Criminosos tentaram instalar 'Estado paralelo' em ilha usada como 'quartel' do crime Criminosos tentaram instalar um "Estado paralelo" na região de uma ilha que estava sendo usada como um "centro logístico" do crime organizado há cerca de um ano, na Zona Oeste do Recife. Nesta quinta-feira (2), a Polícia Civil deflagrou a operação Cerco Estratégico, continuação da Operação Iara, que prendeu 17 pessoas por envolvimento numa série de crimes na mesma região. A primeira operação foi deflagrada em maio deste ano. A área citada pela polícia é a Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga. Nesta quinta, na nova operação, foram presas três pessoas, além de cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo o delegado Ney Luiz, da 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico, os alvos de mandados de prisão nesta fase são duas mulheres e um homem. Esse último é apontado como um dos chefes da quadrilha e já estava preso desde maio, após ter sido localizado no interior da Paraíba. Ele está detido no Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. "Foram presas duas mulheres, que seriam as responsáveis por uma empresa de internet que coagia os moradores a contratar os serviços dessa empresa. [...] Tem outros indivíduos também com mandados de prisão expedidos. A investigação vai avançar no sentido de atacar o núcleo financeiro desse grupo criminoso, tentar chegar às pessoas que seriam destinatárias dos valores arrecadados com o tráfico", informou o delegado. PM durante 'Operação Cerco Estratégico', na Ilha do Bananal, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife Everaldo Silva/TV Globo Ney Luiz explicou, ainda, que a Operação Cerco Estratégico é um desdobramento da Operação Iara, que foi chefiada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. "Foi restabelecido o controle da área. A gente diz restabelecido porque houve uma tentativa da instalação do Estado paralelo na localidade, através de um grupo criminoso que agia na região. Restabelecida a ordem, a gente, a Polícia Civil, passou a atuar na área investigativa. Conseguimos mandados de prisão e mandados de busca e apreensão", declarou o delegado. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos, nem quais foram os materiais apreendidos na operação. As duas mulheres presas foram levadas à Colônia Penal Feminina do Recife, na Iputinga. "Quartel-general do crime" PM descobre ilha no Recife usada como esconderijo de drogas e armas Na Operação Iara, a polícia apreendeu oito granadas artesanais, cinco veículos e 17 armas de fogo, incluindo fuzis e submetralhadoras na Ilha do Bananal, além de 3.770 munições. A localidade onde o material estava escondido é de difícil acesso, apenas por embarcações, e com vegetação densa, de Mata Atlântica. Com uma área de 32 hectares, o equivalente a 44 campos de futebol, a ilha era usada por criminosos como um ponto estratégico para o tráfico. Por isso, no local, também foram apreendidos vários tipos de droga, incluindo 4.627 quilos e 1.758 pedras de crack, 1.617 quilos de cocaína; e 16.440 quilos de cocaína. Os policiais também encontraram sete balaclavas e dois celulares na ilha, além de balanças de precisão para pesar os entorpecentes e de Trajes Ghillie, que são roupas de camuflagem 3D para se esconder na vegetação. O local funcionava como um "quartel-general" dos criminosos, que utilizavam a ilha como um depósito de armas de fogo, drogas e munições para serem posteriormente distribuídas para várias áreas do Grande Recife, de acordo com a SDS. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
Criminosos tentaram instalar 'Estado paralelo' em região de ilha usada como 'quartel-general do crime' no Recife
Piemonte Escrito em 02/07/2026
Criminosos tentaram instalar 'Estado paralelo' em ilha usada como 'quartel' do crime Criminosos tentaram instalar um "Estado paralelo" na região de uma ilha que estava sendo usada como um "centro logístico" do crime organizado há cerca de um ano, na Zona Oeste do Recife. Nesta quinta-feira (2), a Polícia Civil deflagrou a operação Cerco Estratégico, continuação da Operação Iara, que prendeu 17 pessoas por envolvimento numa série de crimes na mesma região. A primeira operação foi deflagrada em maio deste ano. A área citada pela polícia é a Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga. Nesta quinta, na nova operação, foram presas três pessoas, além de cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo o delegado Ney Luiz, da 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico, os alvos de mandados de prisão nesta fase são duas mulheres e um homem. Esse último é apontado como um dos chefes da quadrilha e já estava preso desde maio, após ter sido localizado no interior da Paraíba. Ele está detido no Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. "Foram presas duas mulheres, que seriam as responsáveis por uma empresa de internet que coagia os moradores a contratar os serviços dessa empresa. [...] Tem outros indivíduos também com mandados de prisão expedidos. A investigação vai avançar no sentido de atacar o núcleo financeiro desse grupo criminoso, tentar chegar às pessoas que seriam destinatárias dos valores arrecadados com o tráfico", informou o delegado. PM durante 'Operação Cerco Estratégico', na Ilha do Bananal, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife Everaldo Silva/TV Globo Ney Luiz explicou, ainda, que a Operação Cerco Estratégico é um desdobramento da Operação Iara, que foi chefiada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. "Foi restabelecido o controle da área. A gente diz restabelecido porque houve uma tentativa da instalação do Estado paralelo na localidade, através de um grupo criminoso que agia na região. Restabelecida a ordem, a gente, a Polícia Civil, passou a atuar na área investigativa. Conseguimos mandados de prisão e mandados de busca e apreensão", declarou o delegado. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos, nem quais foram os materiais apreendidos na operação. As duas mulheres presas foram levadas à Colônia Penal Feminina do Recife, na Iputinga. "Quartel-general do crime" PM descobre ilha no Recife usada como esconderijo de drogas e armas Na Operação Iara, a polícia apreendeu oito granadas artesanais, cinco veículos e 17 armas de fogo, incluindo fuzis e submetralhadoras na Ilha do Bananal, além de 3.770 munições. A localidade onde o material estava escondido é de difícil acesso, apenas por embarcações, e com vegetação densa, de Mata Atlântica. Com uma área de 32 hectares, o equivalente a 44 campos de futebol, a ilha era usada por criminosos como um ponto estratégico para o tráfico. Por isso, no local, também foram apreendidos vários tipos de droga, incluindo 4.627 quilos e 1.758 pedras de crack, 1.617 quilos de cocaína; e 16.440 quilos de cocaína. Os policiais também encontraram sete balaclavas e dois celulares na ilha, além de balanças de precisão para pesar os entorpecentes e de Trajes Ghillie, que são roupas de camuflagem 3D para se esconder na vegetação. O local funcionava como um "quartel-general" dos criminosos, que utilizavam a ilha como um depósito de armas de fogo, drogas e munições para serem posteriormente distribuídas para várias áreas do Grande Recife, de acordo com a SDS. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
