Vítimas de ataque em fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo, SP Reprodução Um funcionário terceirizado da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, contou que tomou café com José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, um dia antes do ataque que matou três trabalhadores dentro da empresa. Segundo ele, o colega seguia a rotina normal de trabalho e parecia bem na sexta-feira (31). Os corpos das três vítimas serão velados neste domingo (2), em cemitérios de São Bernardo do Campo. O trabalhador, que pediu para não ser identificado, disse ao g1 que conversou com José Guilherme durante um momento de café na fábrica. “Eu tomei café com ele na sexta-feira. Ele era gente boa, brincalhão. Eu passei por ele, conversei com o pessoal da administração, do setor, e ele falou: ‘tem um cafezinho aí, acabou de sair’”, relatou. José Guilherme trabalhava como conferente na fábrica da Bombril e foi uma das três vítimas do ataque com faca ocorrido na manhã de sábado (1º). Também morreram Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor, e Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira. O trabalhador afirmou que conhecia de vista Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, apontado pela polícia como autor do ataque. Segundo ele, como operador de empilhadeira, Claudio circulava por diferentes áreas da fábrica, principalmente setores ligados à logística e armazenamento. “Ele passava, dava bom dia, boa tarde. Era mais na dele, aparentemente tranquilo, normal”, afirmou. O funcionário disse que nunca presenciou discussões ou conflitos entre Claudio e as vítimas. No entanto, afirmou que já havia ouvido dizer que existia uma situação envolvendo bullying contra o suspeito. “Eu ouvia dizer que tinha essa questão de bullying, mas eu nunca vi nada, nunca presenciei”, contou. O que dizem a Bombril e a TPC Em nota, a Bombril informou que acompanha a investigação e que, junto à TPC, empresa responsável pelos trabalhadores terceirizados, tem prestado apoio às famílias das vítimas. A companhia afirmou que o jurídico acompanha o caso para esclarecer a motivação do crime. A empresa disse ainda que mantém um canal de ética para funcionários próprios e terceirizados denunciarem casos de bullying, assédio e outras condutas inadequadas. Segundo a Bombril, não havia registros de denúncias envolvendo os trabalhadores relacionados ao episódio. A TPC informou que possui uma área de Conformidade e um Canal de Denúncias independente, disponível 24 horas por dia, para colaboradores e outros públicos. Segundo a empresa, relatos registrados nesses canais passam por apuração das áreas de Conformidade, com investigação dos fatos e adoção de medidas quando necessário. A terceirizada afirmou que, até o momento, não há registro de denúncia relacionada ao caso nos canais de Conformidade ou de denúncias. A empresa também informou que oferece apoio psicológico aos colaboradores e familiares, além de manter programas de prevenção a assédio, discriminação e violência no ambiente de trabalho.
Funcionário da Bombril diz que tomou café com vítima um dia antes de ataque e descreve suspeito como “tranquilo”
Piemonte Escrito em 02/08/2026
Vítimas de ataque em fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo, SP Reprodução Um funcionário terceirizado da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, contou que tomou café com José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, um dia antes do ataque que matou três trabalhadores dentro da empresa. Segundo ele, o colega seguia a rotina normal de trabalho e parecia bem na sexta-feira (31). Os corpos das três vítimas serão velados neste domingo (2), em cemitérios de São Bernardo do Campo. O trabalhador, que pediu para não ser identificado, disse ao g1 que conversou com José Guilherme durante um momento de café na fábrica. “Eu tomei café com ele na sexta-feira. Ele era gente boa, brincalhão. Eu passei por ele, conversei com o pessoal da administração, do setor, e ele falou: ‘tem um cafezinho aí, acabou de sair’”, relatou. José Guilherme trabalhava como conferente na fábrica da Bombril e foi uma das três vítimas do ataque com faca ocorrido na manhã de sábado (1º). Também morreram Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor, e Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira. O trabalhador afirmou que conhecia de vista Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, apontado pela polícia como autor do ataque. Segundo ele, como operador de empilhadeira, Claudio circulava por diferentes áreas da fábrica, principalmente setores ligados à logística e armazenamento. “Ele passava, dava bom dia, boa tarde. Era mais na dele, aparentemente tranquilo, normal”, afirmou. O funcionário disse que nunca presenciou discussões ou conflitos entre Claudio e as vítimas. No entanto, afirmou que já havia ouvido dizer que existia uma situação envolvendo bullying contra o suspeito. “Eu ouvia dizer que tinha essa questão de bullying, mas eu nunca vi nada, nunca presenciei”, contou. O que dizem a Bombril e a TPC Em nota, a Bombril informou que acompanha a investigação e que, junto à TPC, empresa responsável pelos trabalhadores terceirizados, tem prestado apoio às famílias das vítimas. A companhia afirmou que o jurídico acompanha o caso para esclarecer a motivação do crime. A empresa disse ainda que mantém um canal de ética para funcionários próprios e terceirizados denunciarem casos de bullying, assédio e outras condutas inadequadas. Segundo a Bombril, não havia registros de denúncias envolvendo os trabalhadores relacionados ao episódio. A TPC informou que possui uma área de Conformidade e um Canal de Denúncias independente, disponível 24 horas por dia, para colaboradores e outros públicos. Segundo a empresa, relatos registrados nesses canais passam por apuração das áreas de Conformidade, com investigação dos fatos e adoção de medidas quando necessário. A terceirizada afirmou que, até o momento, não há registro de denúncia relacionada ao caso nos canais de Conformidade ou de denúncias. A empresa também informou que oferece apoio psicológico aos colaboradores e familiares, além de manter programas de prevenção a assédio, discriminação e violência no ambiente de trabalho.
