Golpe do 'falso advogado' faz vítimas em Monte Alegre, no PA; saiba como se proteger

Piemonte Escrito em 12/06/2026


Para dar credibilidade ao golpe, os estelionatários utilizam informações reais, entrando em contato pelo WhatsApp usando fotos autênticas dos profissionais, números de registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até detalhes verídicos dos processos judiciais das vítimas. Reprodução/TV Tapajós Moradores de Monte Alegre, no oeste do Pará, têm sido alvo de uma fraude conhecida como o "golpe do falso advogado". Usando aplicativos de mensagens, criminosos se passam por profissionais do direito ou funcionários de escritórios jurídicos para extorquir dinheiro de pessoas que possuem ações na Justiça. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Para dar credibilidade ao golpe, os estelionatários utilizam informações reais. Eles entram em contato pelo WhatsApp usando fotos autênticas dos profissionais, números de registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até detalhes verídicos dos processos judiciais das vítimas. Uma moradora da cidade, que preferiu não se identificar, quase perdeu dinheiro após receber cobranças suspeitas. Ela desconfiou da abordagem porque nunca havia conversado com a pessoa da foto e decidiu tirar a prova. "Liguei para o meu advogado e perguntei se aquele rapaz era da empresa. Ele disse: 'Ainda bem que você não caiu, porque esse rapaz eu também não conheço'", relatou. O presidente da subseção da OAB em Monte Alegre, Ruan Patrick, explica que o problema ocorre em nível nacional e faz vítimas também entre os advogados, que têm a imagem associada ao crime. Ele alerta que a resolução de trâmites judiciais exige tempo e não acontece de maneira informal. Falso advogado: criminosos enganam moradores e geram prejuízos na cidade de Monte Alegre "A pessoa entrou com um processo e, de uma semana para a outra, o golpista entra em contato dizendo que já foi resolvido. É todo um caminho que você vai percorrer. Jamais faça pagamentos por intermédio de Pix por contato de WhatsApp", orientou Ruan Patrick. A principal recomendação de segurança é nunca firmar contratos ou realizar transferências financeiras baseadas apenas em conversas de redes sociais. O cliente deve sempre procurar o espaço físico do escritório de advocacia para acompanhar o andamento da ação e confirmar a veracidade de qualquer cobrança. Caso a pessoa caia no golpe, a primeira medida é registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia. Em seguida, a vítima deve acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) diretamente no seu aplicativo bancário, um recurso criado pelo Banco Central para tentar bloquear e restituir valores transferidos em fraudes. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região