Técnicas de evasão, imobilização e defesa farão parte do conteúdo das aulas do programa em Sorocaba (SP) Associação de Artes Marciais Okinawa Karatê/Divulgação Sorocaba (SP) passa a contar com um programa municipal que vai oferecer aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres, com prioridade para aquelas que tiverem medidas protetivas concedidas com base na Lei Maria da Penha. O Programa Municipal de Defesa Pessoal para Mulheres tem previsão de início para agosto e deve oferecer, no mínimo, 100 vagas para os cursos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A lei, publicada no Jornal do Município, prevê que as aulas sejam realizadas em locais públicos, como centros esportivos, parques, praças, escolas municipais, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência da Mulher (CEREM). O conteúdo das aulas, de acordo com a legislação em vigor, deve ser focado em técnicas de evasão, imobilização e defesa contra os tipos de agressões mais comuns, priorizando a integridade física das mulheres. Segundo a Secretaria da Mulher de Sorocaba (Semul), para executar o programa, o Executivo vai formalizar parcerias e convênios com associações e instituições que tenham experiência na área. Ainda não há, conforme informou a pasta, um cronograma para realização das aulas nos espaços públicos. Medidas protetivas Dados do Painel da Violência contra a Mulher, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que, em 2026, 1.223 medidas protetivas de urgência foram concedidas até 31 de maio, em Sorocaba. Já em 2025, 2.793 medidas foram concedidas às mulheres no município. Os dados da plataforma mostram que, apesar do tempo médio de dois dias para que a Justiça conceda as medidas protetivas, a maior parte delas (68%) sai em menos tempo, em até um dia. Ação complementar Autor do projeto aprovado na Câmara de Sorocaba e que originou a lei, o vereador Raul Marcelo (PSOL) destaca a importância do programa, mas reforça que a ação é complementar e não substitui as políticas públicas de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. “A violência contra as mulheres é um problema estrutural que exige ação do Estado. Ainda assim, a defesa pessoal pode ser uma ferramenta importante para ampliar a segurança, fortalecer a autonomia, ajudar a identificar situações de risco e contribuir para o rompimento do ciclo da violência”, diz. Para a titular da Semul, Wanda de Oliveira, a iniciativa vai além do ensino de técnicas de defesa pessoal. “O projeto também contempla aspectos relacionados à prevenção da violência, fortalecimento da autoconfiança, identificação de situações de risco e promoção da autonomia das mulheres”, completa a secretária. Secretaria da Mulher de Sorocaba vai fazer parcerias com convênios e instituições para as aulas Prefeitura de Sorocaba/Divulgação Integridade física Marcelino Okinawa é professor de karatê e responsável técnico-pedagógico da Associação de Artes Marciais Okinawa Karatê, que desenvolve um projeto de aulas de defesa pessoal para mulheres cis e trans. Ele explica que o ensino dessas técnicas não deve ser confundido com incentivo ao confronto ou à violência. “Nas aulas, ensinamos que a primeira opção deve ser sempre evitar o conflito, identificar situações de risco e buscar uma rota de fuga. As técnicas físicas são utilizadas apenas quando não há outra alternativa e têm a finalidade de criar uma oportunidade para escapar, nunca para agredir ou ‘vencer uma briga’”, afirma Okinawa. O professor esclarece que técnicas como a consciência situacional, para identificação de ambientes e comportamentos suspeitos; postura preventiva, que ensina como se posicionar e inibir um agressor; e o bloqueio de regiões sensíveis do corpo permitem que as mulheres aumentem as chances de evitar ou interromper situações de violência. “A melhor defesa é sempre evitar o confronto, mas, se ele for inevitável, que a mulher tenha conhecimento e confiança para agir de forma rápida e segura, aumentando as chances de escapar e buscar auxílio”, finaliza. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Sorocaba terá aulas grátis de defesa pessoal para mulheres; mulheres com medida protetiva terão prioridade
Piemonte Escrito em 09/08/2026
Técnicas de evasão, imobilização e defesa farão parte do conteúdo das aulas do programa em Sorocaba (SP) Associação de Artes Marciais Okinawa Karatê/Divulgação Sorocaba (SP) passa a contar com um programa municipal que vai oferecer aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres, com prioridade para aquelas que tiverem medidas protetivas concedidas com base na Lei Maria da Penha. O Programa Municipal de Defesa Pessoal para Mulheres tem previsão de início para agosto e deve oferecer, no mínimo, 100 vagas para os cursos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A lei, publicada no Jornal do Município, prevê que as aulas sejam realizadas em locais públicos, como centros esportivos, parques, praças, escolas municipais, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência da Mulher (CEREM). O conteúdo das aulas, de acordo com a legislação em vigor, deve ser focado em técnicas de evasão, imobilização e defesa contra os tipos de agressões mais comuns, priorizando a integridade física das mulheres. Segundo a Secretaria da Mulher de Sorocaba (Semul), para executar o programa, o Executivo vai formalizar parcerias e convênios com associações e instituições que tenham experiência na área. Ainda não há, conforme informou a pasta, um cronograma para realização das aulas nos espaços públicos. Medidas protetivas Dados do Painel da Violência contra a Mulher, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que, em 2026, 1.223 medidas protetivas de urgência foram concedidas até 31 de maio, em Sorocaba. Já em 2025, 2.793 medidas foram concedidas às mulheres no município. Os dados da plataforma mostram que, apesar do tempo médio de dois dias para que a Justiça conceda as medidas protetivas, a maior parte delas (68%) sai em menos tempo, em até um dia. Ação complementar Autor do projeto aprovado na Câmara de Sorocaba e que originou a lei, o vereador Raul Marcelo (PSOL) destaca a importância do programa, mas reforça que a ação é complementar e não substitui as políticas públicas de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. “A violência contra as mulheres é um problema estrutural que exige ação do Estado. Ainda assim, a defesa pessoal pode ser uma ferramenta importante para ampliar a segurança, fortalecer a autonomia, ajudar a identificar situações de risco e contribuir para o rompimento do ciclo da violência”, diz. Para a titular da Semul, Wanda de Oliveira, a iniciativa vai além do ensino de técnicas de defesa pessoal. “O projeto também contempla aspectos relacionados à prevenção da violência, fortalecimento da autoconfiança, identificação de situações de risco e promoção da autonomia das mulheres”, completa a secretária. Secretaria da Mulher de Sorocaba vai fazer parcerias com convênios e instituições para as aulas Prefeitura de Sorocaba/Divulgação Integridade física Marcelino Okinawa é professor de karatê e responsável técnico-pedagógico da Associação de Artes Marciais Okinawa Karatê, que desenvolve um projeto de aulas de defesa pessoal para mulheres cis e trans. Ele explica que o ensino dessas técnicas não deve ser confundido com incentivo ao confronto ou à violência. “Nas aulas, ensinamos que a primeira opção deve ser sempre evitar o conflito, identificar situações de risco e buscar uma rota de fuga. As técnicas físicas são utilizadas apenas quando não há outra alternativa e têm a finalidade de criar uma oportunidade para escapar, nunca para agredir ou ‘vencer uma briga’”, afirma Okinawa. O professor esclarece que técnicas como a consciência situacional, para identificação de ambientes e comportamentos suspeitos; postura preventiva, que ensina como se posicionar e inibir um agressor; e o bloqueio de regiões sensíveis do corpo permitem que as mulheres aumentem as chances de evitar ou interromper situações de violência. “A melhor defesa é sempre evitar o confronto, mas, se ele for inevitável, que a mulher tenha conhecimento e confiança para agir de forma rápida e segura, aumentando as chances de escapar e buscar auxílio”, finaliza. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
