Ministra da Gestão diz que governo federal deve fazer aporte de capital nos Correios em 2027

Piemonte Escrito em 17/03/2026


A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou, nesta terça-feira (17), que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027. Além disso, afirmou que a estatal avalia uma nova captação de empréstimo. Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025. 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa. "Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27", disse a ministra. "Mas eles estão vendo eventualmente de algum complemento de empréstimo, isso que está sendo estudado", complementou a ministra durante a apresentação do balanço da segunda edição do CNPU. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Dweck, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo. Relembre o caso O empréstimo faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. Ao detalhar o plano de reestruturação dos Correios, no final do ano passado, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que ainda seria necessário o empréstimo adicional de R$8 bilhões em 2026. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta. "O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon. Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas Jornal Nacional/ Reprodução Plano de reestruturação O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades. A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎 O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.