A formação integral é fundamental para preparar os jovens para os desafios profissionais do futuro Marco Flávio Dominar conteúdos técnicos sempre foi importante, sobretudo em um mercado de trabalho tão especializado. Mas, sozinho, esse tipo de conhecimento já não basta. Em meio a transformações aceleradas e novas formas de colaboração, habilidades como empatia, comunicação e adaptabilidade vêm ganhando espaço entre os atributos mais valorizados pelas empresas. Longe de serem apenas uma tendência passageira, elas têm se consolidado como parte essencial do desenvolvimento humano e da formação de profissionais preparados para o futuro. O que são habilidades socioemocionais? As habilidades socioemocionais são competências relacionadas à forma como as pessoas se conhecem, lidam com emoções, se relacionam com os outros e enfrentam desafios. Elas influenciam desde a maneira como alguém reage diante de uma situação de pressão até a capacidade de trabalhar em equipe, resolver conflitos e se adaptar a mudanças. Para Katia Chedid, líder de governança educacional e socioemocional da Fundação Bradesco, essa construção começa dentro da sala de aula. “Na Fundação Bradesco, o desenvolvimento das competências socioemocionais faz parte da aprendizagem em todas as etapas da educação. Por meio de projetos, atividades colaborativas e espaços de protagonismo, como o Comitê Estudantil, os alunos desenvolvem habilidades como autorregulação, pensamento crítico, empatia e trabalho em equipe. Entendemos que essas competências não são um complemento do ensino, mas uma condição essencial para a aprendizagem e para a formação de cidadãos preparados para os desafios da vida e do mercado de trabalho", explica Katia. O futuro do trabalho exige mais habilidades humanas Segundo o The Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, habilidades como resiliência, flexibilidade, liderança, influência social e aprendizagem contínua estão entre as mais valorizadas pelos empregadores para os próximos anos. Ou seja, o profissional do futuro precisará combinar conhecimentos técnicos com capacidades humanas que favoreçam a colaboração, a resolução de problemas e a capacidade de adaptação em ambientes cada vez mais complexos. Além disso, em um cenário marcado por transformações constantes, a adaptabilidade deixou de ser apenas uma característica desejável e passou a ser uma das competências mais importantes para acompanhar as mudanças do futuro do trabalho. Comunicação e colaboração fazem a diferença Saber se expressar e trabalhar em conjunto são habilidades presentes em praticamente todas as profissões. Projetos desenvolvidos em equipe exigem escuta ativa, respeito às diferenças e disposição para construir soluções coletivas. Da mesma forma, uma comunicação eficiente ajuda a evitar conflitos, fortalece relações e contribui para ambientes mais produtivos. A inteligência emocional, que envolve a capacidade de reconhecer e administrar emoções, também ajuda profissionais a lidar com pressões, conduzir decisões com responsabilidade e construir relacionamentos saudáveis no ambiente de trabalho. Não à toa, empresas buscam pessoas que consigam aliar desempenho a essas competências relacionadas ao convívio e à cooperação. Nesse cenário, instituições como a Fundação Bradesco têm estruturado propostas pedagógicas que colocam o desenvolvimento socioemocional no centro da formação. “Na Fundação Bradesco, transformamos esse conhecimento em práticas pedagógicas que fortalecem tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento humano, formando estudantes preparados para aprender continuamente, enfrentar desafios e atuar de forma ética e colaborativa", afirma a especialista. O papel da escola na formação integral O desenvolvimento dessas habilidades, porém, começa muito antes da entrada no mercado de trabalho. A escola tem um papel fundamental na educação integral dos estudantes e em seu desenvolvimento humano, oferecendo experiências que vão além da transmissão de conteúdos acadêmicos. A aprendizagem socioemocional contribui para que crianças e jovens desenvolvam, desde cedo, habilidades que lhes permitem lidar de forma equilibrada com diferentes situações do cotidiano. Isso significa aprender a trabalhar em equipe, ouvir diferentes pontos de vista, administrar frustrações, adaptar-se a mudanças e se comunicar de forma clara e respeitosa: em suma, viver melhor em sociedade. Atividades colaborativas, projetos interdisciplinares, debates, práticas de escuta e experiências que estimulam a autonomia são exemplos de iniciativas capazes de favorecer esse aprendizado. “A ciência mostra é que o desenvolvimento socioemocional fortalece as funções responsáveis pela autorregulação emocional, pelo controle dos impulsos, pela flexibilidade cognitiva e pela resolução de problemas. Isso faz com que os estudantes aprendam a responder aos conflitos de maneira mais reflexiva e menos impulsiva”, destaca Chedid. Na prática, o objetivo não é eliminar os conflitos, mas ensinar os estudantes a lidarem com eles de forma respeitosa, reduzindo a escalada para situações de violência, como o bullying. Esse é um resultado amplamente sustentado pelas pesquisas internacionais sobre aprendizagem socioemocional. Formação para a vida e para a carreira Com profissões que se transformam rapidamente, conhecimentos técnicos acompanhados de competências cognitivas e habilidades socioemocionais tendem a ampliar as possibilidades de desenvolvimento ao longo da vida e favorecer a empregabilidade. De acordo com a especialista, estudantes que desenvolvem habilidades socioemocionais são mais autônomos, mais conscientes de suas responsabilidades e mais capazes de compreender o impacto de suas escolhas sobre si mesmos e sobre os outros. “Também percebemos avanços importantes na capacidade de estabelecer metas, persistir diante das dificuldades, regular emoções, trabalhar em equipe e tomar decisões mais responsáveis. Do ponto de vista da neurociência, essas mudanças refletem o fortalecimento das funções executivas, que sustentam tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento pessoal e profissional”, pontua Katia. A Fundação Bradesco promove a inclusão e a transformação social por meio do ensino gratuito e de excelência, contribuindo para que crianças e jovens desenvolvam competências essenciais para a vida em sociedade e para os desafios do futuro do trabalho. Saiba mais. #SóAEducaçãoTransforma #HabilidadesParaOFuturo
Habilidades socioemocionais impulsionam a formação dos profissionais do futuro
Piemonte Escrito em 17/08/2026
A formação integral é fundamental para preparar os jovens para os desafios profissionais do futuro Marco Flávio Dominar conteúdos técnicos sempre foi importante, sobretudo em um mercado de trabalho tão especializado. Mas, sozinho, esse tipo de conhecimento já não basta. Em meio a transformações aceleradas e novas formas de colaboração, habilidades como empatia, comunicação e adaptabilidade vêm ganhando espaço entre os atributos mais valorizados pelas empresas. Longe de serem apenas uma tendência passageira, elas têm se consolidado como parte essencial do desenvolvimento humano e da formação de profissionais preparados para o futuro. O que são habilidades socioemocionais? As habilidades socioemocionais são competências relacionadas à forma como as pessoas se conhecem, lidam com emoções, se relacionam com os outros e enfrentam desafios. Elas influenciam desde a maneira como alguém reage diante de uma situação de pressão até a capacidade de trabalhar em equipe, resolver conflitos e se adaptar a mudanças. Para Katia Chedid, líder de governança educacional e socioemocional da Fundação Bradesco, essa construção começa dentro da sala de aula. “Na Fundação Bradesco, o desenvolvimento das competências socioemocionais faz parte da aprendizagem em todas as etapas da educação. Por meio de projetos, atividades colaborativas e espaços de protagonismo, como o Comitê Estudantil, os alunos desenvolvem habilidades como autorregulação, pensamento crítico, empatia e trabalho em equipe. Entendemos que essas competências não são um complemento do ensino, mas uma condição essencial para a aprendizagem e para a formação de cidadãos preparados para os desafios da vida e do mercado de trabalho", explica Katia. O futuro do trabalho exige mais habilidades humanas Segundo o The Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, habilidades como resiliência, flexibilidade, liderança, influência social e aprendizagem contínua estão entre as mais valorizadas pelos empregadores para os próximos anos. Ou seja, o profissional do futuro precisará combinar conhecimentos técnicos com capacidades humanas que favoreçam a colaboração, a resolução de problemas e a capacidade de adaptação em ambientes cada vez mais complexos. Além disso, em um cenário marcado por transformações constantes, a adaptabilidade deixou de ser apenas uma característica desejável e passou a ser uma das competências mais importantes para acompanhar as mudanças do futuro do trabalho. Comunicação e colaboração fazem a diferença Saber se expressar e trabalhar em conjunto são habilidades presentes em praticamente todas as profissões. Projetos desenvolvidos em equipe exigem escuta ativa, respeito às diferenças e disposição para construir soluções coletivas. Da mesma forma, uma comunicação eficiente ajuda a evitar conflitos, fortalece relações e contribui para ambientes mais produtivos. A inteligência emocional, que envolve a capacidade de reconhecer e administrar emoções, também ajuda profissionais a lidar com pressões, conduzir decisões com responsabilidade e construir relacionamentos saudáveis no ambiente de trabalho. Não à toa, empresas buscam pessoas que consigam aliar desempenho a essas competências relacionadas ao convívio e à cooperação. Nesse cenário, instituições como a Fundação Bradesco têm estruturado propostas pedagógicas que colocam o desenvolvimento socioemocional no centro da formação. “Na Fundação Bradesco, transformamos esse conhecimento em práticas pedagógicas que fortalecem tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento humano, formando estudantes preparados para aprender continuamente, enfrentar desafios e atuar de forma ética e colaborativa", afirma a especialista. O papel da escola na formação integral O desenvolvimento dessas habilidades, porém, começa muito antes da entrada no mercado de trabalho. A escola tem um papel fundamental na educação integral dos estudantes e em seu desenvolvimento humano, oferecendo experiências que vão além da transmissão de conteúdos acadêmicos. A aprendizagem socioemocional contribui para que crianças e jovens desenvolvam, desde cedo, habilidades que lhes permitem lidar de forma equilibrada com diferentes situações do cotidiano. Isso significa aprender a trabalhar em equipe, ouvir diferentes pontos de vista, administrar frustrações, adaptar-se a mudanças e se comunicar de forma clara e respeitosa: em suma, viver melhor em sociedade. Atividades colaborativas, projetos interdisciplinares, debates, práticas de escuta e experiências que estimulam a autonomia são exemplos de iniciativas capazes de favorecer esse aprendizado. “A ciência mostra é que o desenvolvimento socioemocional fortalece as funções responsáveis pela autorregulação emocional, pelo controle dos impulsos, pela flexibilidade cognitiva e pela resolução de problemas. Isso faz com que os estudantes aprendam a responder aos conflitos de maneira mais reflexiva e menos impulsiva”, destaca Chedid. Na prática, o objetivo não é eliminar os conflitos, mas ensinar os estudantes a lidarem com eles de forma respeitosa, reduzindo a escalada para situações de violência, como o bullying. Esse é um resultado amplamente sustentado pelas pesquisas internacionais sobre aprendizagem socioemocional. Formação para a vida e para a carreira Com profissões que se transformam rapidamente, conhecimentos técnicos acompanhados de competências cognitivas e habilidades socioemocionais tendem a ampliar as possibilidades de desenvolvimento ao longo da vida e favorecer a empregabilidade. De acordo com a especialista, estudantes que desenvolvem habilidades socioemocionais são mais autônomos, mais conscientes de suas responsabilidades e mais capazes de compreender o impacto de suas escolhas sobre si mesmos e sobre os outros. “Também percebemos avanços importantes na capacidade de estabelecer metas, persistir diante das dificuldades, regular emoções, trabalhar em equipe e tomar decisões mais responsáveis. Do ponto de vista da neurociência, essas mudanças refletem o fortalecimento das funções executivas, que sustentam tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento pessoal e profissional”, pontua Katia. A Fundação Bradesco promove a inclusão e a transformação social por meio do ensino gratuito e de excelência, contribuindo para que crianças e jovens desenvolvam competências essenciais para a vida em sociedade e para os desafios do futuro do trabalho. Saiba mais. #SóAEducaçãoTransforma #HabilidadesParaOFuturo
