Polícia cumpre mandados em operação contra jogos de azar em MT e SP A Polícia Civil de Mato Grosso investiga a conexão entre a Operação Engodo Digital, que tem como alvo a influenciadora digital e capa de revista masculina Natiele Aparecida, com a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano, que resultou na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. As investigações apuram o envolvimento de esquemas criminosos com plataformas de apostas não autorizadas e showbusiness digital. O elo entre os dois casos começou a ser investigado após a polícia identificar indícios de que empresas às quais a modelo de Mato Grosso tinha ligação também estavam vinculadas aos demais investigados em abril. Segundo a polícia, Natiele teria recebido cerca de R$ 100 mil de uma empresa ligada a MC Poze do Rodo e MC Ryan SP para divulgar o “Jogo do Tigrinho” nas redes sociais. O g1 entrou em contato com Natiele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Menos de um mês após a prisão, MC Poze do Rodo e MC Ryan SP foram soltos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A Operação Engodo Digital foi deflagrada nesta terça-feira (18) e investiga 10 pessoas e oito empresas por suspeita de movimentar mais de R$ 28 milhões em plataformas de apostas não autorizadas, além de envolvimento com exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa, com atuação em Sorriso(MT). Além das buscas e bloqueios, a Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre elas estão a proibição de contato entre os envolvidos, o recolhimento dos passaportes de três pessoas e a obrigação de comparecimento mensal ao fórum. Também foi determinada a proibição de uso das redes sociais para divulgação de jogos de azar. Já a operação da PF investigou uma organização suspeita de lavagem de dinheiro e movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo as investigações, o esquema teria utilizado atividades ligadas ao setor audiovisual e ao showbusiness digital, além de jogos de azar e rifas pela internet, para movimentar e ocultar valores. À época, além dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, a ação resultou na prisão dos influenciadores Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, e Chrys Dias, entre outros investigados. Segundo a PF, os envolvidos utilizavam mecanismos para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. Da esqueda à direita: MC Poze do Rodo, Natiele Aparecida e MC Ryan SP Reprodução De acordo com o delegado Eugênio Rudy, responsável pela investigação, a conexão entre os esquemas surgiu durante a análise das empresas e das movimentações financeiras investigadas em Mato Grosso. “Durante a investigação, a gente fez uma conexão com a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, que aconteceu em São Paulo", explicou. A empresa e seu proprietário, segundo a polícia, também foram alvo de medidas judiciais na Operação Engodo Digital. Operação Engodo Digital Segundo o delegado, o valor de R$ 28 milhões foi identificado a partir do cruzamento de informações obtidas durante a investigação. “Esse grupo divulgava pelas redes sociais e atraía as vítimas para os jogos. E, com o fruto dos jogos, nós chegamos à conclusão, de acordo com os dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e da Receita Federal, de que chegou a R$ 28 milhões de créditos e débitos, entrou e saiu da conta”, afirmou. Segundo ele, parte dos valores teria sido movimentada por meio da criação e utilização de empresas para tentar ocultar a origem do dinheiro. “A partir daí, esse grupo criava empresas com o objetivo de dar licitude ao dinheiro espúrio. Espúrio por quê? Porque os jogos são ilegais”, disse. Ao todo, são cumpridas 56 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores e de contas em redes sociais, sequestro de bens, quebra de sigilo telemático e outras medidas determinadas pela Justiça. Além dos alvos em Mato Grosso, dois investigados possuem endereços no estado de São Paulo.
Polícia de MT liga esquema de apostas que envolve influenciadora capa de revista e ação que prendeu MC Ryan e MC Poze
Piemonte Escrito em 18/08/2026
Polícia cumpre mandados em operação contra jogos de azar em MT e SP A Polícia Civil de Mato Grosso investiga a conexão entre a Operação Engodo Digital, que tem como alvo a influenciadora digital e capa de revista masculina Natiele Aparecida, com a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano, que resultou na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. As investigações apuram o envolvimento de esquemas criminosos com plataformas de apostas não autorizadas e showbusiness digital. O elo entre os dois casos começou a ser investigado após a polícia identificar indícios de que empresas às quais a modelo de Mato Grosso tinha ligação também estavam vinculadas aos demais investigados em abril. Segundo a polícia, Natiele teria recebido cerca de R$ 100 mil de uma empresa ligada a MC Poze do Rodo e MC Ryan SP para divulgar o “Jogo do Tigrinho” nas redes sociais. O g1 entrou em contato com Natiele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Menos de um mês após a prisão, MC Poze do Rodo e MC Ryan SP foram soltos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A Operação Engodo Digital foi deflagrada nesta terça-feira (18) e investiga 10 pessoas e oito empresas por suspeita de movimentar mais de R$ 28 milhões em plataformas de apostas não autorizadas, além de envolvimento com exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa, com atuação em Sorriso(MT). Além das buscas e bloqueios, a Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre elas estão a proibição de contato entre os envolvidos, o recolhimento dos passaportes de três pessoas e a obrigação de comparecimento mensal ao fórum. Também foi determinada a proibição de uso das redes sociais para divulgação de jogos de azar. Já a operação da PF investigou uma organização suspeita de lavagem de dinheiro e movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo as investigações, o esquema teria utilizado atividades ligadas ao setor audiovisual e ao showbusiness digital, além de jogos de azar e rifas pela internet, para movimentar e ocultar valores. À época, além dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, a ação resultou na prisão dos influenciadores Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, e Chrys Dias, entre outros investigados. Segundo a PF, os envolvidos utilizavam mecanismos para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. Da esqueda à direita: MC Poze do Rodo, Natiele Aparecida e MC Ryan SP Reprodução De acordo com o delegado Eugênio Rudy, responsável pela investigação, a conexão entre os esquemas surgiu durante a análise das empresas e das movimentações financeiras investigadas em Mato Grosso. “Durante a investigação, a gente fez uma conexão com a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, que aconteceu em São Paulo", explicou. A empresa e seu proprietário, segundo a polícia, também foram alvo de medidas judiciais na Operação Engodo Digital. Operação Engodo Digital Segundo o delegado, o valor de R$ 28 milhões foi identificado a partir do cruzamento de informações obtidas durante a investigação. “Esse grupo divulgava pelas redes sociais e atraía as vítimas para os jogos. E, com o fruto dos jogos, nós chegamos à conclusão, de acordo com os dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e da Receita Federal, de que chegou a R$ 28 milhões de créditos e débitos, entrou e saiu da conta”, afirmou. Segundo ele, parte dos valores teria sido movimentada por meio da criação e utilização de empresas para tentar ocultar a origem do dinheiro. “A partir daí, esse grupo criava empresas com o objetivo de dar licitude ao dinheiro espúrio. Espúrio por quê? Porque os jogos são ilegais”, disse. Ao todo, são cumpridas 56 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores e de contas em redes sociais, sequestro de bens, quebra de sigilo telemático e outras medidas determinadas pela Justiça. Além dos alvos em Mato Grosso, dois investigados possuem endereços no estado de São Paulo.
