MPRJ prende 5 em operação contra esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópoles; contratos irregulares somam R$ 86 milhões

Piemonte Escrito em 09/07/2026

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). Segundo as investigações, a autarquia estadual celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões. Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas haviam sido presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM. Promotores saíram para cumprir 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro. Agora no g1 Presos Amanda Íthala Santos da Paschoa Caroline Soares Barros Davi Perini Vermelho, o Didê Franquis Dias Nepomuceno Marcelo Lopes da Silva Entenda o esquema O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo. De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria. Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM. Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte. Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões. Esta reportagem está em atualização.