Três pessoas são condenadas por falsificar documentos ao criar 5 mil hectares de terras fictícias no TO

Piemonte Escrito em 03/09/2026


Cidade de Paranã (TO) Divulgação/Prefeitura de Paranã Dois irmãos e uma ex-oficiala do Cartório de Imóveis de Paranã foram condenados por falsificar documentos públicos ao criar mais de 5 mil hectares fictícios no município. O crime aconteceu entre 2006 e junho de 2013. Conforme a Justiça, os réus chegaram a emitir 11 certidões falsas, a partir de um imóvel de 310 hectares. A sentença foi expedida pelo juiz Frederico Paiva Bandeira de Souza, da 1ª Escrivania Criminal de Paranã. Segundo o documento, Ricardo Neves Prudente atuava como articulador das fraudes, Rafael Neves Prudente na intermediação e venda das áreas, e Maíra Nunes Paula trabalhava como oficiala do Cartório de Paranã na época. O g1 solicitou um posicionamento às defesas dos réus, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Agora no g1 LEIA TAMBÉM STJ manda soltar ex-secretária e ex-superintendente da Saúde de Palmas suspeitos de fraudes na gestão de UPAs Henrique e Juliano são processados em R$ 5 milhões após troca de empresa de ingressos para shows No esquema, eram emitidas certidões falsas de imóveis rurais e forjadas as datas para parecer que os documentos haviam sido lavrados em 1990 e 1995. Segundo a Justiça, os réus ainda usaram o nome de um homem falecido em 1965 para transferir os imóveis para a empresa de fachada do grupo. As terras eram divididas em parcelas inferiores a 500 hectares, para tentar dispensar a obrigatoriedade do georreferenciamento para a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural. O grupo também atuava na negociação de propina a servidores públicos para tentar destravar o registro das áreas fictícias em órgãos ambientais e agrários. Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também apontaram que os réus movimentaram valores milionários, superiores ao que declaravam. Somadas as contas bancárias dos três, somente no ano de 2013, a movimentação financeira total foi de R$ 5.008.625,16. Os réus foram condenados a cinco anos e 10 meses de prisão e devem cumprir a pena em regime semiaberto. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.