Antúrio das Pedras: nova espécie de planta é descoberta em propriedade rural no ES

Piemonte Escrito em 01/02/2026


Nova espécie de planta do ES: antúrio das pedras é descoberta em propriedade de Linhares O Antúrio das Pedras é a mais recente descoberta da bioversidade capixaba. A planta foi encontrada durante uma expedição científica realizada de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O trabalho do grupo tinha como objetivo mapear espécies que estão ameaçadas de extinção, além de buscar novas plantas na região. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "A gente montou uma equipe multidisciplinar e fomos para essa região de Linhares. Lá, selecionamos algumas áreas para fazer esse levantamento", disse o botânico Ricardo Ribeiro. Durante a pesquisa, quase 100 amostras botânicas foram coletadas para análise, entre elas a do Antúrio das Pedras que crescia sobre as rochas e que, até então, era desconhecida. Antúrio das Pedras foi descoberta no Espírito Santo pelo botânico Ricardo Ribeiro Reprodução/TV Gazeta O nome foi escolhido exatamente pelo fato dessa planta ter característica de se desenvolver em meio a formações rochosas. O nome científico é anturium petraeum. LEIA TAMBÉM: SURPRESA EM CASA: Empreendedora que descobriu colmeia gigante no teto de apartamento experimentou mel: 'Uma delícia e feito em casa' HOTEL DE PLANTAS: administradora deixa carreira corporativa e abre negócio para cuidar de jardins de viajantes COM MEDO: Banhistas relatam ataque de piranhas em lagoa; prefeitura investiga caso A planta foi encontrada em uma propriedade rural, em 2022, no distrito de São Rafael, interior de Linhares, na Região Norte do Espírito Santo. A partir dessa descoberta, já são três anos de estudo: os pesquisadores analisaram os materiais coletados e compararam com várias espécies similares até que a planta fosse, de fato, reconhecida como uma nova espécie. Antúrio das Pedras foi descoberta no Espírito Santo pelo botânico Ricardo Ribeiro Reprodução/TV Gazeta Outras descobertas recentes no ES Essa não foi a única descoberta recente na fauna capixaba. Também em Linhares, o monitoramento de um papagaio ameaçado de extinção acabou revelando outra raridade escondida da Mata Atlântica. Enquanto acompanhavam o comportamento do chauá, pesquisadores identificaram novas populações de um ipê-amarelo que corre sério risco de extinção. A descoberta, feita durante o acompanhamento de 34 indivíduos do chauá, foi publicada na revista internacional "Oryx – The International Journal of Conservation". Segundo os autores, o trabalho mostra como a observação de uma espécie pode abrir caminho para conhecer melhor outras, especialmente em áreas que seguem sob forte impacto ambiental desde o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana (MG), em 2015. Os cientistas perceberam que os papagaios pousavam e se alimentavam em árvores floridas de um tipo de ipê-amarelo raro na região. Curiosos com o comportamento, passaram a registrar a localização dessas árvores e confirmaram que se tratava de uma espécie listada como ameaçada no Espírito Santo e em outros estados. No total, foram mapeados oito ipês, todos em plena floração. Cinco estavam em fragmentos de floresta e três em áreas abertas, como pastagens e plantações de cacau. Essa espécie específica está classificada como risco crítico de extinção. Pesquisadores encontram espécie rara de ipê enquanto monitoravam papagaios no ES Divulgação INMA Com até 35 metros de altura e copas repletas de flores amarelas, as árvores se destacavam na paisagem e funcionavam como importantes fontes de alimento para diferentes espécies de aves. Outra descoberta Uma nova espécie de bromélia também foi encontrada por pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) em Nova Venécia, no Noroeste do estado. A planta, encontrada em setembro de 2024 e batizada de "dama-escarlate", já foi classificada como criticamente em perigo de extinção e pode desaparecer. O nome científico da espécie é Stigmatodon vinosus. Ela foi localizada pela primeira vez em um inselberg, formação rochosa isolada que abriga biodiversidade única. A coleta faz parte do projeto "Inventário da flora vascular rupícola em inselbergs negligenciados no Espírito Santo", que busca mapear a flora de formações rochosas fora de áreas de conservação. O formato da planta é associado a uma mulher usando espartilho e, por isso, recebeu o nome popular de "dama-escarlate", no Espírito Santo Vitor Manhães/ Divulgação A pesquisa foi liderada pelo doutor em ciências biológicas Vitor Manhães e pelo botânico Dayvid Couto, ambos do INMA. Também participou da expedição o magistrado Elton Leme, pesquisador colaborador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo