300 anos de Fortaleza: conheça 10 prédios do Centro que contam a história da capital cearense

Piemonte Escrito em 12/04/2026


Não é exagero dizer que Fortaleza nasceu a partir do Centro. É verdade que a Barra do Ceará foi o local onde os colonizadores primeiro se estabeleceram no território, mas a ocupação da Barra foi rápida e passageira. O local escolhido pelos holandeses para a construção do Forte Schoonenborch, em 1649, foi o morro de Marajaitiba, no que hoje é o bairro Centro. Ao redor dele, floresceu a cidade. Fortaleza foi elevada a vila em 1726 e passou a ter órgãos públicos como a Casa da Câmara, espécie de ancestral da Câmara Municipal. Fora isso, a vila, com menos de mil habitantes e sem atividade econômica relevante, era considerada pouco significante. O cenário só iria mudar a partir do século seguinte, com o aumento das exportações e urbanização do Centro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp “Ela [Fortaleza] não tinha função econômica, todas as riquezas vinham do campo, e o campo ficava mais distante, enquanto os interesses portugueses estavam na Zona da Mata, onde tinha a riqueza da cana-de-açúcar”, explica. “O Ceará era uma área mais árida e ela [Fortaleza] acabava sendo muito isolada, então não tinha função econômica. Era mais de defesa, e também para abastecer os navios que vinham de Recife, Pernambuco, em direção ao Maranhão”. Falar da história do Centro é falar da história de Fortaleza. E essa história pode ser contada de diversas formas, inclusive a partir dos edifícios considerados históricos, que resistiram aos séculos para fazer parte dos 300 anos de Fortaleza. Atualmente, Fortaleza reúne mais de 100 patrimônios culturais reconhecidos, alguns tombados definitivamente e outros tombados provisoriamente. Cerca de 60% destes patrimônios estão concentrados no bairro Centro. Mapa da então Vila de Fortaleza, que viria a se tornar a capital do Ceará. Área retratada corresponde ao que hoje é o bairro Centro Terto de Amorim/Arquivo Histórico Ultramarino de Portugal Os prédios públicos, as praças e casas estavam, em sua maioria, concentrados nos arredores do que hoje é a Praça da Sé, de frente para a Catedral, ao lado da fortaleza. O primeiro hospital e o primeiro cemitério público do Ceará foram construídos no Centro, bem como a primeira sede do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa. No Centro do século XIX foram instalados os primeiros bondes, que permitiriam assim que a população pudesse morar em bairros mais “distantes” para os padrões da época, como o Benfica, e até mesmo chegar à longínqua vila da Parangaba. A cidade, assim, começava a se expandir. 📍 O Centro está na regional 12, a menor de Fortaleza. Ela é composta por apenas três bairros: o Centro, o Moura Brasil e a Praia de Iracema. A regional tem a menor população da capital: são menos de 31 mil habitantes divididos nos três bairros, dos quais 24 mil estão no Centro, conforme o Censo 2022 do IBGE. O IDH mais alto da região é da Praia de Iracema, de 0,720, considerado alto. Vista aérea da Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, em 1937 Escola de Aviação Militar No aniversário de 300 anos de Fortaleza, o g1 escolheu alguns dos prédios históricos do Centro para contar um pedaço da história da capital cearense. Confira: Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção O ponto escolhido pelos holandeses para construir o forte Schoonenborch tinha boas justificativas: a partir do morro se podia ver toda a baía, e ali ao lado corria o riacho Pajeú, que por décadas foi a principal fonte de água potável da cidade. Com a expulsão dos holandeses em 1654, os portugueses aproveitaram a estrutura do Schoonenborch e construíram ali a Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, que indiretamente viria a emprestar nome para a capital cearense. Foi o início do bairro Centro e, também, de Fortaleza. Fortalezza de Nossa Senhora de Assunção, hoje sede do 10º Comando Militar do Exército, é peça-chave na fundação da cidade de Fortaleza Natinho Rodrigues/SVM Em 1799, quando o Ceará ficou independente de Pernambuco e a vila virou capital, com nome de Fortaleza de Nova Bragança - com o tempo, só Fortaleza. Quando o primeiro presidente da capitania, Bernardo Manuel de Vasconcelos, chegou a Fortaleza, ele se espantou com a pobreza da vila e afirmou que havia “uma falta absoluta de todas as cousas de primeira necessidade”. Em comparação com outros núcleos urbanos, como Aquiraz e Aracati, a vila de Fortaleza era pequena e pouco relevante. Historiadores apontam, porém, que a presença da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção foi decisiva para que a vila fosse escolhida como capital da nova capitania, uma vez que ela proporcionava segurança contra possíveis invasões estrangeiras ou revoltas indígenas. Os prédios públicos, as praças e casas estavam, em sua maioria, concentrados ao lado da fortaleza, que representava então uma ‘apólice de seguro’ para possíveis ataques. Ali estavam a Câmara, o pelourinho (uma espécie de cadeia) e as residências oficiais. Por volta de 1813, nos primeiros anos da “independência” do Ceará, o governo provincial decidiu reordenar fortaleza. Para isso, chamou o engenheiro português Silva Paulet, que traçou um desenho para Fortaleza em xadrez, com as ruas paralelas – exatamente como são as ruas e quarteirões do Centro ainda hoje. No coração do traçado de Paulet estava a Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, a partir da qual a capital cearense “irradiou”. O prédio que existe lá, porém, não é o considerado o mais antigo da capital. Ele foi totalmente reconstruído a partir de 1812, depois que a fortaleza original colapsou. Hoje, o local é sede do Comando da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro. Imagem aérea mostra a Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, no bairro Centro, em 1937. Atrás do forte, o Passeio Público Escola de Aviação Militar Igreja de Nossa Senhora do Rosário: testemunha de tudo Conta o historiador Antônio Bezerra de Meneses que, pela tradição oral, por volta de 1730 – isto é, 4 anos após Fortaleza ser elevada a vila - um negro africano construiu uma capela de taipa com telhado de palha e dedicou o espaço a Nossa Senhora do Rosário, que passou então a ser um local de devoção. Na década de 1750, a capelinha foi reconstruída, desta vez com pedra e cal, se consolidando como um dos primeiros espaços religiosos da cidade, diretamente ligado à Irmandade do Rosário dos Homens Pretos. Na época em que foi construída, Fortaleza tinha menos de mil habitantes e poucas casas. O Brasil ainda era colônia de Portugal e o Ceará era subordinado à capitania de Recife. Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Centro de Fortaleza, é a mais antiga da cidade. Prédio amarelo ao fundo, o Palácio da Luz, foi primeira sede do governo estadual Natinho Rodrigues/SVM O “centro” da vila ficava em torno do que hoje é a Praça da Sé, ao lado da Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção e de frente para o que hoje é a Catedral Metropolitana de Fortaleza. A estradas eram de areia e disputavam espaço com o mato. Por isso, quando foi construída, a igreja era considerada como um pouco “afastada”. Ao longo das décadas seguintes, o lugar acabou por se tornar o principal templo da pequena vila de Fortaleza e um dos principais pontos onde eram enterrados os mortos – no passado, os mortos eram enterrados nas igrejas. A situação, inclusive, deu origem a um dos causos mais curiosos do lugar: em 1841, o político Major Facundo de Castro Menezes, opositor do então Presidente da Província (governador), foi morto dentro de casa, dizem que a mando da esposa do seu rival. Major Facundo foi enterrado Igreja do Rosário, mas sua família quis que fosse enterrado de pé, para simbolizar que ele não se curvaria aos inimigos. Fotografia de 1908 mostra, ao fundo, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Fortaleza Arquivo Nirez Até 1854, Fortaleza fazia parte da Diocese de Olinda, em Pernambuco. Naquele ano, o Vaticano criou a Diocese de Fortaleza, responsável por todo o Ceará, mas a diocese só foi oficializada em 1860. Ainda em 1854, foi inaugurada a então igreja matriz de Fortaleza, dedicada a São José. O prédio foi demolido por problemas estruturais em 1938. No mesmo lugar dele, foi erguido a atual Catedral. Palácio da Luz e Palacete Senador Alencar: movimento do poder Ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário está aquele que é o edifício governamental mais antigo de Fortaleza, o Palácio da Luz. Por vezes, ele é apontado como o edifício mais antigo de Fortaleza, uma vez que a Igreja do Rosário que se vê hoje é resultado de uma série de reformas e reconstruções ao longo dos séculos. O hoje chamado Palácio da Luz foi sede da Câmara Municipal da Vila de Fortaleza de 1802 e 1809, quando então foi comprado pelo Governo Imperial para servir de sede do governo estadual, que havia se tornado independente de Pernambuco em 1799. Em 1810, durante visita ao Ceará, o viajante inglês Henry Koster destacou que o palácio era única edificação de Fortaleza com piso de assoalho. Em 1856, teve início a construção de um palacete para abrigar a Assembleia Provincial, hoje Assembleia Legislativa. Assim, estavam um ao lado do outro o Palácio da Luz, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Assembleia, na atual Praça General Tibúrcio, conhecida por Praça dos Leões. O prédio da Assembleia ficou pronto em 1871, em estilo neoclássico, e passou a receber os deputados. Mais tarde, foi renomeado Palacete Senador Alencar. Ele foi sede do Poder Legislativo estadual por um século. Foi lá onde a Assembleia elaborou a primeira Constituição do Estado do Ceará, em 1891. A Assembleia deixou o palacete e se mudou também para a atual localização, no bairro Dionísio Torres, em 1977. Na década de 1990, o prédio se tornou a sede oficial do Museu do Ceará, que está fechado para obras desde 2019. Fachado do Palacete Senador Alencar, antiga sede da Assembleia Legislativa e atual sede do Museu do Ceará Natinho Rodrigues/SVM O Palácio da Luz foi sede do governo estadual até a década de 1960, quando então o Poder Executivo foi transferido para a Aldeota, no Palácio da Abolição. Hoje, o prédio abriga a Academia Cearense de Letras, a mais antiga do país, fundada em 1894. Santa Casa de Misericórdia e Passeio Público: vila ganha ares de cidade Inaugurada em 1857 como Hospital da Caridade, a Santa Casa de Misericórdia é o hospital mais antigo do Ceará. À época, foi construído no coração de Fortaleza - próximo à Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção e não mais que algumas quadras distante da Praça General Tibúrcio, a Praça dos Leões, onde estava concentrado o governo provincial. O hospital foi construído de frente para o chamado Campo da Pólvora, que iria se tornar a Praça dos Mártires, hoje mais conhecida por Passeio Público. Na praça foram enforcados os revolucionários da Confederação do Equador, como Pessoa Anta e Padre Mororó, que se opunham ao governo do imperador Pedro I. Inaugurada em 1857 como Hospital da Caridade, a Santa Casa de Misericórdia é o hospital mais antigo do Ceará Santa Casa A unidade de saúde começou a ser construída em 1847 com doações vindas da Corte imperial, no Rio de Janeiro, que acompanhou os problemas sociais e sanitários causados pela seca de 1845 no Ceará. O prédio ficou pronto em 1857 e só tinha o piso térreo. Inicialmente, abriu as portas como Hospital da Caridade. "A história de Fortaleza, a história do Ceará, é a história das secas. Em cada seca dessa, vinha dinheiro para as obras, para as frentes de trabalho. Muitas dessas construções foram feitas nesse período", aponta a professora Clélia Lustosa, citando a Santa Casa e a Cadeia Pública, construída vizinho ao hospital, no mesmo período. O Hospital da Caridade não durou muito e fechou por volta de 1860 por problemas financeiros. Entre 1860 e 1861, foi instalada em Fortaleza a associação religiosa Irmandade da Misericórdia, que acabou por assumir o local. Assim, o hospital abriu as portas em setembro de 1861 como a Santa Casa de Misericórdia. A instituição administrou o Cemitério São Casemiro, o primeiro cemitério público de Fortaleza; e depois assumiu o Cemitério São João Batista, quando este substituiu o São Casemiro em 1866. Na década seguinte, a Santa Casa patrocinou a construção do Asilo dos Alienados no que era então a Vila de Porangaba, primeiro hospital psiquiátrico do Ceará. Já o Passeio Público começou a ser construído em 1864. O local foi instalado em etapas e só ficou totalmente pronto em 1880. Quando terminado, era um espaço amplamente arborizado, com diversas estátuas de mármore, à moda europeia, e um coreto de música. A arborização atual, inclusive, é quase toda de replantio - uma exceção é o famoso baobá, plantado em 1910, hoje com mais de 115 anos. A praça se tornou o ponto de encontro da cidade, onde as famílias iam passear e ver o mar. Por lá se promoviam apresentações musicais, competições de patinação e até mesmo algumas das primeiras partidas de futebol que se tem notícia em Fortaleza. Imagem do Passeio Público no início do século XX, do livro "Álbum de vistas do Ceará", publicado em 1908 na França Álbum de vistas do Ceará Estação João Felipe e Cemitério São João Batista: expansão da cidade No espaço do que hoje é o Complexo Cultural da Estação das Artes, no bairro Centro, havia, até 1860, um cemitério. A partir da década de 1870, o cemitério deu lugar a uma estrada de ferro que ligava o Centro de Fortaleza ao interior do Ceará. Entre 1844 e 1849, foi construído o Cemitério São Casemiro, o primeiro cemitério público de Fortaleza, mais ou menos onde hoje está a praça da Estação das Artes. O São Casemiro foi fechado em 1865 após alertas sanitaristas de que estava muito próximo do centro populacional, além de ser invadido pelas areias que até então dominavam a paisagem. Imagem da estação ferroviária João Felipe no início do século XX Acervo pessoal/Hamilton Pereira Em 1866 foi inaugurado o cemitério São João Batista em uma área considerada mais distante e isolada, mas ainda dentro do que hoje é o bairro Centro. Os mortos enterrados no São Casemiro foram trasladados para este, que hoje é o cemitério mais antigo da capital cearense, onde repousam nomes que marcaram a história do Ceará. Poucos anos depois, entre 1872 e 1880, no espaço onde estava o cemitério São Casemiro, foi erguida a Estação Ferroviária João Felipe, conectando a capital aos centros de produção agrícola no interior do Ceará. Os trilhos chegaram primeiro que a estação: a primeira viagem de trem ocorreu em 1873, e o prédio da estação foi inaugurado em 1880. A ferrovia foi o meio mais importante de escoar a produção de algodão do Ceará para o exterior, até então o principal produto de exportação do estado. No meio do caminho, fazia uma série de paradas, entre elas na Vila da Porangaba, que mais tarde iria se tornar uma bairro de Fortaleza, a Parangaba. Estação João Felipe foi reformada e reaberta como centro cultural, a Estação das Artes em Fortaleza Felipe Petrovsky/ Projeto Atelier Carvalho Araújo Na mesma época, em 1880, foram instalados os primeiros bondes, puxados a burros, que partiam da Praça do Ferreira. Com a nova forma de transporte, as elites começaram se instalar em casas maiores, como bangalôs e mansões construídas nos atuais bairros Benfica e Jacarecanga. "Fortaleza passa a ser importante com o algodão”, resume a professora Clélia Lustosa. “Ao exportar o algodão, aumentam os impostos cobrados no porto, aumenta a circulação de mercadoria, e os representantes das elites acabam migrando para a capital. Então, fazendeiros tinham casas em Fortaleza, e aí se permite a acumulação de riquezas, e essas riquezas se materializam em construções, em edificações", disse. Excelsior e Cine São Luiz: a modernização do Centro Com sete andares, o Excelsior Hotel, erguido na Praça do Ferreira, é considerado o primeiro ‘arranha-céu’ da capital cearense. Sua construção iniciou em 1927 por ordem do empresário Plácido de Carvalho, à época um dos homens mais ricos do Ceará. O hotel Excelsior fechou em 1964, mas o prédio continua sendo utilizado até hoje para outras atividades Kid Júnior/SVM O empreendimento do Excelsior arrematava um movimento de transformação de Fortaleza: entre 1900 e 1920, a elite cearense enriquecia com a venda de algodão para o exterior, e a capital cearense viveu uma espécie de “Belle Époque” tardia. Em 1910, foi inaugurado o Theatro José de Alencar, um dos mais importantes do Brasil. Em 1917, foi inaugurado o Majestic, o primeiro cineteatro da capital cearense. Este último, inclusive, construído também por Plácido. O Excelsior foi projetado no estilo eclético - uma mescla de referências arquitetônicas, sobretudo europeias, com influências barrocas, renascentistas e clássicas. Quando foi inaugurado, em 1931, o tinha 123 apartamentos e treze suítes. Possuía barbearia, salões para dança e até área de exposições. O hotel ocupava uma esquina da praça mais importante do Ceará, de frente ao Palacete Ceará, onde ficava o exclusivo Clube Iracema, e a uma quadra de onde, em 1958, seria inaugurado o Cineteatro São Luiz, após 20 anos de obras. Quando abriu, o São Luiz chamava atenção como um dos mais luxuosos cinemas do Brasil, com um hall de entrada em mármore, lustres de cristal, escadarias e carpetes. Cineteatro São Luiz, inaugurado em 1958, é um dos mais luxuosos cinemas de rua do Brasil Arquivo Nirez Nas décadas seguintes, com o deslocamento residencial e comercial para outros bairros, muitos destes empreendimentos fecharam as portas. O hotel Excelsior fechou em1964. O Palacete Ceará fechou ainda na década de 1940 e virou agência bancária. A sede do Governo do Estado, que ficava no Palácio da Luz, a uma quadra da Praça do Ferreira, foi transferida na década de 1960. O Centro, que era o coração político, econômico e social de Fortaleza, começava então a perder sua força centro da cidade. Apesar disso, a professora Clélia Lustosa avalia que o deslocamento de certas atividades para outros bairros não representa a morte do Centro, mas sim nascimento de outras “centralidades” na cidade, como os bairros Messejana, Aldeota e Conjunto Ceará, que funcionam como uma espécie de “Centro” para moradores de bairros vizinhos. “[O bairro Centro de Fortaleza] Perdeu o papel de centro das elites, perdeu o papel de parte das atividades administrativas, mas hoje tem muitos outros serviços. A Prefeitura voltou para lá. A Câmara dos Vereadores também está pensando em voltar”, aponta. “O Centro não está morto. O que aconteceu foi que a cidade cresceu.” Assista aos vídeos mais vistos do Ceará