O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, que morreu na queda de um avião em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9) Reprodução/Redes Sociais O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, que morreu na queda de um avião em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9), estava prestes a realizar o sonho de conhecer a Disney com a noiva. Segundo o irmão dele, o contador Juscelino Salomão, a viagem aos Estados Unidos era planejada desde o ano passado e já estava paga. “Era o sonho dele conhecer a Disney. Estava feliz da vida”, contou Juscelino. Daniel era o único ocupante do monomotor que havia decolado do Aeroporto da Pampulha e caiu no pátio de manutenção do Metrô BH, próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele morreu carbonizado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Além do passeio, Daniel havia comprado uma casa recentemente e fazia planos de casamento. Juscelino contou que viu o irmão pela última vez em julho, na Bahia, durante o aniversário de uma tia. Na ocasião, o piloto estava animado com os planos para o futuro. “Estava todo empolgado com a questão da casa”, lembrou. Avião cai sobre os trilhos do metrô em BH e piloto morre Sonho de pilotar aviões maiores Segundo Juscelino, Daniel começou a pilotar quando tinha 20 anos. Antes, chegou a cursar engenharia aeronáutica, mas deixou a faculdade e foi para São Paulo fazer a formação de piloto. O irmão contou que Daniel estudava inglês porque queria trabalhar em voos internacionais. “O sonho do Daniel era ser piloto internacional”, disse. Para Juscelino, o cuidado com as aeronaves era uma das características do irmão. “Era uma pessoa responsável, uma pessoa que sempre foi zelosa, sempre foi cuidadosa”, afirmou. O piloto, identificado como Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, pilotava o avião monomotor que caiu e pegou fogo na Região Nordeste de Belo Horizonte Reprodução/Redes Sociais Irmão viu notícia antes de saber quem era a vítima Juscelino estava em uma clínica, aguardando uma consulta, quando viu na televisão a notícia sobre a queda do avião. Naquele momento, não imaginou que Daniel estivesse a bordo. Poucos minutos depois, recebeu uma ligação da irmã caçula, que chorava ao contar o que havia acontecido. “Quando passou a reportagem, demorou uns três minutos. A minha irmã caçula me ligou chorando, desesperada, dizendo que o avião dele tinha caído.” Segundo Juscelino, Daniel havia conversado com o pai na manhã do acidente, antes de decolar. Os dois eram próximos, e o piloto costumava visitá-lo quando fazia voos para Salvador ou para cidades da região. Juscelino, que estava em Macapá, contou que seguiria para a Bahia para acompanhar o pai. Uma irmã iria a Belo Horizonte para cuidar dos procedimentos relacionados à liberação do corpo. “Eu estou sereno aqui contigo, mas por dentro estou destruído”, lamentou. Causas da queda são investigadas Segundo o irmão, a proprietária da aeronave informou à família que o monomotor havia passado por uma revisão em Belo Horizonte e que Daniel realizava um voo de teste. As causas do acidente ainda serão apuradas. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados. A Polícia Civil também investiga o caso e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) da capital. O avião faria um pouso em Juatuba, na Grande BH, e retornaria ao Aeroporto da Pampulha. Na queda, atingiu uma estrutura de um galpão e a fiação elétrica do pátio de manutenção do metrô. Não houve funcionários feridos, e a circulação dos trens foi mantida. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava em situação regular, com certificado de inspeção válido até outubro de 2027. O monomotor pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Em nota, a companhia lamentou a morte de Daniel, afirmou que presta assistência à família e disse que colaborará com as investigações.
'Estava feliz da vida': piloto morto em queda de avião em BH planejava viagem à Disney com a noiva, diz irmão
Piemonte Escrito em 10/10/2026
O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, que morreu na queda de um avião em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9) Reprodução/Redes Sociais O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, que morreu na queda de um avião em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9), estava prestes a realizar o sonho de conhecer a Disney com a noiva. Segundo o irmão dele, o contador Juscelino Salomão, a viagem aos Estados Unidos era planejada desde o ano passado e já estava paga. “Era o sonho dele conhecer a Disney. Estava feliz da vida”, contou Juscelino. Daniel era o único ocupante do monomotor que havia decolado do Aeroporto da Pampulha e caiu no pátio de manutenção do Metrô BH, próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele morreu carbonizado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Além do passeio, Daniel havia comprado uma casa recentemente e fazia planos de casamento. Juscelino contou que viu o irmão pela última vez em julho, na Bahia, durante o aniversário de uma tia. Na ocasião, o piloto estava animado com os planos para o futuro. “Estava todo empolgado com a questão da casa”, lembrou. Avião cai sobre os trilhos do metrô em BH e piloto morre Sonho de pilotar aviões maiores Segundo Juscelino, Daniel começou a pilotar quando tinha 20 anos. Antes, chegou a cursar engenharia aeronáutica, mas deixou a faculdade e foi para São Paulo fazer a formação de piloto. O irmão contou que Daniel estudava inglês porque queria trabalhar em voos internacionais. “O sonho do Daniel era ser piloto internacional”, disse. Para Juscelino, o cuidado com as aeronaves era uma das características do irmão. “Era uma pessoa responsável, uma pessoa que sempre foi zelosa, sempre foi cuidadosa”, afirmou. O piloto, identificado como Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, pilotava o avião monomotor que caiu e pegou fogo na Região Nordeste de Belo Horizonte Reprodução/Redes Sociais Irmão viu notícia antes de saber quem era a vítima Juscelino estava em uma clínica, aguardando uma consulta, quando viu na televisão a notícia sobre a queda do avião. Naquele momento, não imaginou que Daniel estivesse a bordo. Poucos minutos depois, recebeu uma ligação da irmã caçula, que chorava ao contar o que havia acontecido. “Quando passou a reportagem, demorou uns três minutos. A minha irmã caçula me ligou chorando, desesperada, dizendo que o avião dele tinha caído.” Segundo Juscelino, Daniel havia conversado com o pai na manhã do acidente, antes de decolar. Os dois eram próximos, e o piloto costumava visitá-lo quando fazia voos para Salvador ou para cidades da região. Juscelino, que estava em Macapá, contou que seguiria para a Bahia para acompanhar o pai. Uma irmã iria a Belo Horizonte para cuidar dos procedimentos relacionados à liberação do corpo. “Eu estou sereno aqui contigo, mas por dentro estou destruído”, lamentou. Causas da queda são investigadas Segundo o irmão, a proprietária da aeronave informou à família que o monomotor havia passado por uma revisão em Belo Horizonte e que Daniel realizava um voo de teste. As causas do acidente ainda serão apuradas. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados. A Polícia Civil também investiga o caso e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) da capital. O avião faria um pouso em Juatuba, na Grande BH, e retornaria ao Aeroporto da Pampulha. Na queda, atingiu uma estrutura de um galpão e a fiação elétrica do pátio de manutenção do metrô. Não houve funcionários feridos, e a circulação dos trens foi mantida. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava em situação regular, com certificado de inspeção válido até outubro de 2027. O monomotor pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Em nota, a companhia lamentou a morte de Daniel, afirmou que presta assistência à família e disse que colaborará com as investigações.
