Deh Bastos e Regina Casé no Rio Innovation Week Cristina Boeckel/ g1 A atriz e apresentadora Regina Casé afirmou que a curiosidade e a capacidade de escuta são fundamentais para identificar tendências e inovar em qualquer área. Com quase 50 anos de carreira marcados pela descoberta de talentos e manifestações culturais, ela destacou a importância de dirigir o olhar para além do próprio círculo de convivência. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), durante uma conversa no Rio Innovation Week com a multicomunicadora Deh Bastos. “O que me move para cada trabalho não é ter um texto, é alguma coisa que está rolando e que ninguém está reparando. O que está acontecendo de mais forte na cultura do Brasil, às vezes, não é o que está no caderno de cultura, mas o que acontece na periferia”, afirmou a atriz. Agora no g1 Segundo ela, muitas vezes os temas mais relevantes ainda não ganharam atenção do público ou da mídia. “É um assunto que está quicando e ninguém percebe que precisa ser dito. Acho que isso é importante em qualquer área.” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Curiosidade e desapego Regina Casé no Rio Innovation Week Cristina Boeckel/ g1 Aos 72 anos, Regina defende que é preciso se desapegar de espaços e definições que possam limitar a criatividade. “Essa ideia de encontrar o seu nicho pode te prender a um lugar que te empaca e te cerca criativamente. Curiosidade é a chave de tudo”, destacou. Como exemplo, ela citou os estudos sobre o funk realizados pelo antropólogo Hermano Vianna no fim da década de 1980. Segundo Regina, esse trabalho ajudou a ampliar sua visão e a desenvolver um olhar atento para novas tendências culturais. Ela também lembrou a experiência à frente dos programas "Programa Legal" e "Brasil Legal", na TV Globo, que percorreram diversas regiões do país mostrando a vida de pessoas anônimas e as realidades de suas comunidades. De acordo com a apresentadora, esses projetos surgiram em um período em que a cultura das celebridades ainda não ocupava o espaço que tem atualmente, embora já começasse a ganhar força. Regina Casé e Tom do Cajueiro em entrevista no maior cajueiro do mundo no programa Brasil Legal. Arquivo/ Rede Globo Atualmente em cartaz com a peça "Viva a Vida", que aborda a criação do universo, Regina afirma que o trabalho despertou novamente sua curiosidade e abriu novas possibilidades de reflexão. “Isso de achar seu nicho te prende em um lugar que te empaca, te cerca criativamente.” LEIA MAIS: Rio Innovation Week: de Nobel da Paz a artistas, evento no Píer Mauá espera atrair 180 mil pessoas Robô dá entrevista ao g1 e vira o primeiro palestrante não humano do Rio Innovation Week: 'Não estou aqui para substituir ninguém' Rio Innovation Week: Malala fala sobre sonhos, defende tecnologia na educação em áreas remotas e teme avanço do Talibã Renovação constante Regina Casé e Karine Teles em 'Que horas ela volta?' Reprodução Durante a conversa, Regina relembrou o início da carreira no grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone", na década de 1970, e sua participação em obras marcantes, como o filme "Os Sete Gatinhos". “Eu fiz minha estreia no mundo criativo com um grupo chamado 'Asdrúbal Trouxe o Trombone'. Eu tinha 20 anos, era novinha. Ganhei um monte de prêmios que normalmente só gente mais velha ganhava. Recebi o Prêmio Molière aos 22 anos. Mas, se você se agarra a isso, acaba se prendendo àquele modelo, àquele jeito de fazer as coisas.” Para a atriz, a capacidade de se renovar e acompanhar as transformações do tempo é essencial para manter a relevância artística. “Se eu tivesse ficado agarrada em ‘Os Sete Gatinhos’, não teria feito ‘Que Horas Ela Volta?’. Você precisa caminhar junto com o tempo e experimentar outras coisas.” Inteligência artificial Deh Bastos e Regina Casé falam sobre criatividade no Rio Innovation Week Cristina Boeckel/ g1 Ao falar sobre o futuro da criatividade, Regina afirmou que não vê a inteligência artificial como uma ameaça. Para ela, a tecnologia depende da produção humana para existir. “Alguém precisa alimentar a inteligência artificial com algo que já existe. E aquilo que eu faço, que é criar, ela não consegue fazer exatamente do mesmo jeito.” Regina concluiu destacando que o Brasil possui uma vocação para a vanguarda e que a inovação depende, acima de tudo, da disposição para observar, escutar e se manter aberto ao novo. Globo no RIW A Globo também participa da programação do Rio Innovation Week com mais de 20 painéis distribuídos ao longo dos quatro dias de evento. "A Globo poder dividir todo esse conhecimento e toda essa inivaçao com todo mundo que está aqui e com o público final, pode ter um momento de experimentar, de olhar, de sentir o cheiro, de entender a temperatura da inovação no Rio de Janeiro e Bo brasil é muito importante pra gente", disse o diretor de Marca e Comunicação da Globo, Manuel Falcão. A expectativa da organização é receber cerca de 200 mil pessoas durante os quatro dias do Rio Innovation Week. Para os organizadores, um dos diferenciais do evento é reunir áreas muito distintas em um mesmo espaço, promovendo conexões entre setores que normalmente não dialogam. "Quando reunimos setores tão heterogêneos quanto o agronegócio, a robótica, os e-games e o futuro do trabalho, conseguimos conectar pessoas e áreas diferentes. Assim, a tecnologia pode trabalhar a serviço da sociedade", afirmou o diretor-geral do evento, Jerônimo Vargas. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Regina Casé destaca importância da escuta como motor da inovação no Rio Innovation Week: 'curiosidade é a chave de tudo'
Piemonte Escrito em 05/08/2026
Deh Bastos e Regina Casé no Rio Innovation Week Cristina Boeckel/ g1 A atriz e apresentadora Regina Casé afirmou que a curiosidade e a capacidade de escuta são fundamentais para identificar tendências e inovar em qualquer área. Com quase 50 anos de carreira marcados pela descoberta de talentos e manifestações culturais, ela destacou a importância de dirigir o olhar para além do próprio círculo de convivência. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), durante uma conversa no Rio Innovation Week com a multicomunicadora Deh Bastos. “O que me move para cada trabalho não é ter um texto, é alguma coisa que está rolando e que ninguém está reparando. O que está acontecendo de mais forte na cultura do Brasil, às vezes, não é o que está no caderno de cultura, mas o que acontece na periferia”, afirmou a atriz. Agora no g1 Segundo ela, muitas vezes os temas mais relevantes ainda não ganharam atenção do público ou da mídia. “É um assunto que está quicando e ninguém percebe que precisa ser dito. Acho que isso é importante em qualquer área.” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Curiosidade e desapego Regina Casé no Rio Innovation Week Cristina Boeckel/ g1 Aos 72 anos, Regina defende que é preciso se desapegar de espaços e definições que possam limitar a criatividade. “Essa ideia de encontrar o seu nicho pode te prender a um lugar que te empaca e te cerca criativamente. Curiosidade é a chave de tudo”, destacou. Como exemplo, ela citou os estudos sobre o funk realizados pelo antropólogo Hermano Vianna no fim da década de 1980. Segundo Regina, esse trabalho ajudou a ampliar sua visão e a desenvolver um olhar atento para novas tendências culturais. Ela também lembrou a experiência à frente dos programas "Programa Legal" e "Brasil Legal", na TV Globo, que percorreram diversas regiões do país mostrando a vida de pessoas anônimas e as realidades de suas comunidades. De acordo com a apresentadora, esses projetos surgiram em um período em que a cultura das celebridades ainda não ocupava o espaço que tem atualmente, embora já começasse a ganhar força. Regina Casé e Tom do Cajueiro em entrevista no maior cajueiro do mundo no programa Brasil Legal. Arquivo/ Rede Globo Atualmente em cartaz com a peça "Viva a Vida", que aborda a criação do universo, Regina afirma que o trabalho despertou novamente sua curiosidade e abriu novas possibilidades de reflexão. “Isso de achar seu nicho te prende em um lugar que te empaca, te cerca criativamente.” LEIA MAIS: Rio Innovation Week: de Nobel da Paz a artistas, evento no Píer Mauá espera atrair 180 mil pessoas Robô dá entrevista ao g1 e vira o primeiro palestrante não humano do Rio Innovation Week: 'Não estou aqui para substituir ninguém' Rio Innovation Week: Malala fala sobre sonhos, defende tecnologia na educação em áreas remotas e teme avanço do Talibã Renovação constante Regina Casé e Karine Teles em 'Que horas ela volta?' Reprodução Durante a conversa, Regina relembrou o início da carreira no grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone", na década de 1970, e sua participação em obras marcantes, como o filme "Os Sete Gatinhos". “Eu fiz minha estreia no mundo criativo com um grupo chamado 'Asdrúbal Trouxe o Trombone'. Eu tinha 20 anos, era novinha. Ganhei um monte de prêmios que normalmente só gente mais velha ganhava. Recebi o Prêmio Molière aos 22 anos. Mas, se você se agarra a isso, acaba se prendendo àquele modelo, àquele jeito de fazer as coisas.” Para a atriz, a capacidade de se renovar e acompanhar as transformações do tempo é essencial para manter a relevância artística. “Se eu tivesse ficado agarrada em ‘Os Sete Gatinhos’, não teria feito ‘Que Horas Ela Volta?’. Você precisa caminhar junto com o tempo e experimentar outras coisas.” Inteligência artificial Deh Bastos e Regina Casé falam sobre criatividade no Rio Innovation Week Cristina Boeckel/ g1 Ao falar sobre o futuro da criatividade, Regina afirmou que não vê a inteligência artificial como uma ameaça. Para ela, a tecnologia depende da produção humana para existir. “Alguém precisa alimentar a inteligência artificial com algo que já existe. E aquilo que eu faço, que é criar, ela não consegue fazer exatamente do mesmo jeito.” Regina concluiu destacando que o Brasil possui uma vocação para a vanguarda e que a inovação depende, acima de tudo, da disposição para observar, escutar e se manter aberto ao novo. Globo no RIW A Globo também participa da programação do Rio Innovation Week com mais de 20 painéis distribuídos ao longo dos quatro dias de evento. "A Globo poder dividir todo esse conhecimento e toda essa inivaçao com todo mundo que está aqui e com o público final, pode ter um momento de experimentar, de olhar, de sentir o cheiro, de entender a temperatura da inovação no Rio de Janeiro e Bo brasil é muito importante pra gente", disse o diretor de Marca e Comunicação da Globo, Manuel Falcão. A expectativa da organização é receber cerca de 200 mil pessoas durante os quatro dias do Rio Innovation Week. Para os organizadores, um dos diferenciais do evento é reunir áreas muito distintas em um mesmo espaço, promovendo conexões entre setores que normalmente não dialogam. "Quando reunimos setores tão heterogêneos quanto o agronegócio, a robótica, os e-games e o futuro do trabalho, conseguimos conectar pessoas e áreas diferentes. Assim, a tecnologia pode trabalhar a serviço da sociedade", afirmou o diretor-geral do evento, Jerônimo Vargas. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
