Pela segunda vez em 10 dias, RS conta os estragos deixados pelo mau tempo

Piemonte Escrito em 08/08/2026


Rio Grande do Sul volta a contabilizar estragos após novo ciclone Pela segunda vez em dez dias, o Rio Grande do Sul amanheceu contando os estragos deixados pelo mau tempo. Desta vez, por causa de um ciclone-bomba. Mais de 100 cidades registraram danos, quase 300 mil imóveis ficaram sem luz. Uma pessoa morreu. O temporal tirou mais de 2 mil pessoas de casa em todo o estado. Em Minas do Leão, o vento destelhou 300 imóveis. Em Montenegro, a Defesa Civil confirmou a morte de Maicon Veríssimo Milk, de 33 anos. Ele pilotava uma moto quando bateu em uma árvore derrubada pelo temporal. O vento na cidade chegou a 84 km/h. Estourou as vidraças de uma academia e arrancou o telhado de mais de 90 casas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em Canoas, dia de muito trabalho. Em uma loja de materiais de construção, o telhado não resistiu à ventania e acabou preso na árvore. Pela segunda vez em 10 dias, RS conta os estragos deixados pelo mau tempo Jornal Nacional/ Reprodução Em Porto Alegre, moradores e funcionários da companhia de energia elétrica trabalharam juntos para liberar as ruas. Árvores derrubadas pelo vento bloquearam o trânsito, atingiram a rede elétrica e deixaram milhares de casas sem luz. “Foi umas rajadas bem forte, foi de assustar para mim, foi bem feio. E eu comecei a ouvir as coisas voando, tudo começou a me dar uma tremedeira, tudo, me ajoelhei, comecei a orar”, conta a aposentada Clarice Pereira. As rajadas de vento chegaram a 120 km/h. “Tive que deixar o carro longe e vim pelo meio dos galhos e para poder chegar e ver qual era a situação do pessoal em casa. Foi algo atípico. Nosso maior problema seria as árvores antigas, árvores muito velhas. Elas não resistem ao vento e acabam danificando calçada, acabam danificando tudo. Foi muito pânico. Quem estava em casa relatou que foi terror”, diz o técnico de enfermagem Marcio Lemos. O vento arrancou o telhado de um prédio. Parte da estrutura parou do outro lado da rua. “A gente reza. É isso. Não tem o que fazer. Foi muito horrível, foi bem feio", conta uma moradora. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional