Campanha "Gelatinas Vermelhas" arrecada alimento para pacientes em tratamento oncológico Corpo de Bombeiros/Divulgação Um alimento simples pode representar conforto em um momento difícil. Com esse propósito, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo está mobilizando a população na campanha “Gelatinas Vermelhas”, que arrecada o alimento para pacientes em tratamento contra o câncer que enfrentam dificuldades para se alimentar. O g1 conversou com uma especialista para explicar a alimentação desse público. Na região de Presidente Prudente, bases da corporação também estão empenhadas na ação solidária. As doações podem ser feitas até o dia 15 de maio de 2026, e os endereços dos quartéis participantes podem ser conferidos ao final desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp De acordo com a corporação, a iniciativa busca arrecadar gelatinas de cor vermelha, em sabores como morango, framboesa e frutas vermelhas, que serão destinadas a pacientes em tratamento oncológico. No oeste paulista, o Hospital de Esperança, em Presidente Prudente, receberá as doações. “Durante procedimentos como quimioterapia e radioterapia, muitos pacientes enfrentam dores, lesões na boca e alterações no paladar, o que dificulta a alimentação. Nesse contexto, a gelatina vermelha pode trazer mais conforto, por ser de fácil ingestão, menos ácida e mais suave para quem está passando pelo tratamento”, indica a corporação. Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, a campanha tem caráter solidário e pretende mobilizar a sociedade para levar mais cuidado, dignidade e acolhimento às pessoas que enfrentam a doença. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Como participar da campanha Campanha: Gelatinas Vermelhas Prazo para doação: até 15 de maio de 2026 O que doar: gelatinas vermelhas (morango, framboesa, frutas vermelhas etc.) Onde doar: quartéis do Corpo de Bombeiros listados nesta reportagem Podem ser doadas gelatinas vermelhas de qualquer marca. A recomendação é que, sempre que possível, sejam entregues embalagens em maior quantidade, como pacotes de 1 quilo, embora doações individuais também sejam aceitas. Segundo a corporação, a campanha também busca reforçar que pequenos gestos de solidariedade podem contribuir para tornar mais leve o processo de tratamento de quem enfrenta o câncer. Campanha "Gelatinas Vermelhas" arrecada alimento para pacientes em tratamento oncológico Freepik Alimentação leve Determinados alimentos ou preparações são mais facilmente tolerados pelo organismo, principalmente pela facilidade de mastigação, digestão e absorção. Isso reduz o estímulo mecânico e gástrico durante a alimentação, conforme esclareceu ao g1 a nutricionista e professora doutora Sandra Cristina Genaro. “Temos vários métodos de preparações alimentares que são considerados como fácil digestão e absorção. Dentre eles as preparações em formato de cremes, caldos, sopas liquidificadas, purês e vegetais cozidos (em forma de papas), proteínas (carnes) desfiadas ou moídas, ovos mexidos, cereais bem cozidos, sucos, smoothies e outros mais”, diz a nutricionista oncológica pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), docente do curso de Nutrição da Unoeste e nutricionista no Instituto do Câncer Oeste Paulista (Incop). A especialista acrescenta que tudo depende do contexto em que o paciente está, bem como do seu estado nutricional e das dificuldades de mastigação, digestão e absorção. Conforme explicou a nutricionista ao g1, pacientes em tratamento oncológico costumam apresentar diversos problemas nutricionais, tanto pelo próprio tumor quanto pelos tratamentos propostos. Algumas das dificuldades mais comuns que afetam diretamente a alimentação são: anorexia; alteração do paladar; constipação ou diarreia; anemia; náuseas e vômitos; mucosite; xerostomia (boca seca). De acordo com Sandra, esses problemas podem ocorrer principalmente em cânceres do sistema digestório, câncer de cabeça e pescoço ou em casos mais agressivos da doença, especialmente quando estão em estágios mais avançados. “Uma alimentação adequada é extremamente importante tanto para a prevenção do câncer como durante o tratamento contra o câncer. E o estado nutricional do paciente pode influenciar no resultado do tratamento proposto, ou seja, é comum tratamentos como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e até cirurgia reduzirem a imunidade do paciente, tornando-o mais suscetível a infecções e no caso da cirurgia, dificultar o processo de cicatrização e recuperação tecidual”, diz. LEIA TAMBÉM: Corpo de Bombeiros promove arrecadação de gelatina vermelha para pacientes em tratamento de câncer na região de Itapetininga Mais de 15 pedestres morreram em rodovias do oeste paulista em 3 anos; polícia alerta sobre riscos no acostamento Fã de Stitch, menina tem aniversário transformado por surpresa em pizzaria no interior de SP Assustada, raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau: ‘Muito dócil’, aponta biólogo Segundo Sandra, a perda de peso grave (caquexia) pode comprometer a eficácia dos tratamentos e, com isso, levar à interrupção do próprio tratamento, aumentando muitas vezes a chance de recidivas. Além disso, uma dieta adequada contribui também para a melhora do bem-estar psicológico e para a redução dos sintomas descritos acima. No entanto, a nutricionista alerta para cuidados com excessos, já que as gelatinas são alimentos considerados ultraprocessados. “É preciso deixar claro que as gelatinas são consideradas alimentos ultraprocessados contendo grande quantidade de corantes, como o Vermelho 40, Eritrosina, Bordeaux S, Amarelo Crepúsculo (INS 110). O uso de corantes artificiais encontrados em gelatinas industrializadas (Vermelho 40) pode ser prejudicial, pois seu consumo frequente pode desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis. Existem estudos também que relacionam certos corantes sintéticos, presentes em gelatinas, ao aumento da hiperatividade em crianças, sendo restritos em alguns países”, explica. Sandra acrescenta que a gelatina industrializada é composta, em grande parte, por açúcar (ou adoçante) e aditivos químicos, possuindo pouco valor nutricional. “Geralmente, em cada porção de 120 g de gelatina, contém cerca de 70 a 80 kcal; 14 a 18 g de carboidratos, sendo a maior parte composta por açúcar; 1,5 a 2,0 g de proteínas; chegando a 80 mg de sódio. Além de corantes artificiais, contém acidulantes e algumas vitaminas enriquecidas, cujas quantidades são irrisórias. Ou seja, é um alimento com baixo ou nenhum teor nutricional”, comenta. Bem-estar A nutricionista afirma que “gestos simples impactam no acolhimento e no bem-estar de qualquer paciente, seja oncológico ou não, porém dependem muito de como são feitos, pois se forem mal planejados, podem ser nulos ou até prejudiciais”. “A doação, não só de alimentos, mas do tempo, do cuidado, é um sinal de reconhecimento como ‘alguém se importa comigo’, sendo importante principalmente em tratamentos longos, sendo inclusive capaz de reforçar o vínculo social”, continua. “Quando bem feita, a doação pode reduzir o sofrimento emocional. Às vezes, o que mais ajuda não é só o que se entrega, mas como e quanto de você está ali. Uma conversa pode aliviar a ansiedade, um gesto de atenção pode devolver dignidade, um pouco do seu tempo pode transformar o dia de alguém. Se quiser doar, doe também paciência, respeito, companhia, cuidado verdadeiro. Porque nutrir não é só alimentar, é acolher”, diz Sandra. Com relação à aceitação alimentar, a nutricionista afirma que não é possível generalizar um ou outro alimento ou preparação. “O tratamento do paciente é individual, tudo depende dos sintomas apresentados, das condições socioeconômicas, das preferências alimentares, das necessidades nutricionais... Por isso é importante que o paciente passe por uma avaliação de um nutricionista especialista em oncologia para que o tratamento seja individualizado, eficaz e seguro”, finaliza. Endereços dos quartéis do 14º Grupamento de Bombeiros Estabelecimento comercial de Rosana (SP) faz doação aos bombeiros Corpo de Bombeiros/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Bombeiros arrecadam gelatina para pacientes com câncer no interior de SP; especialista explica benefícios e faz alerta
Piemonte Escrito em 29/04/2026
Campanha "Gelatinas Vermelhas" arrecada alimento para pacientes em tratamento oncológico Corpo de Bombeiros/Divulgação Um alimento simples pode representar conforto em um momento difícil. Com esse propósito, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo está mobilizando a população na campanha “Gelatinas Vermelhas”, que arrecada o alimento para pacientes em tratamento contra o câncer que enfrentam dificuldades para se alimentar. O g1 conversou com uma especialista para explicar a alimentação desse público. Na região de Presidente Prudente, bases da corporação também estão empenhadas na ação solidária. As doações podem ser feitas até o dia 15 de maio de 2026, e os endereços dos quartéis participantes podem ser conferidos ao final desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp De acordo com a corporação, a iniciativa busca arrecadar gelatinas de cor vermelha, em sabores como morango, framboesa e frutas vermelhas, que serão destinadas a pacientes em tratamento oncológico. No oeste paulista, o Hospital de Esperança, em Presidente Prudente, receberá as doações. “Durante procedimentos como quimioterapia e radioterapia, muitos pacientes enfrentam dores, lesões na boca e alterações no paladar, o que dificulta a alimentação. Nesse contexto, a gelatina vermelha pode trazer mais conforto, por ser de fácil ingestão, menos ácida e mais suave para quem está passando pelo tratamento”, indica a corporação. Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, a campanha tem caráter solidário e pretende mobilizar a sociedade para levar mais cuidado, dignidade e acolhimento às pessoas que enfrentam a doença. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Como participar da campanha Campanha: Gelatinas Vermelhas Prazo para doação: até 15 de maio de 2026 O que doar: gelatinas vermelhas (morango, framboesa, frutas vermelhas etc.) Onde doar: quartéis do Corpo de Bombeiros listados nesta reportagem Podem ser doadas gelatinas vermelhas de qualquer marca. A recomendação é que, sempre que possível, sejam entregues embalagens em maior quantidade, como pacotes de 1 quilo, embora doações individuais também sejam aceitas. Segundo a corporação, a campanha também busca reforçar que pequenos gestos de solidariedade podem contribuir para tornar mais leve o processo de tratamento de quem enfrenta o câncer. Campanha "Gelatinas Vermelhas" arrecada alimento para pacientes em tratamento oncológico Freepik Alimentação leve Determinados alimentos ou preparações são mais facilmente tolerados pelo organismo, principalmente pela facilidade de mastigação, digestão e absorção. Isso reduz o estímulo mecânico e gástrico durante a alimentação, conforme esclareceu ao g1 a nutricionista e professora doutora Sandra Cristina Genaro. “Temos vários métodos de preparações alimentares que são considerados como fácil digestão e absorção. Dentre eles as preparações em formato de cremes, caldos, sopas liquidificadas, purês e vegetais cozidos (em forma de papas), proteínas (carnes) desfiadas ou moídas, ovos mexidos, cereais bem cozidos, sucos, smoothies e outros mais”, diz a nutricionista oncológica pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), docente do curso de Nutrição da Unoeste e nutricionista no Instituto do Câncer Oeste Paulista (Incop). A especialista acrescenta que tudo depende do contexto em que o paciente está, bem como do seu estado nutricional e das dificuldades de mastigação, digestão e absorção. Conforme explicou a nutricionista ao g1, pacientes em tratamento oncológico costumam apresentar diversos problemas nutricionais, tanto pelo próprio tumor quanto pelos tratamentos propostos. Algumas das dificuldades mais comuns que afetam diretamente a alimentação são: anorexia; alteração do paladar; constipação ou diarreia; anemia; náuseas e vômitos; mucosite; xerostomia (boca seca). De acordo com Sandra, esses problemas podem ocorrer principalmente em cânceres do sistema digestório, câncer de cabeça e pescoço ou em casos mais agressivos da doença, especialmente quando estão em estágios mais avançados. “Uma alimentação adequada é extremamente importante tanto para a prevenção do câncer como durante o tratamento contra o câncer. E o estado nutricional do paciente pode influenciar no resultado do tratamento proposto, ou seja, é comum tratamentos como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e até cirurgia reduzirem a imunidade do paciente, tornando-o mais suscetível a infecções e no caso da cirurgia, dificultar o processo de cicatrização e recuperação tecidual”, diz. LEIA TAMBÉM: Corpo de Bombeiros promove arrecadação de gelatina vermelha para pacientes em tratamento de câncer na região de Itapetininga Mais de 15 pedestres morreram em rodovias do oeste paulista em 3 anos; polícia alerta sobre riscos no acostamento Fã de Stitch, menina tem aniversário transformado por surpresa em pizzaria no interior de SP Assustada, raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau: ‘Muito dócil’, aponta biólogo Segundo Sandra, a perda de peso grave (caquexia) pode comprometer a eficácia dos tratamentos e, com isso, levar à interrupção do próprio tratamento, aumentando muitas vezes a chance de recidivas. Além disso, uma dieta adequada contribui também para a melhora do bem-estar psicológico e para a redução dos sintomas descritos acima. No entanto, a nutricionista alerta para cuidados com excessos, já que as gelatinas são alimentos considerados ultraprocessados. “É preciso deixar claro que as gelatinas são consideradas alimentos ultraprocessados contendo grande quantidade de corantes, como o Vermelho 40, Eritrosina, Bordeaux S, Amarelo Crepúsculo (INS 110). O uso de corantes artificiais encontrados em gelatinas industrializadas (Vermelho 40) pode ser prejudicial, pois seu consumo frequente pode desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis. Existem estudos também que relacionam certos corantes sintéticos, presentes em gelatinas, ao aumento da hiperatividade em crianças, sendo restritos em alguns países”, explica. Sandra acrescenta que a gelatina industrializada é composta, em grande parte, por açúcar (ou adoçante) e aditivos químicos, possuindo pouco valor nutricional. “Geralmente, em cada porção de 120 g de gelatina, contém cerca de 70 a 80 kcal; 14 a 18 g de carboidratos, sendo a maior parte composta por açúcar; 1,5 a 2,0 g de proteínas; chegando a 80 mg de sódio. Além de corantes artificiais, contém acidulantes e algumas vitaminas enriquecidas, cujas quantidades são irrisórias. Ou seja, é um alimento com baixo ou nenhum teor nutricional”, comenta. Bem-estar A nutricionista afirma que “gestos simples impactam no acolhimento e no bem-estar de qualquer paciente, seja oncológico ou não, porém dependem muito de como são feitos, pois se forem mal planejados, podem ser nulos ou até prejudiciais”. “A doação, não só de alimentos, mas do tempo, do cuidado, é um sinal de reconhecimento como ‘alguém se importa comigo’, sendo importante principalmente em tratamentos longos, sendo inclusive capaz de reforçar o vínculo social”, continua. “Quando bem feita, a doação pode reduzir o sofrimento emocional. Às vezes, o que mais ajuda não é só o que se entrega, mas como e quanto de você está ali. Uma conversa pode aliviar a ansiedade, um gesto de atenção pode devolver dignidade, um pouco do seu tempo pode transformar o dia de alguém. Se quiser doar, doe também paciência, respeito, companhia, cuidado verdadeiro. Porque nutrir não é só alimentar, é acolher”, diz Sandra. Com relação à aceitação alimentar, a nutricionista afirma que não é possível generalizar um ou outro alimento ou preparação. “O tratamento do paciente é individual, tudo depende dos sintomas apresentados, das condições socioeconômicas, das preferências alimentares, das necessidades nutricionais... Por isso é importante que o paciente passe por uma avaliação de um nutricionista especialista em oncologia para que o tratamento seja individualizado, eficaz e seguro”, finaliza. Endereços dos quartéis do 14º Grupamento de Bombeiros Estabelecimento comercial de Rosana (SP) faz doação aos bombeiros Corpo de Bombeiros/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
