Trabalhadores dos Correios ocupam centro e paralisam entregas em Indaiatuba A Justiça do Trabalho determinou na tarde desta quarta-feira (16) que funcionários dos Correios desocupem o Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba (SP). A mobilização, que faz parte de uma greve iniciada na noite do último dia 10, bloqueou a entrada e a saída de cargas, paralisando as entregas programadas para todas as cidades da região. De acordo com a decisão, assinada pela juíza Alzeni Aparecida de Oliveira Furlan, a desobstrução terá de ser imediata. Está autorizado o uso de força policial para garantir o cumprimento da medida. Os manifestantes ainda deverão se abster de "impedir, perturbar ou embaraçar" o trânsito e o livre acesso de pessoas e de veículos automotores aos prédios e pátios da unidade, bem como manter distância de 10 metros dos portões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O descumprimento acarretará multa diária de R$ 20 mil ao Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e região (Sintect-Cas) e à Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Fentect). Segundo Alzeni, "a paralisação forçada do CTCE Indaiatuba, responsável por expressiva fatia da triagem logística do interior paulista, gera o represamento iminente de mercadorias perecíveis, fármacos e correspondências de relevância pública". Em nota, o Sintect aguarda a notificação. A entidade também lamentou a postura da empresa que, "ao invés de buscar o diálogo para sair deste impasse, prefere recorrer à Justiça". "Os trabalhadores continuarão mobilizados lutando por seus direitos", finalizou. O g1 tentou contato por telefone com a Fentect, mas não teve retorno. Greve Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro e paralisam entregas em Indaiatuba Johnny Inselsperger/EPTV De acordo com a assessoria do Sintect, os principais pontos de insatisfação são: Reajuste salarial: a direção dos Correios ofereceu um repasse de 0,20% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), valor considerado abaixo da inflação do período. Plano de saúde: a categoria reclama da cobrança de mensalidades altas, que já teriam forçado mais de 30 mil funcionários a abandonarem o benefício por falta de condições de pagamento. "A direção da empresa iniciou as negociações oferecendo uma proposta rebaixada 0,20% do INPC que não repunha nem a inflação do período, e além disso apresentou mudanças na alteração do plano de saúde dos trabalhadores", afirmou a assessoria do Sintect, em nota. "Plano este que quando entramos na empresa não pagávamos por ele e hoje já pagamos mensalidades absurdas que já levaram mais de 30 mil funcionários saírem do plano por não ter condições de pagar e querem piorar ainda mais as condições", completou o sindicato. O Sintect informou que ainda não possui um balanço exato do número de funcionários paralisados, mas estima que a grande maioria aderiu à greve. LEIA MAIS Caixa e funcionários voltam a negociar nesta quarta; greve segue sem prazo para acabar O que dizem os Correios Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro e paralisam entregas em Indaiatuba Johnny Inselsperger/EPTV "A Justiça deferiu o pedido dos Correios para a liberação do acesso ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba/SP, permitindo a retomada das atividades no local. Com a liminar concedida, novas obstruções poderão acarretar multa ao ente sindical. Como parte do Plano de Continuidade de Negócios, a carga postal vinha sendo remanejada para outras unidades operacionais, assegurando o tratamento dos objetos durante o período de restrição de acesso. As agências permanecem abertas ao público e funcionando normalmente. Para demandas específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800 881 8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento disponibilizados pela empresa. Dissídio Coletivo A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para a próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas." VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Justiça determina que trabalhadores dos Correios desocupem centro de tratamento em Indaiatuba
Piemonte Escrito em 16/09/2026
Trabalhadores dos Correios ocupam centro e paralisam entregas em Indaiatuba A Justiça do Trabalho determinou na tarde desta quarta-feira (16) que funcionários dos Correios desocupem o Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba (SP). A mobilização, que faz parte de uma greve iniciada na noite do último dia 10, bloqueou a entrada e a saída de cargas, paralisando as entregas programadas para todas as cidades da região. De acordo com a decisão, assinada pela juíza Alzeni Aparecida de Oliveira Furlan, a desobstrução terá de ser imediata. Está autorizado o uso de força policial para garantir o cumprimento da medida. Os manifestantes ainda deverão se abster de "impedir, perturbar ou embaraçar" o trânsito e o livre acesso de pessoas e de veículos automotores aos prédios e pátios da unidade, bem como manter distância de 10 metros dos portões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O descumprimento acarretará multa diária de R$ 20 mil ao Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e região (Sintect-Cas) e à Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Fentect). Segundo Alzeni, "a paralisação forçada do CTCE Indaiatuba, responsável por expressiva fatia da triagem logística do interior paulista, gera o represamento iminente de mercadorias perecíveis, fármacos e correspondências de relevância pública". Em nota, o Sintect aguarda a notificação. A entidade também lamentou a postura da empresa que, "ao invés de buscar o diálogo para sair deste impasse, prefere recorrer à Justiça". "Os trabalhadores continuarão mobilizados lutando por seus direitos", finalizou. O g1 tentou contato por telefone com a Fentect, mas não teve retorno. Greve Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro e paralisam entregas em Indaiatuba Johnny Inselsperger/EPTV De acordo com a assessoria do Sintect, os principais pontos de insatisfação são: Reajuste salarial: a direção dos Correios ofereceu um repasse de 0,20% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), valor considerado abaixo da inflação do período. Plano de saúde: a categoria reclama da cobrança de mensalidades altas, que já teriam forçado mais de 30 mil funcionários a abandonarem o benefício por falta de condições de pagamento. "A direção da empresa iniciou as negociações oferecendo uma proposta rebaixada 0,20% do INPC que não repunha nem a inflação do período, e além disso apresentou mudanças na alteração do plano de saúde dos trabalhadores", afirmou a assessoria do Sintect, em nota. "Plano este que quando entramos na empresa não pagávamos por ele e hoje já pagamos mensalidades absurdas que já levaram mais de 30 mil funcionários saírem do plano por não ter condições de pagar e querem piorar ainda mais as condições", completou o sindicato. O Sintect informou que ainda não possui um balanço exato do número de funcionários paralisados, mas estima que a grande maioria aderiu à greve. LEIA MAIS Caixa e funcionários voltam a negociar nesta quarta; greve segue sem prazo para acabar O que dizem os Correios Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro e paralisam entregas em Indaiatuba Johnny Inselsperger/EPTV "A Justiça deferiu o pedido dos Correios para a liberação do acesso ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba/SP, permitindo a retomada das atividades no local. Com a liminar concedida, novas obstruções poderão acarretar multa ao ente sindical. Como parte do Plano de Continuidade de Negócios, a carga postal vinha sendo remanejada para outras unidades operacionais, assegurando o tratamento dos objetos durante o período de restrição de acesso. As agências permanecem abertas ao público e funcionando normalmente. Para demandas específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800 881 8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento disponibilizados pela empresa. Dissídio Coletivo A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para a próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas." VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
