OMS discute uso de vacinas experimentais contra o Ebola A Organização Mundial da Saúde fez nesta terça-feira (19) uma reunião de emergência para discutir o uso de vacinas experimentais contra o surto de ebola na República Democrática do Congo - 131 pessoas já morreram. Este já é o 17º surto no país. O mais recente, em 2018, durou dois anos e matou 2,3 mil pessoas. Agora, a doença demorou semanas para ser detectada por causa da falta de testes. O ebola destrói o sistema imunológico e causa febre hemorrágica. O contágio acontece pelo contato direto com fluidos corporais de infectados ou roupas contaminadas. Não existe vacina para a cepa atual. Nesta terça-feira (19), uma reunião virtual da Organização Mundial da Saúde discutiu as possibilidades de usar imunizantes para a cepa já conhecida, apesar da baixa eficácia. O diretor da Coalizão para Inovação em Preparação para Epidemias, Richard Hatchett, disse que será necessário acelerar o desenvolvimento de vacinas que ainda estão em estudo. Em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, falou que está preocupado com a escala e a rapidez do contágio, e citou o grande movimento de pessoas na região. OMS fez reunião de emergência para discutir uso de vacinas experimentais contra surto de ebola no Congo Jornal Nacional/ Reprodução Na África, os impactos humanitário e econômico foram imediatos. Países vizinhos, como Ruanda, fecharam postos de fronteira. O mototaxista do Congo explica que muitas famílias dependem do trabalho do outro lado da fronteira para sobreviver. O temor de que o vírus rompa as fronteiras da África Central colocou as autoridades sanitárias em vigilância máxima. Nos Estados Unidos, o governo impôs restrições à entrada de pessoas vindas da região. Um missionário americano que testou positivo será levado do Congo em isolamento, em um avião-ambulância, para um hospital na Alemanha que é referência internacional no tratamento de febres hemorrágicas. O hospital possui uma ala de isolamento e de segurança máxima capaz de conter a transmissão do vírus. Na Itália, as autoridades acompanham a situação e tranquilizam: nenhum caso de ebola foi detectado no país. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Diretor da OMS afirma estar ‘profundamente preocupado’ com epidemia de Ebola no Congo Escassez de testes atrasa combate ao Ebola no Congo, diz autoridade da OMS
OMS fez reunião de emergência para discutir uso de vacinas experimentais contra surto de ebola no Congo
Piemonte Escrito em 20/05/2026
OMS discute uso de vacinas experimentais contra o Ebola A Organização Mundial da Saúde fez nesta terça-feira (19) uma reunião de emergência para discutir o uso de vacinas experimentais contra o surto de ebola na República Democrática do Congo - 131 pessoas já morreram. Este já é o 17º surto no país. O mais recente, em 2018, durou dois anos e matou 2,3 mil pessoas. Agora, a doença demorou semanas para ser detectada por causa da falta de testes. O ebola destrói o sistema imunológico e causa febre hemorrágica. O contágio acontece pelo contato direto com fluidos corporais de infectados ou roupas contaminadas. Não existe vacina para a cepa atual. Nesta terça-feira (19), uma reunião virtual da Organização Mundial da Saúde discutiu as possibilidades de usar imunizantes para a cepa já conhecida, apesar da baixa eficácia. O diretor da Coalizão para Inovação em Preparação para Epidemias, Richard Hatchett, disse que será necessário acelerar o desenvolvimento de vacinas que ainda estão em estudo. Em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, falou que está preocupado com a escala e a rapidez do contágio, e citou o grande movimento de pessoas na região. OMS fez reunião de emergência para discutir uso de vacinas experimentais contra surto de ebola no Congo Jornal Nacional/ Reprodução Na África, os impactos humanitário e econômico foram imediatos. Países vizinhos, como Ruanda, fecharam postos de fronteira. O mototaxista do Congo explica que muitas famílias dependem do trabalho do outro lado da fronteira para sobreviver. O temor de que o vírus rompa as fronteiras da África Central colocou as autoridades sanitárias em vigilância máxima. Nos Estados Unidos, o governo impôs restrições à entrada de pessoas vindas da região. Um missionário americano que testou positivo será levado do Congo em isolamento, em um avião-ambulância, para um hospital na Alemanha que é referência internacional no tratamento de febres hemorrágicas. O hospital possui uma ala de isolamento e de segurança máxima capaz de conter a transmissão do vírus. Na Itália, as autoridades acompanham a situação e tranquilizam: nenhum caso de ebola foi detectado no país. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Diretor da OMS afirma estar ‘profundamente preocupado’ com epidemia de Ebola no Congo Escassez de testes atrasa combate ao Ebola no Congo, diz autoridade da OMS
