Entenda os riscos e os possíveis alvos de uma ofensiva por terra dos EUA contra o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. As informações foram reveladas pelo jornal "The Wall Street Journal" nesta segunda-feira (30), com base em relatos de autoridades. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a reportagem, nos últimos dias, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo mundial — prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo. O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado. Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Caso o Irã continue impedindo o fluxo de navios comerciais na região, Trump deve pressionar aliados na Europa e no Golfo a assumir a responsabilidade pela reabertura da rota marítima, segundo o jornal. Outras operações militares também estão em análise, mas não são prioridade neste momento, de acordo com o WSJ. As conversas nos bastidores contrastam com declarações públicas e movimentos recentes de Trump. Nesta segunda-feira, o presidente dos EUA ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã caso não haja acordo entre os dois países. Além disso, os Estados Unidos enviaram um navio de assalto anfíbio e centenas de militares, incluindo paraquedistas, ao Oriente Médio para reforçar a operação contra o Irã. A imprensa americana também relatou que o presidente avaliava uma ação terrestre. O WSJ publicou uma reportagem no domingo (29) afirmando haver planos de uma operação arriscada para apreender urânio enriquecido dentro do território iraniano. LEIA TAMBÉM Trump contradiz o próprio discurso ao falar em negociação com o Irã e enviar mais tropas Como é o E-3 Sentry, avião espião de US$ 270 milhões dos EUA destruído por drones do Irã Irã divulga VÍDEO do momento em que comandante da Marinha dá ordem para fechar Estreito de Ormuz Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. Reuters/Elizabeth Frantz VÍDEOS: mais assistidos do g1
Trump avalia encerrar guerra contra o Irã mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal
Piemonte Escrito em 31/03/2026
Entenda os riscos e os possíveis alvos de uma ofensiva por terra dos EUA contra o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. As informações foram reveladas pelo jornal "The Wall Street Journal" nesta segunda-feira (30), com base em relatos de autoridades. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a reportagem, nos últimos dias, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo mundial — prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo. O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado. Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Caso o Irã continue impedindo o fluxo de navios comerciais na região, Trump deve pressionar aliados na Europa e no Golfo a assumir a responsabilidade pela reabertura da rota marítima, segundo o jornal. Outras operações militares também estão em análise, mas não são prioridade neste momento, de acordo com o WSJ. As conversas nos bastidores contrastam com declarações públicas e movimentos recentes de Trump. Nesta segunda-feira, o presidente dos EUA ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã caso não haja acordo entre os dois países. Além disso, os Estados Unidos enviaram um navio de assalto anfíbio e centenas de militares, incluindo paraquedistas, ao Oriente Médio para reforçar a operação contra o Irã. A imprensa americana também relatou que o presidente avaliava uma ação terrestre. O WSJ publicou uma reportagem no domingo (29) afirmando haver planos de uma operação arriscada para apreender urânio enriquecido dentro do território iraniano. LEIA TAMBÉM Trump contradiz o próprio discurso ao falar em negociação com o Irã e enviar mais tropas Como é o E-3 Sentry, avião espião de US$ 270 milhões dos EUA destruído por drones do Irã Irã divulga VÍDEO do momento em que comandante da Marinha dá ordem para fechar Estreito de Ormuz Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. Reuters/Elizabeth Frantz VÍDEOS: mais assistidos do g1
