O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) a arguição de suspeição que questionava a atuação de Dias Toffoli como relator da investigação sobre as fraudes do Banco Master. A arguição de suspeição havia sido autuada por Fachin a partir de um relatório entregue ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no último dia 9. Esse relatório apresentava menções a Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Essas menções estavam em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá. No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo fizeram uma reunião para discutir o relatório apresentado pela PF. Após a reunião, eles divulgaram uma nota na qual afirmaram não ver motivos para Toffoli ser declarado suspeito. Ao mesmo tempo, informaram que o próprio Toffoli decidiu abrir mão da relatoria, em respeito aos "altos interesses institucionais" envolvidos no caso. O ministro do STF José Antônio Dias Toffoli AFP via BBC Segundo o texto divulgado naquela ocasião, os dez ministros do STF consideraram "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição" e reconheceram "a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli" na condução do inquérito do Master. Desse modo, o arquivamento da arguição de suspeição, feito por Fachin neste sábado, foi uma decorrência do que ficou decidido naquela reunião. Investigações As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte por causa de uma menção secundária a um deputado federal. A investigação havia começado na Justiça Federal em Brasília e envolvia a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). No âmbito dessa apuração, Toffoli determinou a realização de uma acareação no penúltimo dia do ano. Já em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações. Também no mês passado, o ministro autorizou uma operação da Polícia Federal em outra frente, sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Master e fundos de investimento administrados pela Reag. Depois que Toffoli deixou a relatoria do inquérito, o caso foi sorteado e distribuído para o ministro André Mendonça. Infográfico - Entenda a teia que liga empresa da família Toffoli ao Banco Master Arte/g1
Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master
Piemonte Escrito em 22/02/2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) a arguição de suspeição que questionava a atuação de Dias Toffoli como relator da investigação sobre as fraudes do Banco Master. A arguição de suspeição havia sido autuada por Fachin a partir de um relatório entregue ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no último dia 9. Esse relatório apresentava menções a Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Essas menções estavam em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá. No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo fizeram uma reunião para discutir o relatório apresentado pela PF. Após a reunião, eles divulgaram uma nota na qual afirmaram não ver motivos para Toffoli ser declarado suspeito. Ao mesmo tempo, informaram que o próprio Toffoli decidiu abrir mão da relatoria, em respeito aos "altos interesses institucionais" envolvidos no caso. O ministro do STF José Antônio Dias Toffoli AFP via BBC Segundo o texto divulgado naquela ocasião, os dez ministros do STF consideraram "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição" e reconheceram "a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli" na condução do inquérito do Master. Desse modo, o arquivamento da arguição de suspeição, feito por Fachin neste sábado, foi uma decorrência do que ficou decidido naquela reunião. Investigações As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte por causa de uma menção secundária a um deputado federal. A investigação havia começado na Justiça Federal em Brasília e envolvia a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). No âmbito dessa apuração, Toffoli determinou a realização de uma acareação no penúltimo dia do ano. Já em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações. Também no mês passado, o ministro autorizou uma operação da Polícia Federal em outra frente, sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Master e fundos de investimento administrados pela Reag. Depois que Toffoli deixou a relatoria do inquérito, o caso foi sorteado e distribuído para o ministro André Mendonça. Infográfico - Entenda a teia que liga empresa da família Toffoli ao Banco Master Arte/g1
