Orientado a ter maior presença nas redes sociais, Lula divulgou vídeo no Instagram nesta quarta (7) Reprodução/Instagram O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, admitiu nesta quarta-feira (7) resistência a uma presença mais intensa nas redes sociais, no momento em que sua campanha reforça a estratégia digital para o segundo turno. Após o primeiro turno, integrantes da campanha passaram a defender maior participação do presidente nas redes sociais. Entre as ações em discussão está uma espécie de “força-tarefa digital”, com jovens políticos eleitos e influenciadores. A campanha também vinha encontrando resistência de Lula à gravação de vídeos mais informais. “Me enche o saco o tempo inteiro [...] que eu tenho que falar na rede, que eu tenho que falar no celular, que eu tenho que ficar com o celular na mão", afirmou. Lula defende o fim da escala 6 X 1 O presidente disse também que prefere fazer manifestações pontuais. As falas foram feitas durante uma conversa com correligionários do PT, em Brasília. “Eu gosto de falar somente o essencial. Eu não gosto de ficar vendo notícia. Eu não gosto", prosseguiu. Lula disse ainda que não tem o hábito de acompanhar constantemente o celular e prefere se manifestar apenas quando considera necessário. Na sequência, ao relatar a insistência para que produza conteúdo, afirmou que havia decidido atender à cobrança nesta quarta. “Faz um, faz um [...] Eu não gosto. Hoje eu resolvi fazer", prosseguiu. Na manhã desta quarta, o presidente já publicou um vídeo selfie convocando apoiadores a conversar com eleitores. Minutos depois, soltou outro vídeo, em primeira pessoa, falando da escala 6X1, uma das bandeiras da campanha (leia mais abaixo). Na ocasião, Lula questionou como o adversário, senador Flávio Bolsonaro, votaria e como encaminharia o voto do PL sobre o tema da redução da jornada de trabalho. Em outro momento, Lula voltou ao assunto e pediu aos parlamentares que divulguem entre seus eleitores e comunidades a proposta de acabar com a escala 6x1. “É muito importante que vocês, que são parlamentares, divulguem onde vocês moram, divulguem para os povos que vocês conhecem, para os eleitores de vocês, para o pessoal da comunidade de vocês, o significado do fim da escala seis por um”, afirmou. Lula disse que a redução da jornada permitiria aos trabalhadores ter dois dias de descanso por semana e afirmou que a mudança beneficiaria especialmente as mulheres, que, segundo ele, acumulam o trabalho fora de casa com tarefas domésticas. O presidente também voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a apoiar a proposta: “Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável.” Lula Divulgação Comunicação de campanha Ao discutir a comunicação da campanha, Lula afirmou ainda que é preciso encontrar uma forma de mobilizar eleitores que, segundo ele, não apoiam a extrema direita, mas estão desanimados. O presidente também defendeu uma reação mais rápida a notícias negativas e ao que classificou como mentiras disseminadas por adversários. A conversa estava sendo transmitida ao vivo por volta das 13h35, mas acabou sendo interrompida.
Lula admite resistência às redes após campanha cobrar maior presença digital no 2º turno
Piemonte Escrito em 07/10/2026
Orientado a ter maior presença nas redes sociais, Lula divulgou vídeo no Instagram nesta quarta (7) Reprodução/Instagram O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, admitiu nesta quarta-feira (7) resistência a uma presença mais intensa nas redes sociais, no momento em que sua campanha reforça a estratégia digital para o segundo turno. Após o primeiro turno, integrantes da campanha passaram a defender maior participação do presidente nas redes sociais. Entre as ações em discussão está uma espécie de “força-tarefa digital”, com jovens políticos eleitos e influenciadores. A campanha também vinha encontrando resistência de Lula à gravação de vídeos mais informais. “Me enche o saco o tempo inteiro [...] que eu tenho que falar na rede, que eu tenho que falar no celular, que eu tenho que ficar com o celular na mão", afirmou. Lula defende o fim da escala 6 X 1 O presidente disse também que prefere fazer manifestações pontuais. As falas foram feitas durante uma conversa com correligionários do PT, em Brasília. “Eu gosto de falar somente o essencial. Eu não gosto de ficar vendo notícia. Eu não gosto", prosseguiu. Lula disse ainda que não tem o hábito de acompanhar constantemente o celular e prefere se manifestar apenas quando considera necessário. Na sequência, ao relatar a insistência para que produza conteúdo, afirmou que havia decidido atender à cobrança nesta quarta. “Faz um, faz um [...] Eu não gosto. Hoje eu resolvi fazer", prosseguiu. Na manhã desta quarta, o presidente já publicou um vídeo selfie convocando apoiadores a conversar com eleitores. Minutos depois, soltou outro vídeo, em primeira pessoa, falando da escala 6X1, uma das bandeiras da campanha (leia mais abaixo). Na ocasião, Lula questionou como o adversário, senador Flávio Bolsonaro, votaria e como encaminharia o voto do PL sobre o tema da redução da jornada de trabalho. Em outro momento, Lula voltou ao assunto e pediu aos parlamentares que divulguem entre seus eleitores e comunidades a proposta de acabar com a escala 6x1. “É muito importante que vocês, que são parlamentares, divulguem onde vocês moram, divulguem para os povos que vocês conhecem, para os eleitores de vocês, para o pessoal da comunidade de vocês, o significado do fim da escala seis por um”, afirmou. Lula disse que a redução da jornada permitiria aos trabalhadores ter dois dias de descanso por semana e afirmou que a mudança beneficiaria especialmente as mulheres, que, segundo ele, acumulam o trabalho fora de casa com tarefas domésticas. O presidente também voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a apoiar a proposta: “Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável.” Lula Divulgação Comunicação de campanha Ao discutir a comunicação da campanha, Lula afirmou ainda que é preciso encontrar uma forma de mobilizar eleitores que, segundo ele, não apoiam a extrema direita, mas estão desanimados. O presidente também defendeu uma reação mais rápida a notícias negativas e ao que classificou como mentiras disseminadas por adversários. A conversa estava sendo transmitida ao vivo por volta das 13h35, mas acabou sendo interrompida.
