Antes de anunciar pausa, Ariana Grande cantou sobre relação com holofotes no disco ‘Petal’ Título: "Petal" Artista: Ariana Grande Nota: 7/10 Dias antes de anunciar uma pausa na carreira, Ariana Grande deixou pistas de que estava revendo sua relação com os holofotes. No disco "Petal", lançado nesta sexta (31), ela se debruça sobre sua relação com a fama, dor e amor — romântico, sim, mas principalmente o amor dos fãs. "Todas as minhas histórias favoritas / Terminam em algum tipo de catástrofe / Mas eu não preciso que alguém me salve / Porque esta música e eu nunca morreremos", entoa a cantora no início da faixa-título. Por que Ariana Grande vai pausar sua carreira e evitar aparições públicas O nome "Petal" vem do verso "petal on the pavement" (pétala na calçada): algo delicado e frágil, solto em meio hostil, que vai se desgastando com o tempo. É curioso o uso dessa metáfora da fragilidade. Nos últimos anos, a cantora alarmou seus fãs ao perder peso continuamente (e agora, anuncia que vai se afastar dos holofotes devido ao "escrutínio público incessante"). Ninguém sabe o que está acontecendo com Ariana, uma figura pública cuja imagem, mais do que nunca, tem se tornado ponto de discussão. E, por isso, esse álbum poderia contar um pouco do lado dela. Ariana Grande em imagem de divulgação do disco 'Petal' (2026) Divulgação Em um vídeo publicado no Instagram, a artista disse que "Petal" seria um disco honesto, feito com uma certa raiva até. Em algumas letras, ela mostra que tem suas questões com a fama e se pergunta o que deixou de viver por ser famosa. "Algum dia, todas as sementes vão abrir / Toda a vida humana que eu sonhei / Será real se eu começar de novo", canta em "Freak". Mas, ao mesmo tempo que há pinceladas de como Ariana vem se sentindo, o álbum soa meio nebuloso — e é mais melancólico que raivoso. Talvez seja culpa da combinação entre letras e som. Musicalmente, "Petal" continua a transição sonora que ela começou nos últimos discos. Há menos do pop com influências de R&B e trap que a firmou (mas que aparece levemente na faixa-título) e ela caminha para um som mais etéreo e eletrônico, calcado na influência de sua ídola Imogen Heap (nítida na faixa final, "Nobody Nowhere"). O disco "Eternal Sunshine" (2024) já abria esse caminho, mas soava mais cristalino e esperançoso; "Petal" é mais abafado e, em várias músicas, Ariana soa escondida na mixagem. Ainda há ecos daquela persona sexy e ousada de outrora, como em "Big Feelings". Mas, pelos vocais, parece que nem ela quer mais o papel da "mulher perigosa" que já encarnou. Afinal, ela agora é uma pétala. Ariana Grande em imagem de divulgação do disco 'Petal' (2026) Divulgação Nada no som desse disco é brutal, nem mesmo os vocais. Aqui, Ariana deixa o belting de lado quase por completo e prefere harmonias que servem de "cama" para uma linha de voz também contida. Em vez disso, o foco está mais na produção, que Ariana assina ao lado do sueco Ilya. Ela até arrisca umas novas sonoridades, como o garage "Oh Well" e o interlúdio "Warning Signs", que brinca com synths e distorções para terminar em um verso dolorido: "Eu só quero que alguém me ouça". De modo geral, esse é o tom de "Petal": há boas ideias em músicas delicadas, que mostram uma artista refletindo sobre sua vida. Mas o resultado é pouco marcante, esmaecido, como nas fotos de divulgação.
Antes de pausa, Ariana Grande refletiu sobre fama em disco delicado, mas pouco marcante
Piemonte Escrito em 04/08/2026
Antes de anunciar pausa, Ariana Grande cantou sobre relação com holofotes no disco ‘Petal’ Título: "Petal" Artista: Ariana Grande Nota: 7/10 Dias antes de anunciar uma pausa na carreira, Ariana Grande deixou pistas de que estava revendo sua relação com os holofotes. No disco "Petal", lançado nesta sexta (31), ela se debruça sobre sua relação com a fama, dor e amor — romântico, sim, mas principalmente o amor dos fãs. "Todas as minhas histórias favoritas / Terminam em algum tipo de catástrofe / Mas eu não preciso que alguém me salve / Porque esta música e eu nunca morreremos", entoa a cantora no início da faixa-título. Por que Ariana Grande vai pausar sua carreira e evitar aparições públicas O nome "Petal" vem do verso "petal on the pavement" (pétala na calçada): algo delicado e frágil, solto em meio hostil, que vai se desgastando com o tempo. É curioso o uso dessa metáfora da fragilidade. Nos últimos anos, a cantora alarmou seus fãs ao perder peso continuamente (e agora, anuncia que vai se afastar dos holofotes devido ao "escrutínio público incessante"). Ninguém sabe o que está acontecendo com Ariana, uma figura pública cuja imagem, mais do que nunca, tem se tornado ponto de discussão. E, por isso, esse álbum poderia contar um pouco do lado dela. Ariana Grande em imagem de divulgação do disco 'Petal' (2026) Divulgação Em um vídeo publicado no Instagram, a artista disse que "Petal" seria um disco honesto, feito com uma certa raiva até. Em algumas letras, ela mostra que tem suas questões com a fama e se pergunta o que deixou de viver por ser famosa. "Algum dia, todas as sementes vão abrir / Toda a vida humana que eu sonhei / Será real se eu começar de novo", canta em "Freak". Mas, ao mesmo tempo que há pinceladas de como Ariana vem se sentindo, o álbum soa meio nebuloso — e é mais melancólico que raivoso. Talvez seja culpa da combinação entre letras e som. Musicalmente, "Petal" continua a transição sonora que ela começou nos últimos discos. Há menos do pop com influências de R&B e trap que a firmou (mas que aparece levemente na faixa-título) e ela caminha para um som mais etéreo e eletrônico, calcado na influência de sua ídola Imogen Heap (nítida na faixa final, "Nobody Nowhere"). O disco "Eternal Sunshine" (2024) já abria esse caminho, mas soava mais cristalino e esperançoso; "Petal" é mais abafado e, em várias músicas, Ariana soa escondida na mixagem. Ainda há ecos daquela persona sexy e ousada de outrora, como em "Big Feelings". Mas, pelos vocais, parece que nem ela quer mais o papel da "mulher perigosa" que já encarnou. Afinal, ela agora é uma pétala. Ariana Grande em imagem de divulgação do disco 'Petal' (2026) Divulgação Nada no som desse disco é brutal, nem mesmo os vocais. Aqui, Ariana deixa o belting de lado quase por completo e prefere harmonias que servem de "cama" para uma linha de voz também contida. Em vez disso, o foco está mais na produção, que Ariana assina ao lado do sueco Ilya. Ela até arrisca umas novas sonoridades, como o garage "Oh Well" e o interlúdio "Warning Signs", que brinca com synths e distorções para terminar em um verso dolorido: "Eu só quero que alguém me ouça". De modo geral, esse é o tom de "Petal": há boas ideias em músicas delicadas, que mostram uma artista refletindo sobre sua vida. Mas o resultado é pouco marcante, esmaecido, como nas fotos de divulgação.
