Júri do caso Henry Borel Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e presa acusada de participação na morte da criança em 2021, começou a ser interrogada no julgamento do caso por volta das 10h30 desta terça-feira (2). O júri do caso Henry Borel, chega ao 9º dia. Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, acusado de agredir a criança, foi retirado do plenário no início do interrogatório dela. Monique afirmou que Henry, inicialmente, gostou de Jairinho, que sempre dava presentes. Porém, no final de janeiro, aconteceu um episódio de um "abraço apertado" de Jairinho que fez com que ela percebesse que algo tinha mudado. " O Leniel (pai da criança) disse que o Henry relatou um abraço apertado do Jairinho. 'Eu quero que você fale para ele que não quero abraço no meu filho', e eu acatei o pedido do pai. Chamei o Jairinho, o Leniel disse que não queria mais abraço, e eles deram um aperto de mão amistoso", relatou Monique. Jairinho será ouvido depois de Monique Uma decisão da 7ª Câmara Criminal do Rio determinou que Jairinho só seja interrogado depois da ex-namorada e corré. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O pedido foi feito pelos advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher, que argumentaram que Monique acusa o ex-vereador de ter cometido o crime sozinho e, por isso, o depoimento dela antes do dele é essencial para que a defesa possa conhecer integralmente as acusações e se manifestar de forma adequada. Antes do início do julgamento, o advogado de Monique, Hugo Novais, afirmou que ela não deixará de responder a nenhuma pergunta. “Monique vai responder a tudo que for perguntado, evidentemente que de maneira estratégica”. Segundo o advogado, Monique foi levada a júri por machismo e misoginia. “Por uma visão distorcida, por uma ótica de misoginia, de machismo, se atribuiu uma responsabilidade penal a uma mulher, pautado único, exclusivamente, num comportamento que se deveria ter, mas que não foi correspondido, dizendo que uma mãe foi ao salão depois do enterro do filho”, ressaltou Novais. Monique, mãe do menino Henry Borel, depõe em tribunal nesta quarta-feira (9) Paulo Carneiro/PhotoPress/Estadão Conteúdo Até 10h de debate Após os interrogatórios dos réus, começam os debates entre acusação e defesa. Nessa fase, o Ministério Público e os assistentes de acusação terão entre 2h30 e 3h para apresentar aos jurados suas teses sobre o caso. As defesas também terão um período igual para sustentar seus argumentos. Como há dois réus, Jairinho e Monique Medeiros, os advogados precisarão dividir esse tempo entre as duas bancas de defesa. Depois das sustentações iniciais, a acusação poderá fazer uma réplica, com duração de até 2h. Em seguida, as defesas terão direito à tréplica, também de até duas horas (1h para cada réu). Somadas todas as manifestações, a fase de debates pode ultrapassar dez horas e se estender por grande parte de um dia de julgamento. Jairinho e Monique no banco dos réus Reprodução/TV Globo Depois do debate, os sete jurados do Conselho de Sentença responderão quesitos sobre materialidade e autoria dos crimes. Os quesitos são formulados de forma distinta para cada um dos réus. A decisão é tomada por maioria de votos. Quando a votação for concluída, a juíza Elizabeth Machado Louro chamará todas as partes e vai proferir a sentença, estabelecendo a dosimetria das penas. 22 testemunhas ouvidas Até a segunda-feira (1), 22 testemunhas foram ouvidas: 13 de acusação e 9 pelas duas defesas. Durante o julgamento, cinco testemunhas foram dispensadas pelos advogados de Monique e Jairinho. Desde o início da sessão, no dia 25 de maio, testemunhas de acusação, peritos, policiais, profissionais de saúde, ex-companheiras de Jairinho e pessoas que conviveram com o casal apresentaram versões e informações que ajudam a reconstruir os últimos meses de vida da criança. LEIA TAMBÉM: Houve homicídio por espancamento, diz perito sobre morte de Henry Borel Irmão diz que Monique Medeiros foi obrigada por advogado a mentir Monique Medeiros passa mal ao ver imagens do corpo de Henry Borel Depoimento de Leniel sobre morte do filho passa de 10 horas Depoimento de Leniel Borel, pai do menino Henry, durou quase 10 horas Veja quais foram as testemunhas ouvidas até segunda-feira: Ministério Público e Assistência de acusação Edson Henrique Damasceno Ana Carolina Lemos Medeiros De Caldas Rafael Bernardon Ribeiro; Maria Cristina De Souza Azevedo Kaylane De Oliveira Duarte Pereira; Natasha De Oliveira Machado Debora Mello Saraiva Leila Rosângela De Souza Mattos Tereza Cristina Dos Santos Paloma Dos Santos Meireles Luiz Carlos Leal Prestes Luiz Airton Saavedra Leniel Borel Defesa de Monique Bryan Medeiros Ari Mamede Márcia Eduarda Andrade Oliveira Thayna De Oliveira Ferreira (Babá) Defesa de Jairinho Jairo Souza Santos Fernanda Abidu Figueiredo Miriam Santos Rabelo Costa Leonardo Huber Tauil Jefferson Evangelista Corrêa
Justiça interroga Monique Medeiros no júri de Henry Borel; Jairinho é retirado do plenário
Piemonte Escrito em 02/06/2026
Júri do caso Henry Borel Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e presa acusada de participação na morte da criança em 2021, começou a ser interrogada no julgamento do caso por volta das 10h30 desta terça-feira (2). O júri do caso Henry Borel, chega ao 9º dia. Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, acusado de agredir a criança, foi retirado do plenário no início do interrogatório dela. Monique afirmou que Henry, inicialmente, gostou de Jairinho, que sempre dava presentes. Porém, no final de janeiro, aconteceu um episódio de um "abraço apertado" de Jairinho que fez com que ela percebesse que algo tinha mudado. " O Leniel (pai da criança) disse que o Henry relatou um abraço apertado do Jairinho. 'Eu quero que você fale para ele que não quero abraço no meu filho', e eu acatei o pedido do pai. Chamei o Jairinho, o Leniel disse que não queria mais abraço, e eles deram um aperto de mão amistoso", relatou Monique. Jairinho será ouvido depois de Monique Uma decisão da 7ª Câmara Criminal do Rio determinou que Jairinho só seja interrogado depois da ex-namorada e corré. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O pedido foi feito pelos advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher, que argumentaram que Monique acusa o ex-vereador de ter cometido o crime sozinho e, por isso, o depoimento dela antes do dele é essencial para que a defesa possa conhecer integralmente as acusações e se manifestar de forma adequada. Antes do início do julgamento, o advogado de Monique, Hugo Novais, afirmou que ela não deixará de responder a nenhuma pergunta. “Monique vai responder a tudo que for perguntado, evidentemente que de maneira estratégica”. Segundo o advogado, Monique foi levada a júri por machismo e misoginia. “Por uma visão distorcida, por uma ótica de misoginia, de machismo, se atribuiu uma responsabilidade penal a uma mulher, pautado único, exclusivamente, num comportamento que se deveria ter, mas que não foi correspondido, dizendo que uma mãe foi ao salão depois do enterro do filho”, ressaltou Novais. Monique, mãe do menino Henry Borel, depõe em tribunal nesta quarta-feira (9) Paulo Carneiro/PhotoPress/Estadão Conteúdo Até 10h de debate Após os interrogatórios dos réus, começam os debates entre acusação e defesa. Nessa fase, o Ministério Público e os assistentes de acusação terão entre 2h30 e 3h para apresentar aos jurados suas teses sobre o caso. As defesas também terão um período igual para sustentar seus argumentos. Como há dois réus, Jairinho e Monique Medeiros, os advogados precisarão dividir esse tempo entre as duas bancas de defesa. Depois das sustentações iniciais, a acusação poderá fazer uma réplica, com duração de até 2h. Em seguida, as defesas terão direito à tréplica, também de até duas horas (1h para cada réu). Somadas todas as manifestações, a fase de debates pode ultrapassar dez horas e se estender por grande parte de um dia de julgamento. Jairinho e Monique no banco dos réus Reprodução/TV Globo Depois do debate, os sete jurados do Conselho de Sentença responderão quesitos sobre materialidade e autoria dos crimes. Os quesitos são formulados de forma distinta para cada um dos réus. A decisão é tomada por maioria de votos. Quando a votação for concluída, a juíza Elizabeth Machado Louro chamará todas as partes e vai proferir a sentença, estabelecendo a dosimetria das penas. 22 testemunhas ouvidas Até a segunda-feira (1), 22 testemunhas foram ouvidas: 13 de acusação e 9 pelas duas defesas. Durante o julgamento, cinco testemunhas foram dispensadas pelos advogados de Monique e Jairinho. Desde o início da sessão, no dia 25 de maio, testemunhas de acusação, peritos, policiais, profissionais de saúde, ex-companheiras de Jairinho e pessoas que conviveram com o casal apresentaram versões e informações que ajudam a reconstruir os últimos meses de vida da criança. LEIA TAMBÉM: Houve homicídio por espancamento, diz perito sobre morte de Henry Borel Irmão diz que Monique Medeiros foi obrigada por advogado a mentir Monique Medeiros passa mal ao ver imagens do corpo de Henry Borel Depoimento de Leniel sobre morte do filho passa de 10 horas Depoimento de Leniel Borel, pai do menino Henry, durou quase 10 horas Veja quais foram as testemunhas ouvidas até segunda-feira: Ministério Público e Assistência de acusação Edson Henrique Damasceno Ana Carolina Lemos Medeiros De Caldas Rafael Bernardon Ribeiro; Maria Cristina De Souza Azevedo Kaylane De Oliveira Duarte Pereira; Natasha De Oliveira Machado Debora Mello Saraiva Leila Rosângela De Souza Mattos Tereza Cristina Dos Santos Paloma Dos Santos Meireles Luiz Carlos Leal Prestes Luiz Airton Saavedra Leniel Borel Defesa de Monique Bryan Medeiros Ari Mamede Márcia Eduarda Andrade Oliveira Thayna De Oliveira Ferreira (Babá) Defesa de Jairinho Jairo Souza Santos Fernanda Abidu Figueiredo Miriam Santos Rabelo Costa Leonardo Huber Tauil Jefferson Evangelista Corrêa
