Como fã do João Rock usou festival para se reaproximar do pai e levou até a avó para shows Quando o paulista Bruno Coser, de 27 anos, decidiu levar o pai pela primeira vez ao João Rock, em 2024, a intenção era apenas dividir a paixão pela música. Acostumado a frequentar o festival em Ribeirão Preto (SP) desde 2019, ele acabou transformando os palcos do festival em um espaço de reconexão familiar. A iniciativa surgiu após o rapaz passar 12 anos morando longe do pai, Wibson Fernando de Paula, de 49 anos. Bruno viveu parte da infância e da adolescência em Presidente Prudente (SP) com a mãe, enquanto o Wibson permaneceu na capital paulista. A distância, no entanto, foi encurtada pela paixão em comum pela música. A reaproximação no festival deu tão certo que acabou mudando a rotina da casa. Em 2025, a avó paterna, Nair Cristino de Paula Tchekhoff, de 69 anos, também entrou na caravana. A energia do evento provou que não há limite de idade para curtir os shows na grade. Ter tido essas experiências com eles foi a coisa mais incrível que eu já pude proporcionar. Eu sinto que depois disso eu posso dizer com certeza que eu vivo o lema do João Rock de 'viva o clássico e descubra o novo', pois eu amo os clássicos graças a eles e pude apresentar o novo para eles também. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Bruno (ao centro) com a avó, Nair, e o pai, Wibson, no João Rock 2025 em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal A música como ponte familiar 🎸 Bruno nasceu em Presidente Prudente e chegou a morar na capital paulista nos primeiros anos de vida. Após a separação dos pais, ele voltou a viver no interior com a mãe, aos cinco anos. Foi no interior que o contato intenso com a música começou. Ele aprendeu a tocar violão focado no sertanejo, estilo predominante na região. Apesar da distância em relação ao pai, as férias escolares em São Paulo garantiam o contato com o samba e a MPB. Wibson atuou como músico profissional em bandas de baile na década de 1990. "Eu costumo dizer que tive muita sorte. O meu pai participou de banda de baile na juventude e eu cresci aprendendo todo tipo de música. Tocando com ele, com amigos da época de banda", diz Bruno. A dinâmica da família mudou em 2017, quando Bruno completou 17 anos. Ele retornou em definitivo para a capital paulista para cursar a faculdade de design gráfico. Morando novamente com o pai, a troca de referências artísticas dentro de casa se intensificou. O filho introduziu o rap no ambiente, enquanto Wibson reforçou os clássicos. "Sem sombra de dúvidas, mudou muito a minha visão sobre a música. Foi ele que me influenciou a ser apaixonado por isso", afirma Bruno. Bruno Coser aprendeu a tocar instrumentos com o pai e paixão compartilhada encurtou a distância entre os dois Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Chico Chico estreia no João Rock e faz mistério para show: 'Spoiler eu não vou dar' Como fã do João Rock 'converteu' marido pagodeiro a roqueiro no interior de SP 'Só quero rimar leve', diz Mano Batiz sobre expectativa de batalha de rimas no João Rock 'Vai cair a ficha quando estivermos lá', comemora Lizium, vencedora do concurso de bandas Paixão pelas bandas de infância abriu caminho 🎧 A relação de Bruno com a música o levou ao João Rock, festival que reúne grandes nomes da música brasileira em Ribeirão Preto (SP), em 2019. Naquele ano, passaram pelo palco famosos como Capital Inicial, Raimundos, Os Paralamas do Sucesso, Alceu Valença e Natiruts. "Logo de cara, o que me apaixonou nos dois primeiros anos foi o line-up, sem dúvida. Consegui ver pela primeira vez várias bandas que ouvia desde criança", relata. O encanto pelo festival fez o designer gráfico mobilizar outras companhias na época. Ele organizou viagens e levou amigos de Presidente Prudente para Ribeirão Preto. Com o passar do tempo, o evento ganhou um novo significado. A experiência focada em curtir os próprios ídolos deu espaço à vontade de agregar a família. "No começo foi o line-up totalmente. Hoje é mais essa possibilidade de compartilhar ótimos momentos com pessoas queridas", avalia Bruno. O designer gráfico Bruno Coser, de 27 anos, frequenta o festival João Rock, em Ribeirão Preto (SP), desde a edição de 2019 Arquivo pessoal Pai reviveu a infância e chorou em show 🥹 A bagagem musical construída em conjunto foi o combustível necessário para Bruno levar o pai ao festival. Na edição de 2024, eles viajaram juntos para Ribeirão Preto. Para dar conta da imensidão do evento e dos palcos simultâneos, o grupo precisou adotar uma estratégia de divisão ao longo do dia para não perder os artistas favoritos. "Ficou assim, eu queria ir para um canto, ele queria ir para o outro. A minha namorada foi também, então a gente ficou muito separado", detalha o rapaz. Wibson fez questão de acompanhar a apresentação do 14 Bis, uma das bandas que mais marcaram a juventude dele no interior. A família marcou um ponto de encontro para o fim da noite, e foi nesse momento que o jovem teve uma surpresa inesquecível. O pai não conseguiu conter a emoção e desabou em lágrimas ao descrever o que sentiu diante do palco. O show serviu como uma verdadeira viagem no tempo. Ele me contando já estava chorando. Ele relembrou de quando estava aprendendo a tocar violão ainda criança com uma música do 14 Bis. A minha alegria foi conseguir proporcionar isso para ele. Morando juntos na capital paulista, pai e filho mantêm a rotina de tocar juntos Arquivo pessoal Avó festeira na grade da black music 💃 A energia daquele reencontro contagiou o restante da família e abriu caminho para uma nova integrante na viagem do ano seguinte. Em 2025, a organização do evento anunciou o Palco Brasil inteiramente dedicado a artistas da black music. O estilo musical já dominava as festas na casa de Bruno, e as músicas das bandas escaladas eram tocadas frequentemente pela família nos aniversários e encontros aos finais de semana. Aos 69 anos, dona Nair é festeira, enérgica e muito ligada às raízes do carnaval paulistano. Ela já havia sido levada pelo neto a apresentações de artistas como Emicida e à turnê "Iboru", de Marcelo D2. A proposta de viajar para o interior e curtir um festival gigantesco foi aceita de imediato por ela. Quando caiu o line-up, eu comentei com ela. Ela já sabia que eu sempre ia e ficou doida. Aí ela perguntou como que faz para a gente ir. Falei que se ela quisesse ir, nós iríamos também. Não foi nenhum convencimento, foi mais uma apresentação de novos estilos No dia do evento, a vitalidade da matriarca surpreendeu o público. Cercada por ídolos da própria geração, ela provou que a conexão criada pela arte supera as barreiras da idade. "Ela é o 220 [volts], a parte festiva da nossa família. O lance todo foi apresentar ela para o novo. A minha avó não saiu do 'front' no Palco Brasil e também chorou quando assistiu ao Tony Tornado. Foi incrível", relembra o neto. A avó paterna de Bruno encarou a maratona de shows na grade do Palco Brasil do João Rock em 2025 Arquivo pessoal *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Como fã do João Rock usou festival para se reaproximar do pai e levou até a avó para a 'grade' dos shows
Piemonte Escrito em 28/07/2026
Como fã do João Rock usou festival para se reaproximar do pai e levou até a avó para shows Quando o paulista Bruno Coser, de 27 anos, decidiu levar o pai pela primeira vez ao João Rock, em 2024, a intenção era apenas dividir a paixão pela música. Acostumado a frequentar o festival em Ribeirão Preto (SP) desde 2019, ele acabou transformando os palcos do festival em um espaço de reconexão familiar. A iniciativa surgiu após o rapaz passar 12 anos morando longe do pai, Wibson Fernando de Paula, de 49 anos. Bruno viveu parte da infância e da adolescência em Presidente Prudente (SP) com a mãe, enquanto o Wibson permaneceu na capital paulista. A distância, no entanto, foi encurtada pela paixão em comum pela música. A reaproximação no festival deu tão certo que acabou mudando a rotina da casa. Em 2025, a avó paterna, Nair Cristino de Paula Tchekhoff, de 69 anos, também entrou na caravana. A energia do evento provou que não há limite de idade para curtir os shows na grade. Ter tido essas experiências com eles foi a coisa mais incrível que eu já pude proporcionar. Eu sinto que depois disso eu posso dizer com certeza que eu vivo o lema do João Rock de 'viva o clássico e descubra o novo', pois eu amo os clássicos graças a eles e pude apresentar o novo para eles também. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Bruno (ao centro) com a avó, Nair, e o pai, Wibson, no João Rock 2025 em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal A música como ponte familiar 🎸 Bruno nasceu em Presidente Prudente e chegou a morar na capital paulista nos primeiros anos de vida. Após a separação dos pais, ele voltou a viver no interior com a mãe, aos cinco anos. Foi no interior que o contato intenso com a música começou. Ele aprendeu a tocar violão focado no sertanejo, estilo predominante na região. Apesar da distância em relação ao pai, as férias escolares em São Paulo garantiam o contato com o samba e a MPB. Wibson atuou como músico profissional em bandas de baile na década de 1990. "Eu costumo dizer que tive muita sorte. O meu pai participou de banda de baile na juventude e eu cresci aprendendo todo tipo de música. Tocando com ele, com amigos da época de banda", diz Bruno. A dinâmica da família mudou em 2017, quando Bruno completou 17 anos. Ele retornou em definitivo para a capital paulista para cursar a faculdade de design gráfico. Morando novamente com o pai, a troca de referências artísticas dentro de casa se intensificou. O filho introduziu o rap no ambiente, enquanto Wibson reforçou os clássicos. "Sem sombra de dúvidas, mudou muito a minha visão sobre a música. Foi ele que me influenciou a ser apaixonado por isso", afirma Bruno. Bruno Coser aprendeu a tocar instrumentos com o pai e paixão compartilhada encurtou a distância entre os dois Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Chico Chico estreia no João Rock e faz mistério para show: 'Spoiler eu não vou dar' Como fã do João Rock 'converteu' marido pagodeiro a roqueiro no interior de SP 'Só quero rimar leve', diz Mano Batiz sobre expectativa de batalha de rimas no João Rock 'Vai cair a ficha quando estivermos lá', comemora Lizium, vencedora do concurso de bandas Paixão pelas bandas de infância abriu caminho 🎧 A relação de Bruno com a música o levou ao João Rock, festival que reúne grandes nomes da música brasileira em Ribeirão Preto (SP), em 2019. Naquele ano, passaram pelo palco famosos como Capital Inicial, Raimundos, Os Paralamas do Sucesso, Alceu Valença e Natiruts. "Logo de cara, o que me apaixonou nos dois primeiros anos foi o line-up, sem dúvida. Consegui ver pela primeira vez várias bandas que ouvia desde criança", relata. O encanto pelo festival fez o designer gráfico mobilizar outras companhias na época. Ele organizou viagens e levou amigos de Presidente Prudente para Ribeirão Preto. Com o passar do tempo, o evento ganhou um novo significado. A experiência focada em curtir os próprios ídolos deu espaço à vontade de agregar a família. "No começo foi o line-up totalmente. Hoje é mais essa possibilidade de compartilhar ótimos momentos com pessoas queridas", avalia Bruno. O designer gráfico Bruno Coser, de 27 anos, frequenta o festival João Rock, em Ribeirão Preto (SP), desde a edição de 2019 Arquivo pessoal Pai reviveu a infância e chorou em show 🥹 A bagagem musical construída em conjunto foi o combustível necessário para Bruno levar o pai ao festival. Na edição de 2024, eles viajaram juntos para Ribeirão Preto. Para dar conta da imensidão do evento e dos palcos simultâneos, o grupo precisou adotar uma estratégia de divisão ao longo do dia para não perder os artistas favoritos. "Ficou assim, eu queria ir para um canto, ele queria ir para o outro. A minha namorada foi também, então a gente ficou muito separado", detalha o rapaz. Wibson fez questão de acompanhar a apresentação do 14 Bis, uma das bandas que mais marcaram a juventude dele no interior. A família marcou um ponto de encontro para o fim da noite, e foi nesse momento que o jovem teve uma surpresa inesquecível. O pai não conseguiu conter a emoção e desabou em lágrimas ao descrever o que sentiu diante do palco. O show serviu como uma verdadeira viagem no tempo. Ele me contando já estava chorando. Ele relembrou de quando estava aprendendo a tocar violão ainda criança com uma música do 14 Bis. A minha alegria foi conseguir proporcionar isso para ele. Morando juntos na capital paulista, pai e filho mantêm a rotina de tocar juntos Arquivo pessoal Avó festeira na grade da black music 💃 A energia daquele reencontro contagiou o restante da família e abriu caminho para uma nova integrante na viagem do ano seguinte. Em 2025, a organização do evento anunciou o Palco Brasil inteiramente dedicado a artistas da black music. O estilo musical já dominava as festas na casa de Bruno, e as músicas das bandas escaladas eram tocadas frequentemente pela família nos aniversários e encontros aos finais de semana. Aos 69 anos, dona Nair é festeira, enérgica e muito ligada às raízes do carnaval paulistano. Ela já havia sido levada pelo neto a apresentações de artistas como Emicida e à turnê "Iboru", de Marcelo D2. A proposta de viajar para o interior e curtir um festival gigantesco foi aceita de imediato por ela. Quando caiu o line-up, eu comentei com ela. Ela já sabia que eu sempre ia e ficou doida. Aí ela perguntou como que faz para a gente ir. Falei que se ela quisesse ir, nós iríamos também. Não foi nenhum convencimento, foi mais uma apresentação de novos estilos No dia do evento, a vitalidade da matriarca surpreendeu o público. Cercada por ídolos da própria geração, ela provou que a conexão criada pela arte supera as barreiras da idade. "Ela é o 220 [volts], a parte festiva da nossa família. O lance todo foi apresentar ela para o novo. A minha avó não saiu do 'front' no Palco Brasil e também chorou quando assistiu ao Tony Tornado. Foi incrível", relembra o neto. A avó paterna de Bruno encarou a maratona de shows na grade do Palco Brasil do João Rock em 2025 Arquivo pessoal *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
