Príncipe Harry e Meghan vão voltar a viver no Reino Unido A notícia de que o príncipe Harry voltará a viver no Reino Unido com sua família nas próximas semanas gerou grande repercussão no Reino Unido, e a imprensa britânica já começou a questionar se o retorno de Harry signficará, também, a reconciliação com seu irmão mais velho e herdeiro do trono, o príncipe William. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Wiliam e Harry, segundo a imprensa britânica, não se falam, e o caçula confirmou em sua biografia haver desavenças entre os dois. William não reagiu oficialmente à notícia do retorno de Harry, seis anos após sua partida para a Califórnia com a esposa Meghan Markle e os dois filhos. Especialistas na família real britânica ouvidos pela agência de notícias AFP afirmaram que o cenário parece improvável a curto prazo. "Não acredito que (William) vá reagir, mas sabemos o que pensa: está muito chateado", afirma o especialista em realeza Richard Fitzwilliams. Fitzwilliams disse não acreditar em uma reaproximação. "William se oporia categoricamente. Ele considera que Harry o traiu". Ed Owens, especialista em monarquia britânica, acredita em um perdão mais tardio. Ele afirma achar que, ao ascender ao trono, William será também governador supremo da Igreja da Inglaterra, um cargo que traz "uma dimensão moral". Em sua opinião, "caberá então a William perdoar o irmão". Príncipes William e Harry, em foto de 5 de setembro de 2017 Toby Melville / AP 👉 A distância entre os dois se ampliou em um contexto de rivalidade e revelações impactantes. O livro autobiográfico de Harry, "O que sobra", publicado em janeiro de 2023, agravou a situação. Os príncipes não são vistos juntos desde setembro de 2022, após a morte da avó, a rainha Elizabeth II. O câncer de seu pai, Charles III, divulgado no início de 2024, não os aproximou. Segundo a imprensa britânica, William sequer quis informar o irmão sobre o câncer de sua esposa Catherine em 2024, algo que Harry soube pela imprensa. Revelações em grande escala Foto de arquivo mostra os príncipes William (à esquerda) e o Harry durante o funeral da mãe, Princesa Diana, em setembro de 1997 Adam Butler / AFP Em 1997, os irmãos comoveram o mundo enquanto caminhavam solenemente atrás do caixão da mãe, que morreu em um acidente de trânsito em Paris. A princesa Diana tinha feito seus filhos prometerem que permaneceriam sempre unidos. Nos anos seguintes, seus altos e baixos foram tema de milhares de reportagens, que os apresentavam como inseparáveis, embora constantemente em oposição. William era o irmão mais velho responsável, enquanto Harry era protagonista de escândalos que iam do consumo de drogas a se fantasiar de nazista. Quando William conheceu Kate Middleton, Harry a descreveu como "uma irmã mais do que uma cunhada".Mas quando Harry apresentou a atriz americana Meghan Markle, em 2016, o herdeiro do trono reagiu com frieza e lhe aconselhou que não se precipitasse, conta Harry em seu livro. Os tabloides sensacionalistas comparavam as esposas como uma princesa impecável e popular, no caso de William, e uma atriz americana caprichosa, no de Harry. Afetados por essa situação, Harry e Meghan anunciaram em 2020 que renunciavam a suas obrigações como membros da família real e se instalaram nos Estados Unidos. 👉 Harry fez comentários sobre a monarquia britânica, com acusações de racismo e insinuações sobre Kate Middleton, com quem William teria se casado porque "se encaixa no padrão". 'Arqui-inimigo' Mais tarde, em sua autobiografia, o duque de Sussex se referiria a William como seu "amado irmão" e seu "arqui-inimigo". No livro, ele o descreve como uma pessoa de temperamento irascível e o acusa de tê-lo "jogado no chão" durante uma discussão sobre Meghan em 2019. Harry também relata a dor de ter sido "sua sombra, seu substituto, seu plano B".
Volta de Harry ao Reino Unido não deve significar reconciliação imediata com William, dizem especialistas
Piemonte Escrito em 21/08/2026
Príncipe Harry e Meghan vão voltar a viver no Reino Unido A notícia de que o príncipe Harry voltará a viver no Reino Unido com sua família nas próximas semanas gerou grande repercussão no Reino Unido, e a imprensa britânica já começou a questionar se o retorno de Harry signficará, também, a reconciliação com seu irmão mais velho e herdeiro do trono, o príncipe William. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Wiliam e Harry, segundo a imprensa britânica, não se falam, e o caçula confirmou em sua biografia haver desavenças entre os dois. William não reagiu oficialmente à notícia do retorno de Harry, seis anos após sua partida para a Califórnia com a esposa Meghan Markle e os dois filhos. Especialistas na família real britânica ouvidos pela agência de notícias AFP afirmaram que o cenário parece improvável a curto prazo. "Não acredito que (William) vá reagir, mas sabemos o que pensa: está muito chateado", afirma o especialista em realeza Richard Fitzwilliams. Fitzwilliams disse não acreditar em uma reaproximação. "William se oporia categoricamente. Ele considera que Harry o traiu". Ed Owens, especialista em monarquia britânica, acredita em um perdão mais tardio. Ele afirma achar que, ao ascender ao trono, William será também governador supremo da Igreja da Inglaterra, um cargo que traz "uma dimensão moral". Em sua opinião, "caberá então a William perdoar o irmão". Príncipes William e Harry, em foto de 5 de setembro de 2017 Toby Melville / AP 👉 A distância entre os dois se ampliou em um contexto de rivalidade e revelações impactantes. O livro autobiográfico de Harry, "O que sobra", publicado em janeiro de 2023, agravou a situação. Os príncipes não são vistos juntos desde setembro de 2022, após a morte da avó, a rainha Elizabeth II. O câncer de seu pai, Charles III, divulgado no início de 2024, não os aproximou. Segundo a imprensa britânica, William sequer quis informar o irmão sobre o câncer de sua esposa Catherine em 2024, algo que Harry soube pela imprensa. Revelações em grande escala Foto de arquivo mostra os príncipes William (à esquerda) e o Harry durante o funeral da mãe, Princesa Diana, em setembro de 1997 Adam Butler / AFP Em 1997, os irmãos comoveram o mundo enquanto caminhavam solenemente atrás do caixão da mãe, que morreu em um acidente de trânsito em Paris. A princesa Diana tinha feito seus filhos prometerem que permaneceriam sempre unidos. Nos anos seguintes, seus altos e baixos foram tema de milhares de reportagens, que os apresentavam como inseparáveis, embora constantemente em oposição. William era o irmão mais velho responsável, enquanto Harry era protagonista de escândalos que iam do consumo de drogas a se fantasiar de nazista. Quando William conheceu Kate Middleton, Harry a descreveu como "uma irmã mais do que uma cunhada".Mas quando Harry apresentou a atriz americana Meghan Markle, em 2016, o herdeiro do trono reagiu com frieza e lhe aconselhou que não se precipitasse, conta Harry em seu livro. Os tabloides sensacionalistas comparavam as esposas como uma princesa impecável e popular, no caso de William, e uma atriz americana caprichosa, no de Harry. Afetados por essa situação, Harry e Meghan anunciaram em 2020 que renunciavam a suas obrigações como membros da família real e se instalaram nos Estados Unidos. 👉 Harry fez comentários sobre a monarquia britânica, com acusações de racismo e insinuações sobre Kate Middleton, com quem William teria se casado porque "se encaixa no padrão". 'Arqui-inimigo' Mais tarde, em sua autobiografia, o duque de Sussex se referiria a William como seu "amado irmão" e seu "arqui-inimigo". No livro, ele o descreve como uma pessoa de temperamento irascível e o acusa de tê-lo "jogado no chão" durante uma discussão sobre Meghan em 2019. Harry também relata a dor de ter sido "sua sombra, seu substituto, seu plano B".
