Irã volta a bombardear vizinhos no Oriente Médio No front de batalha, a segunda-feira foi marcada por novos bombardeios do Irã a países vizinhos. Os bombardeios continuam em várias frentes no Oriente Médio. No Líbano, a aviação israelense fez novos ataques nos arredores de Beirute. Segundo o Exército israelense, os alvos eram posições do grupo Hezbollah. O Ministério da Saúde libanês afirmou que quase 500 pessoas morreram desde o início da escalada. No Irã, Israel afirmou ter atingido um centro da Guarda Revolucionária responsável por operações com drones. Segundo o Exército israelense, o local era usado para armazenar e lançar aeronaves não tripuladas. Um dos episódios mais controversos desses primeiros dias foi o ataque que atingiu uma escola na cidade de Minab. O prédio já foi parte de um complexo militar. No sábado (7), o presidente americano, Donald Trump, disse que provavelmente o míssil que caiu ali teria sido disparado pelo próprio Irã. No domingo (8), uma agência de notícias iraniana publicou imagens que mostram um míssil atingindo um prédio militar ao lado da escola. Um grupo de especialistas independentes com sede na Holanda concluiu que se trata de um míssil Tomahawk americano. O vídeo foi verificado também por analistas do jornal americano “The New York Times” e pela rede britânica BBC. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o país não vai negociar enquanto estiver sob ataque. Israel foi alvo de foguetes do Hezbollah e também do Irã. Segundo o governo israelense, bombas de fragmentação, proibidas por convenções internacionais, mataram uma pessoa na região central do país. Sob comando do novo líder supremo, Irã ataca Kuwait, Catar e refinaria de petróleo do Bahrein Jornal Nacional/ Reprodução O contra-ataque iraniano mandou também mandou mísseis para países vizinhos. No Bahrein, um drone atribuído ao Irã deixou civis feridos e atingiu uma refinaria de petróleo. Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, destroços de um drone iraniano abatido feriram duas pessoas. No Kuwait, o governo enterrou dois funcionários mortos em ataques no fim de semana. O Catar divulgou imagens de mísseis e drones iranianos sendo interceptados nos céus do país. E, pela segunda vez, um míssil iraniano foi abatido por forças da Otan no espaço aéreo da Turquia. O presidente Recep Tayip Erdogan voltou a alertar o Irã contra o que chamou de provocação, mas disse que pretende manter a Turquia fora da guerra. A União Europeia reforçou os contatos com países do Oriente Médio. Bruxelas afirmou que está disposta a ajudar na retomada das negociações para tentar conter o conflito. Enquanto isso, os Estados Unidos reforçam o dispositivo militar na região. Três bombardeiros estratégicos B-52 aterrissaram na base britânica de Fairford, no sul da Inglaterra. O presidente da França visitou o porta-aviões Charles de Gaulle, na ilha grega de Creta. Emmanuel Macron afirmou que a missão da Marinha francesa é proteger os aliados, mas que futuramente poderá ajudar a escoltar navios no Estreito de Ormuz. Em entrevista na noite desta segunda-feira (9), Donald Trump voltou a se referir ao bombardeio a uma escola no Irã. Trump disse que o caso está sendo investigado e que os Estados Unidos vendem mísseis Tomahawk a vários países. O site Bellingcat, que fez a investigação, e especialistas ouvidos pelo "The New York Times" afirmam que, no atual conflito, só os Estados Unidos possuem mísseis desse tipo. LEIA TAMBÉM Quem é Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã 'Mãos de Mojtaba Khamenei já estão manchadas de sangue', diz Israel sobre novo líder supremo do Irã Trump diz que o próximo líder do Irã não vai durar muito sem a sua aprovação Ali Khamenei pediu que seu sucessor fosse 'odiado pelo inimigo', diz aiatolá Guerra no Irã: o boom do turismo no Oriente Médio acabou?
Sob comando do novo líder supremo, Irã ataca Kuwait, Catar e refinaria de petróleo do Bahrein
Piemonte Escrito em 10/03/2026
Irã volta a bombardear vizinhos no Oriente Médio No front de batalha, a segunda-feira foi marcada por novos bombardeios do Irã a países vizinhos. Os bombardeios continuam em várias frentes no Oriente Médio. No Líbano, a aviação israelense fez novos ataques nos arredores de Beirute. Segundo o Exército israelense, os alvos eram posições do grupo Hezbollah. O Ministério da Saúde libanês afirmou que quase 500 pessoas morreram desde o início da escalada. No Irã, Israel afirmou ter atingido um centro da Guarda Revolucionária responsável por operações com drones. Segundo o Exército israelense, o local era usado para armazenar e lançar aeronaves não tripuladas. Um dos episódios mais controversos desses primeiros dias foi o ataque que atingiu uma escola na cidade de Minab. O prédio já foi parte de um complexo militar. No sábado (7), o presidente americano, Donald Trump, disse que provavelmente o míssil que caiu ali teria sido disparado pelo próprio Irã. No domingo (8), uma agência de notícias iraniana publicou imagens que mostram um míssil atingindo um prédio militar ao lado da escola. Um grupo de especialistas independentes com sede na Holanda concluiu que se trata de um míssil Tomahawk americano. O vídeo foi verificado também por analistas do jornal americano “The New York Times” e pela rede britânica BBC. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o país não vai negociar enquanto estiver sob ataque. Israel foi alvo de foguetes do Hezbollah e também do Irã. Segundo o governo israelense, bombas de fragmentação, proibidas por convenções internacionais, mataram uma pessoa na região central do país. Sob comando do novo líder supremo, Irã ataca Kuwait, Catar e refinaria de petróleo do Bahrein Jornal Nacional/ Reprodução O contra-ataque iraniano mandou também mandou mísseis para países vizinhos. No Bahrein, um drone atribuído ao Irã deixou civis feridos e atingiu uma refinaria de petróleo. Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, destroços de um drone iraniano abatido feriram duas pessoas. No Kuwait, o governo enterrou dois funcionários mortos em ataques no fim de semana. O Catar divulgou imagens de mísseis e drones iranianos sendo interceptados nos céus do país. E, pela segunda vez, um míssil iraniano foi abatido por forças da Otan no espaço aéreo da Turquia. O presidente Recep Tayip Erdogan voltou a alertar o Irã contra o que chamou de provocação, mas disse que pretende manter a Turquia fora da guerra. A União Europeia reforçou os contatos com países do Oriente Médio. Bruxelas afirmou que está disposta a ajudar na retomada das negociações para tentar conter o conflito. Enquanto isso, os Estados Unidos reforçam o dispositivo militar na região. Três bombardeiros estratégicos B-52 aterrissaram na base britânica de Fairford, no sul da Inglaterra. O presidente da França visitou o porta-aviões Charles de Gaulle, na ilha grega de Creta. Emmanuel Macron afirmou que a missão da Marinha francesa é proteger os aliados, mas que futuramente poderá ajudar a escoltar navios no Estreito de Ormuz. Em entrevista na noite desta segunda-feira (9), Donald Trump voltou a se referir ao bombardeio a uma escola no Irã. Trump disse que o caso está sendo investigado e que os Estados Unidos vendem mísseis Tomahawk a vários países. O site Bellingcat, que fez a investigação, e especialistas ouvidos pelo "The New York Times" afirmam que, no atual conflito, só os Estados Unidos possuem mísseis desse tipo. LEIA TAMBÉM Quem é Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã 'Mãos de Mojtaba Khamenei já estão manchadas de sangue', diz Israel sobre novo líder supremo do Irã Trump diz que o próximo líder do Irã não vai durar muito sem a sua aprovação Ali Khamenei pediu que seu sucessor fosse 'odiado pelo inimigo', diz aiatolá Guerra no Irã: o boom do turismo no Oriente Médio acabou?
