Aeronáutica investiga causas da queda de monomotor em Capão da Canoa, no litoral gaúcho
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, começou a investigar as causas da queda de um avião, na última sexta-feira (3), em Capão da Canoa, no litoral gaúcho. Quatro pessoas morreram.
As marcas deixadas pela queda do avião impressionam. Um restaurante ficou destruído. Alguns dias antes do acidente, o dono decidiu que não abriria no feriado.
"15 de março, entramos em férias coletivas para voltar no dia 1º de abril, porém, por causa do calor, a gente resolveu esticar até o dia 10 de abril as férias para fazer uma obra do ar-condicionado, então estávamos fechados. Foi um livramento divino", revelou Douglas Roos, proprietário do restaurante.
Da sacada, é possível ter uma dimensão dos estragos. Além do restaurante, algumas casas ao lado também foram atingidas. Neste sábado (4), a Defesa Civil fez uma avaliação na estrutura dos imóveis e constatou que eles não foram comprometidos. Com isso, moradores do entorno puderam voltar para casa.
"Não só o prédio aqui, como o prédio comercial do lado e a casa atrás que foram atingidos digamos assim", disse Jorge Freitas, coordenador adjunto da Defesa Civil de Capão da Canoa.
Técnicos do Cenipa já realizaram a coleta de dados e informações necessários para a investigação. A Polícia Civil gaúcha também instaurou um inquérito para investigar o acidente.
O monomotor saiu de Itápolis, em São Paulo, fez uma parada para abastecer no aeroporto de Forquilhinha, em Santa Catarina, e seguiu para Capão da Canoa. Depois, voltaria para o interior paulista.
Após a decolagem, o avião bateu em um poste próximo ao fim da pista e caiu. Na aeronave estavam os empresários Débora Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani. E os pilotos, Nélio Maria Batista Pessanha e Renan Eduardo Saes. Todos morreram na hora.
Os corpos passaram por exames no IML e foram liberados nesta tarde para as famílias.
"É uma perda irreparável. Eles eram pessoas maravilhosas, um ser humano fora do comum. Ele ajudava todo mundo se a gente tinha alguma dificuldade. Ele era o pai de todos, o Luizão é considerado o pai de todos", lamenta Fernanda de Matos, empresária e amiga das vitimas.
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