eu acredito realmente que o trabalho feito pelo Banco Central - disse isso no dia e estou repetindo hoje - é muito robusto. É um trabalho robusto. Tecnicamente muito robusto". O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O processo está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. O relator do caso, o ministro Jonathan de Jesus, tinha determinado, individualmente, uma inspeção em documentos do Banco Central sobre o caso Master. E o BC recorreu e pediu que o caso fosse analisado de forma colegiada. Diante da repercussão negativa, na semana passada, o ministro Jonathan de Jesus recuou e anunciou que o caso seria levado ao plenário da corte. Mas, depois da reunião de segunda-feira (12) entre os presidentes do TCU, ministro Vital do Rêgo, e do BC, Gabriel Galipolo, nesta terça-feira (13) o banco central retirou o recurso. O TCU disse ao banco central na reunião que entende que o Banco Master deveria mesmo ter sido liquidado, e que não cabe ao tribunal tomar nenhuma medida para reverter isso. E o Banco Central concordou que o TCU faça uma análise nos documentos que embasaram a decisão - só para checar as informações. Técnicos do Tribunal de Contas da União começaram nesta terça-feira (13) mesmo a analisar os documentos da liquidação do Banco Master. A previsão é de que essa parte do trabalho seja concluída rapidamente, em no máximo, 30 dias. E para garantir o sigilo bancário e o empresarial das informações, os servidores do TCU vão analisar os documentos dentro da sede do Banco Central, em um ambiente controlado, sem compartilhar os dados. Já são quase dois meses desde a liquidação do Master. Pessoas e empresas que investiram no banco aguardam o ressarcimento. São cerca de 1,6 milhão investidores, que vão receber até o limite de R$ 250 mil cada. O valor total desse ressarcimento pode passar de R$ 41 bilhões. É o maior resgate da história do Fundo Garantidor de Créditos. O FGC ainda não divulgou oficialmente quando os investidores vão começar a receber o reembolso e se haverá correção dos valores. Em nota, o fundo informou que vai iniciar o pagamento da garantia aos credores tão logo quanto possível"