Guerreira e trabalhadora: quem era a mulher vítima de feminicídio em Araguaína

Piemonte Escrito em 01/08/2026


Suspeito de feminicídio que matou Tatiana Barbosa a facadas em Araguaína é preso "Guerreira e trabalhadora". A frase usada para definir Tatiana Barbosa dos Santos, de 44 anos, vítima de feminicídio, é de um amigo que preferiu não se identificar nesta reportagem por questão de segurança. Tatiana foi morta com golpes de faca, e o ex-companheiro é o principal suspeito do crime. Ele foi preso horas depois pela Polícia Militar. "Ela era muito gente boa. Ia para o trabalho todos os dias de bicicleta. Todos os finais de semana a gente assava carne. Ela sempre sorrindo, brincando. Não entendo como ele chegou a esse ponto de tirar a vida dele, uma mulher guerreira, trabalhadora", disse o amigo. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Tatiana Barbosa dos Santos foi vítima de feminicídio em Araguaína Reprodução/TV Anhanguera Segundo o amigo, Tatiana trabalhava prestando serviços de limpeza em um hotel de Araguaína. O crime aconteceu na última quinta-feira (30), no setor Universitário. Segundo a Polícia Militar, Alcilon Dias de Oliveira, de 47 anos, invadiu a casa da vítima e a golpeou cerca de 10 vezes com uma faca. Em seguida, ele degolou a vítima. Tatiana estava na residência junto com uma prima, que é cadeirante. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito. LEIA TAMBÉM Ex-companheiro é preso e confessa que matou mulher a facadas em Araguaína Ex-marido suspeito de feminicídio leva polícia ao local onde jogou faca usada no crime Vítima de feminicídio em Araguaína tinha medida protetiva contra ex-marido, diz polícia Após o crime, Alcilon fugiu do local. Os militares iniciaram as buscas na madrugada de sexta-feira (31) e localizaram o suspeito pela manhã na região central da cidade. "Ele estava caminhando normalmente quando a guarnição passava por esse local", disse o subtenente da PM, Raimundo Nonato. O suspeito chegou a levar os policiais até o local onde descartou a faca usada no feminicídio. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), o objeto tinha vestígios de sangue e foi encaminhado para perícia. A Polícia Militar informou que o casal ficou junto por um ano e dois meses. A vítima havia se separado do suspeito após ser agredida fisicamente, momento em que conseguiu uma medida protetiva contra ele. Conforme a polícia, apesar da medida, os dois haviam voltado a morar juntos. As agressões continuaram e a mulher decidiu se separar novamente. A TV apurou que Tatiana havia se separado do suspeito há duas semanas. A 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga o caso. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.