Kanye West em imagem do documentário 'jeen-yuhs: Uma Trilogia Kanye' Divulgação A última edição do festival Cena 2K, realizada em novembro de 2025, foi marcada por caos e terminou com o cancelamento do último dos três dias de evento. E o nome de Kanye West foi responsável por gerar um caos jurídico. Com problemas de fluxo de caixa, o evento não conseguiu pagar artistas, fornecedores e realizar o reembolso dos ingressos após o cancelamento. Além de problemas de pagamentos, no segundo dia de festival houve uma briga entre a produção do rapper Major RD e seguranças da Neo Química Arena, local do evento. Segundo o g1 apurou, o corpo jurídico que representava o festival encerrou a parceria com o evento ao saber que representantes do Cena 2K negociavam a vinda do rapper norte-americano ao Brasil. LEIA TAMBÉM: Último dia do festival de rap Cena 2K é cancelado após recomendação da Polícia Militar 6 meses após cancelamento, maior festival de rap do país segue sem pagar artistas e reembolsos Agora no g1 Kanye West como ‘pivô’ Em junho, foi anunciado o show solo Kanye no Brasil, promovido pela Holding Entretenimento & Networking, sem ligação com o festival. Porém, desde o primeiro momento, a vinda do cantor foi rechaçada por seu histórico de posicionamentos antissemitas. Ele tem no currículo uma música chamada “Heil Hitler”, uma saudação nazista, além de ter comercializado uma camiseta com a suástica. Nos meses seguintes, o show marcado para o Autódromo de Interlagos ficou em dúvida, sendo oficialmente cancelado no dia 20 de novembro, um dia antes do início do festival Cena 2K. A essa altura, os organizadores do Cena 2K já tinham entrado em contato com a produção do rapper para viabilizar uma alternativa para um possível cancelamento. Entre as opções levantadas estava a inclusão de Kanye no line-up do festival. Ao saber da negociação, o escritório de advocacia que cuidava das questões jurídicas envolvendo o festival, incluindo contratos com os artistas, tentou entender melhor a situação. Cena 2k25 é marcado por cancelamentos, brigas e problemas na organização Divulgação O g1 apurou que um dos sócios do escritório, que é judeu, ficou inconformado com a posição do evento de cogitar a contratação de Kanye West e encerrou o contrato com o festival. A quebra de contrato próxima ao evento gerou um caos jurídico. Alguns artistas já anunciados deram o aceite para o evento via WhatsApp, sem contrato formal. Entre os problemas gerados pela falta de equipe jurídica, o evento renegociou valor de cachês e forma de pagamento durante o festival. Outro problema foi com relação a acordos técnicos para as apresentações, como o uso de pirotecnia. Sem contrato, alguns artistas não tiveram seus pedidos para uso de efeitos como máquinas de CO² atendidos pela produção. Esse acabou sendo apenas um dos diversos problemas vividos pelo festival Cena 2K, que, mesmo seis meses após seu cancelamento, enfrenta dezenas de processos e segue sem pagar artistas e fornecedores.
Como 'quase vinda' de Kanye West gerou caos jurídico num dos maiores festivais de rap do Brasil
Piemonte Escrito em 27/05/2026
Kanye West em imagem do documentário 'jeen-yuhs: Uma Trilogia Kanye' Divulgação A última edição do festival Cena 2K, realizada em novembro de 2025, foi marcada por caos e terminou com o cancelamento do último dos três dias de evento. E o nome de Kanye West foi responsável por gerar um caos jurídico. Com problemas de fluxo de caixa, o evento não conseguiu pagar artistas, fornecedores e realizar o reembolso dos ingressos após o cancelamento. Além de problemas de pagamentos, no segundo dia de festival houve uma briga entre a produção do rapper Major RD e seguranças da Neo Química Arena, local do evento. Segundo o g1 apurou, o corpo jurídico que representava o festival encerrou a parceria com o evento ao saber que representantes do Cena 2K negociavam a vinda do rapper norte-americano ao Brasil. LEIA TAMBÉM: Último dia do festival de rap Cena 2K é cancelado após recomendação da Polícia Militar 6 meses após cancelamento, maior festival de rap do país segue sem pagar artistas e reembolsos Agora no g1 Kanye West como ‘pivô’ Em junho, foi anunciado o show solo Kanye no Brasil, promovido pela Holding Entretenimento & Networking, sem ligação com o festival. Porém, desde o primeiro momento, a vinda do cantor foi rechaçada por seu histórico de posicionamentos antissemitas. Ele tem no currículo uma música chamada “Heil Hitler”, uma saudação nazista, além de ter comercializado uma camiseta com a suástica. Nos meses seguintes, o show marcado para o Autódromo de Interlagos ficou em dúvida, sendo oficialmente cancelado no dia 20 de novembro, um dia antes do início do festival Cena 2K. A essa altura, os organizadores do Cena 2K já tinham entrado em contato com a produção do rapper para viabilizar uma alternativa para um possível cancelamento. Entre as opções levantadas estava a inclusão de Kanye no line-up do festival. Ao saber da negociação, o escritório de advocacia que cuidava das questões jurídicas envolvendo o festival, incluindo contratos com os artistas, tentou entender melhor a situação. Cena 2k25 é marcado por cancelamentos, brigas e problemas na organização Divulgação O g1 apurou que um dos sócios do escritório, que é judeu, ficou inconformado com a posição do evento de cogitar a contratação de Kanye West e encerrou o contrato com o festival. A quebra de contrato próxima ao evento gerou um caos jurídico. Alguns artistas já anunciados deram o aceite para o evento via WhatsApp, sem contrato formal. Entre os problemas gerados pela falta de equipe jurídica, o evento renegociou valor de cachês e forma de pagamento durante o festival. Outro problema foi com relação a acordos técnicos para as apresentações, como o uso de pirotecnia. Sem contrato, alguns artistas não tiveram seus pedidos para uso de efeitos como máquinas de CO² atendidos pela produção. Esse acabou sendo apenas um dos diversos problemas vividos pelo festival Cena 2K, que, mesmo seis meses após seu cancelamento, enfrenta dezenas de processos e segue sem pagar artistas e fornecedores.
