Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2 O NE2 estreou, nesta segunda-feira (21), a série "Uma pergunta para todos", em que os candidatos ao governo de Pernambuco respondem sobre temas de interesse público. Na primeira rodada de entrevistas, todos os postulantes falaram sobre geração de emprego (veja vídeo acima). ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O tempo das falas foi definido com base na representatividade do partido de cada candidato no Congresso Nacional. Os postulantes de legendas com, no mínimo, cinco representantes na Câmara e no Senado Federal — Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) — tiveram 1 minuto de entrevista. Renan Hallais (Missão), cuja sigla tem entre um e quatro integrantes com mandato no Congresso, gravou entrevistas de 40 segundos. Camila Falcão (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU) tiveram 30 segundos de fala. Victor Assis (PCO) foi convidado, mas não compareceu às gravações. Nesta segunda (21), os candidatos responderam à seguinte pergunta: "Pernambuco tem a segunda maior taxa de desemprego do país. A primeira é do Piauí, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Qual a sua proposta para gerar empregos no estado?". Confira, abaixo, as respostas de cada candidato (em ordem alfabética): Camila Falcão (UP) "Nosso Estado é a 10ª economia do Brasil, mas somos o segundo estado com maior índice de desemprego. Nós temos salários arrochados que não dão para manter a vida do trabalhador e essa escala 6 por 1, que está escravizando a classe trabalhadora. Nós, da UP, defendemos o fim da escala 6 por 1, a redução da jornada e 100% do salário mínimo de aumento, e as frentes emergenciais de trabalho para que o povo tenha vida e dignidade". Guilherme Fonseca (PSTU) "Pernambuco também é o segundo estado do Brasil em concentração de renda. A renda está concentrada em poucas famílias. Nós vamos taxar as grandes fortunas e também acabar com a renúncia fiscal para as grandes empresas. Com isso, nós vamos investir no plano de obras públicas, na construção de hospitais, de creches, de moradias e, com isso, nós vamos também garantir o fim da jornada 6 por 1, para que as pessoas tenham melhor qualidade, trabalhando na jornada de 40 ou 36 horas semanais". Ivan Moraes (PSOL) "O estado tem tarefa não apenas na atração de novos empregos, mas na atração de bons empregos. Então, é importante que o estado exerça o seu poder de compra naturalmente privilegiando a indústria local, as empresas locais, os arranjos produtivos locais do Litoral ao Sertão. É preciso que a gente traga a cultura para o centro do nosso motor, do nosso desenvolvimento, como têm feito outros países, como a Coreia do Sul, por exemplo, que bombou a partir de um investimento maciço na indústria cultural. A gente, aqui em Pernambuco, tem brinquedos da cultura popular que podem fazer com que o turismo seja fomentado e que, recebendo recursos do estado para existir o ano inteiro, vão fortalecer essa cadeia produtiva, fortalecendo o trabalho de quem está na ponta todo dia. A gente, que tem o Porto Digital já se interiorizando, pode aliar a estratégia digital, a estratégia da cultura, a estratégia da agricultura, fomentando todo esse mercado, garantindo que o estado traga investimento onde precisa ser, na estrutura e na formação desses novos jovens que vão entrar no mercado". João Campos (PSB) "Pernambuco já experimentou um tempo de muita oportunidade. Com Lula presidente, Eduardo governador, Pernambuco gerou mais de 500 mil novos empregos de carteira assinada. Infelizmente, hoje as grandes oportunidades não estão vindo para Pernambuco. A fábrica de carro que veio para o Nordeste foi para a Bahia. O Data Center foi para o Ceará e qual é a grande indústria que veio para Pernambuco nos últimos três anos e meio? Infelizmente nenhuma. Nós vamos criar o maior ciclo de desenvolvimento da história de Pernambuco. Concluir a obra da Transnordestina, começando com uma frente de obra a partir de Suape e outra do Sertão. Nós vamos ampliar a rede de ensino técnico, levar o Embarque Digital para formar novos profissionais na área de tecnologia e garantir os melhores empregos para o nosso estado. Como prefeito do Recife, nós geramos mais de 130 mil carteiras assinadas. Então, eu sei como fazer e tenho certeza que Pernambuco vai crescer muito mais a partir do próximo ano". Raquel Lyra (PSD) "Os números mostram que Pernambuco está mudando a sua realidade. Em três anos e meio de governo, foram 200 mil empregos de carteira assinada gerados no nosso estado, mais do que os 12 anos que nos antecederam. Isso só é possível, porque a gente tornou o ambiente de negócios adequado para que os investidores privados pudessem colocar o seu dinheiro aqui. Pernambuco voltou a crescer também em razão de obras públicas e estruturantes. Já são mais de R$ 26 bilhões de investimento nesses últimos três anos e meio em novos hospitais, novas estradas e mais acesso a água, escolas, creches. Tudo isso gera emprego durante a obra e depois da obra pronta. É claro que o estado volta a crescer e, como Pernambuco, a gente posicioná-lo como líder do Nordeste brasileiro, campeão e referência para o nosso país em inovação e na nova economia, porque as pessoas precisam ser felizes no seu chão, gerando emprego, renda e oportunidade". Renan Hallais (Missão) "O dado é pior. No último mês, o governo Lula pegou todo mundo do CadÚnico e colocou no Bolsa Família. Hoje, 60% dos pernambucanos são dependentes de escravos de assistencialismo. A nossa proposta é trazer industrialização para Pernambuco, fazer com que o que a gente tem de melhor, a nossa matéria-prima, como, por exemplo, o gesso do Araripe ou a fruticultura de Petrolina, fazer desse produto um produto de valor agregado, e o estado tem obrigação de investir em infraestrutura e ferrovia, algo que foi completamente negligenciado nas últimas décadas. Assim, a gente não vai só aumentar a quantidade de emprego, mas também a qualidade e a renda, e finalmente vamos conquistar a liberdade do pernambucano, tirando da escravidão do Bolsa Família". Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2 Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
Veja propostas dos candidatos ao governo para geração de empregos em Pernambuco; VÍDEO
Piemonte Escrito em 22/09/2026
Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2 O NE2 estreou, nesta segunda-feira (21), a série "Uma pergunta para todos", em que os candidatos ao governo de Pernambuco respondem sobre temas de interesse público. Na primeira rodada de entrevistas, todos os postulantes falaram sobre geração de emprego (veja vídeo acima). ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O tempo das falas foi definido com base na representatividade do partido de cada candidato no Congresso Nacional. Os postulantes de legendas com, no mínimo, cinco representantes na Câmara e no Senado Federal — Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) — tiveram 1 minuto de entrevista. Renan Hallais (Missão), cuja sigla tem entre um e quatro integrantes com mandato no Congresso, gravou entrevistas de 40 segundos. Camila Falcão (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU) tiveram 30 segundos de fala. Victor Assis (PCO) foi convidado, mas não compareceu às gravações. Nesta segunda (21), os candidatos responderam à seguinte pergunta: "Pernambuco tem a segunda maior taxa de desemprego do país. A primeira é do Piauí, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Qual a sua proposta para gerar empregos no estado?". Confira, abaixo, as respostas de cada candidato (em ordem alfabética): Camila Falcão (UP) "Nosso Estado é a 10ª economia do Brasil, mas somos o segundo estado com maior índice de desemprego. Nós temos salários arrochados que não dão para manter a vida do trabalhador e essa escala 6 por 1, que está escravizando a classe trabalhadora. Nós, da UP, defendemos o fim da escala 6 por 1, a redução da jornada e 100% do salário mínimo de aumento, e as frentes emergenciais de trabalho para que o povo tenha vida e dignidade". Guilherme Fonseca (PSTU) "Pernambuco também é o segundo estado do Brasil em concentração de renda. A renda está concentrada em poucas famílias. Nós vamos taxar as grandes fortunas e também acabar com a renúncia fiscal para as grandes empresas. Com isso, nós vamos investir no plano de obras públicas, na construção de hospitais, de creches, de moradias e, com isso, nós vamos também garantir o fim da jornada 6 por 1, para que as pessoas tenham melhor qualidade, trabalhando na jornada de 40 ou 36 horas semanais". Ivan Moraes (PSOL) "O estado tem tarefa não apenas na atração de novos empregos, mas na atração de bons empregos. Então, é importante que o estado exerça o seu poder de compra naturalmente privilegiando a indústria local, as empresas locais, os arranjos produtivos locais do Litoral ao Sertão. É preciso que a gente traga a cultura para o centro do nosso motor, do nosso desenvolvimento, como têm feito outros países, como a Coreia do Sul, por exemplo, que bombou a partir de um investimento maciço na indústria cultural. A gente, aqui em Pernambuco, tem brinquedos da cultura popular que podem fazer com que o turismo seja fomentado e que, recebendo recursos do estado para existir o ano inteiro, vão fortalecer essa cadeia produtiva, fortalecendo o trabalho de quem está na ponta todo dia. A gente, que tem o Porto Digital já se interiorizando, pode aliar a estratégia digital, a estratégia da cultura, a estratégia da agricultura, fomentando todo esse mercado, garantindo que o estado traga investimento onde precisa ser, na estrutura e na formação desses novos jovens que vão entrar no mercado". João Campos (PSB) "Pernambuco já experimentou um tempo de muita oportunidade. Com Lula presidente, Eduardo governador, Pernambuco gerou mais de 500 mil novos empregos de carteira assinada. Infelizmente, hoje as grandes oportunidades não estão vindo para Pernambuco. A fábrica de carro que veio para o Nordeste foi para a Bahia. O Data Center foi para o Ceará e qual é a grande indústria que veio para Pernambuco nos últimos três anos e meio? Infelizmente nenhuma. Nós vamos criar o maior ciclo de desenvolvimento da história de Pernambuco. Concluir a obra da Transnordestina, começando com uma frente de obra a partir de Suape e outra do Sertão. Nós vamos ampliar a rede de ensino técnico, levar o Embarque Digital para formar novos profissionais na área de tecnologia e garantir os melhores empregos para o nosso estado. Como prefeito do Recife, nós geramos mais de 130 mil carteiras assinadas. Então, eu sei como fazer e tenho certeza que Pernambuco vai crescer muito mais a partir do próximo ano". Raquel Lyra (PSD) "Os números mostram que Pernambuco está mudando a sua realidade. Em três anos e meio de governo, foram 200 mil empregos de carteira assinada gerados no nosso estado, mais do que os 12 anos que nos antecederam. Isso só é possível, porque a gente tornou o ambiente de negócios adequado para que os investidores privados pudessem colocar o seu dinheiro aqui. Pernambuco voltou a crescer também em razão de obras públicas e estruturantes. Já são mais de R$ 26 bilhões de investimento nesses últimos três anos e meio em novos hospitais, novas estradas e mais acesso a água, escolas, creches. Tudo isso gera emprego durante a obra e depois da obra pronta. É claro que o estado volta a crescer e, como Pernambuco, a gente posicioná-lo como líder do Nordeste brasileiro, campeão e referência para o nosso país em inovação e na nova economia, porque as pessoas precisam ser felizes no seu chão, gerando emprego, renda e oportunidade". Renan Hallais (Missão) "O dado é pior. No último mês, o governo Lula pegou todo mundo do CadÚnico e colocou no Bolsa Família. Hoje, 60% dos pernambucanos são dependentes de escravos de assistencialismo. A nossa proposta é trazer industrialização para Pernambuco, fazer com que o que a gente tem de melhor, a nossa matéria-prima, como, por exemplo, o gesso do Araripe ou a fruticultura de Petrolina, fazer desse produto um produto de valor agregado, e o estado tem obrigação de investir em infraestrutura e ferrovia, algo que foi completamente negligenciado nas últimas décadas. Assim, a gente não vai só aumentar a quantidade de emprego, mas também a qualidade e a renda, e finalmente vamos conquistar a liberdade do pernambucano, tirando da escravidão do Bolsa Família". Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2 Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
